Pular para o conteúdo principal

Senhor dos Passos em Carmo da Cachoeira - MG.


Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Trabalhador cachoeirense da familia Alves Costa.
Imagem anterior: Uma imagem de São Tomé das Letras.

Comentários

Anônimo disse…
O primeiro inventário realizado pela Igreja Matriz da Freguesia do Carmo da Cachoeira traz, entre seus bens, a imagem que se vê hoje na foto - a do Senhor dos Passos. A cidade tinha um ponto dedicado a este IRMÃO MAIOR - JESUS CRISTO, representado no momento do CALVÁRIO. Foi aí, ao derramar seu sangue, que se abriram as portas do UNIVERSO. A partir deste momento, as consciências presentes neste sofrido PLANETA TERRA poderiam alçar voos infinitos. Momento sublime, o da autorização, através do sangue. Um irmão doou-se, e o passaporte tornou-se universal. O homem, residente neste Planeta estava autorizado a conhecer novos, e mais evoluídos mundos - "na Casa do Pai há muitas moradas".
A Igreja do Senhor dos Passos em Cachoeira foi demolida. Em seu lugar instalou-se um bar.
Anônimo disse…
Mundo rebelado este do Planeta Terra. Porque demolir um ponto de religiosidade para colocar um ponto de beberagem? de espalhar o vício? a droga? os maus costumes?Que droga... ...
Anônimo disse…
Pensa que os cristãos aprovaram a demolição da Igreja de Santo Antonio? Não aprovaram não. E a gente sabe quem foi. Pior pra ele e seus descendentes. Não pense não que está certo. Protesto e protesto com gosto. Hoje há espaço pra isso. Meus avós não podiam fazer nada, os mandões, donos da cidade caiam em cima.
Anônimo disse…
Quem desmonta, destrói, um dia irá reconstruir. Está escrito e é uma da Leis Espirituais. A nós todos que desaprovamos estas, e outras ações do passado, cabe ORAR e ENTREGAR nas mãos do Criador. Ele saberá conduzir o processo de restauração dentro da amorosidade.
Anônimo disse…
Li num compêndio o seguinte:
"Aqueles que tinham desperdiçado seu universo no passado tinham que aprender a recriá-lo de forma magnânima e equilibrada. Jesus Cristo, regente do PLANETA TERRA que representa a energia do amor, escolheu ajudar seus irmãos através desta lei e dar-lhes a possibilidade para que cada um aprendesse com as suas criações. A Luz de Jesus Cristo escolheu o despertar da consciência da humanidade pela espiritualidade ao invés da força das armas, pois essa realidade bélica nunca levou nenhuma civilização ao crescimento rumo ao absoluto multidimensional. Na maioria das vezes as civilizações atingem uma soberania aparente sobre a sua realidade mais imediata".
Viu? É isso que o Projeto Partilha está tentando dizer. Mas, não fica à toa não. Vai reconstruir. Na dor ou no amor, terá que reconstruir o que se destruir, portanto, evite acabar com tudo por bel prazer.
Anônimo disse…
Da obra "encontros e desencontros", p.68. Autora, Maria Antonietta de Rezende.

LÁGRIMA DE CRISTO
À Valorosa Corporação Musical


Na praça da Matriz o povo se comprime.
A multidão, compacta e expectante,
Aguarda ansiosa a encenação.
Semblantes comovidos, olhares de desdém,
Alguns indiferentes, até sorrindo vêm,
Tal como aconteceu há quase dois mil anos.
O narrador apresenta os soldados romanos.
Vai começar estranho julgamento;
Um Deus será julgado por vassalos;
Um justo julgado por iníquos;
Um inocente isento de labéu,
Que testemunhas falsas torna réu;
A verdade eterna frente à hipocrisia.
Traído por amigos é preso e manietado.
Ao Sinédrio é levado e julgado à revelia
E começa a beber o cálice da agonia.
O preso é levado à presença de Anás,
Que por sua vez o remete a Caifás;
De Caifás é então levado a Pilatos,
Que o remete a Herodes.
Com estrema crueza e maus- tratos,
É de novo levado ao governador Pilatos.
Em seu lugar, libertam Barrabás,
E a humanidade, até hoje, não sabe o que faz.
Pilatos lava as mãos, ó grande pusilânime!
E o réu tomando a cruz, seu corpo quase exânime,
Sob seu peso tomba e cai,
Mas, de novo se levanta e assim vai,
Até chegar ao cimo do Calvário.
E lá se consome o crime extraordinário.
Cravado à cruz, entre o céu e a terra é levantado.
Entre dois ladrões, lá está o Cordeiro Imaculado.
Ao pé da cruz, sua Mãe (ó dor dilacerante!)
Junta sua lágrima à de Cristo agonizante.
Com Madalena, lá estão Maria e o discípulo amado,
Ao ser cravado à cruz Ele perdoa.
E ao ver o discípulo e sua Mãe ao lado,
Seu único tesouro Ele nos doa.
E ao ver que tudo estava consumado,
Inclina a cabeça e entrega seu espírito
Àquele de quem é Filho muito amado.
A natureza se contorce e assim se evidencia
A sua divindade, a grande teofania.
Descido da cruz, seu corpo inerte
É entregue a sua Mãe para que o aperte
Pela última vez em seus maternos braços,
Dilacerado o corpo e dos membros lassos.
E a cruz lá está triste e solitária.
Ergue-se ao céu uma vibrante ária.
O orador, em apóstrofes magistrais
Tece-lhe elogios brilhantes e imortais.
Sai o cortejo silencioso, grave e lento
Mas, traduzindo do povo o sentimento,
Irrompe a banda em triste e doloroso acento.
Pelas ruas da cidade vai em frente;
Milagres acontecem e o povo sente.
Pelo esforço, ainda mais se comove a multidão:
Bento Leite, Omar, João Caldeira e Sebastião,
Jorge, Rubens, Rômulo, Janir e Tião Nogueira,
João Costa e Geraldo, Eli Alves, Itamar, Nicodemos.
Paulo Sales, Olinto, Assis, João Paulo, Aurílio
e outros mais.


Seu amor à arte há de ficar em nossos anais.
Segue o cortejo levando o Senhor morto,
Como um navio em busca de seu porto.
Cada nota é uma lágrima, um lamento nunca visto,
É uma lágrima de Mãe, é uma Lágrima de Cristo!
Anônimo disse…
SOB O ARRIMO DA ALEGORIA DO DIAMANTE

Ter diamantes e ser pobre.
Ter riquezas naturais e padecer na miséria.
Trabalho, produtor de riquezas, escravizado.
Saber-fazer escondido.
Papel pintado valorizado.
Seres humanos meras peças.
Intelectuais indiferentes.
Empresas virtualizadas.
Máquinas priorizadas,
Ser humano ignorado.
Vida eterna sonhada.
Vida terrena desfocada.


QUANTOS OBSTÁCULOS PARA ATINGIR A PLENITUDE DE VIDA!
Anônimo disse…
Foto de EVANDO PAZZINI, no ano comemorativo do Sesquicentenário de Criação da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerias. Ano de 2007.
Anônimo disse…
Inventário encomendado pelo Projeto Projeto Partilha. Transcrição: Edriana
Aparecida Nolasco.

Tipo de documento - Inventário
Ano - 1801 Caixa -372
Inventariada - Margarida Francisca do Evangelho
Inventariante - João Gonçalves Valim (II)
Local - São João del Rei

Fl. 01
Inventário dos bens que ficaram por falecimento de dona Margarida Francisca do Evangelho de que é Inventariante seu marido João Gonçalves Valim.
Data - 19 de setembro de 1801.
Local - Sítio chamado Parapetinga. Aplicação da Capela de São Bento do Campo Belo. Freguesia de Santa Ana das Lavras do Funil do Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes em casa de morada de João Gonçalves Valim.

Fl.10v.
DECLARAÇÃO

(...) logo pelo mesmo Inventariante foi declarado que a Inventariada sua mulher faleceu no dia treze do mês de junho do corrente ano de mil oitocentos e um, sem testamento (...).

Fl.02
FILHOS:
01 - Ignácia, casada com Diogo Garcia Lopes;

02 - Francisca, casada com João Carlos da Silva Lopes;

03 - Teresa, casada com Jerônimo Pereira do Lago;

04 - Maria, casada com Matheus Ferreira Martins;

05 - João, solteiro, de idade de trinta anos pouco mais ou menos;

06 - Manoel Gonçalves Valim, de idade de vinte e oito anos, pouco mais ou menos, solteiro;

07 - Mariana, casada com João Antônio da Fonseca;

08 - Antônia, solteira, de idade de vinte e seis anos pouco mais ou menos;

09 - Joaquim Gonçalves Valim, de idade de vinte e quatro anos e alguns meses;

10 - Ana, que é falecida, e que foi casada com José Antonio da Fonseca;

NETOS: filhos da herdeira falecida, Ana:
01 - João, de idade de dez anos;

02 - Joaquim, de idade de nove anos;

03 - Mariana, de idade de doze anos;

04 - Emerenciana, de idade de seis anos;

05 - José, de idade de oito anos;

06 - Teresa, de idade de quatro anos.

Fl.02v.
BENS:

-01 Alambique novo que se acha assentado no Engenho; uma taicha grande; uma escumadeira; 01 taicha pequena; 01 tacho grande; 12 foices; 10 foicinhas; 07 machados; 02 cavadeiras; 14 enxadas; 21 formas de açucar; 01 gamela grande.

ANIMAIS: 01 cavalo; 01 potro; 01 Égua; 23 bois de carro; 08 bois de carro; 207 vacas; 09 bestas que compõe uma tropa.

ESCRAVOS - 13

Fl.04v
BENS DE RAIZ

-Esta Fazenda chamada Parapetinga que se compõe de campos de criar, matos virgens, capoeiras e que parte de uma banda com o alferes Manoel Francisco Terra, João da Costa Silva e da outra com Francisco José de Mello; e por outra com Manoel Martins, e por outra com dona Mariana, viúva de Antonio Rabello 2:800$000

- As casas de vivenda desta mesma Fazenda, cobertas de telha, assoalhada, paiol, também coberto de telha, cozinha e seu monjolo coberto de capim com seu quintal e mais ranchos senzalas e todos os mais pertences 400$000

-Uma parte que tem ele Inventariante em uma casa de engenho de cana sita nesta mesma Fazenda com os seus pertences em que é sócio com (parte danificada) da Silva 43$550

PRODUÇÃO: Um quartel de cana plantada com parte dele em tempo de corte.

fL.05
DÍVIDA ATIVA

João Carlos da Silva 176$702

MONTE MOR - 6:367$202
Líquido - 4:370$448
Meação - 2:185$224
para cada herdeiro 273$852 e dois quintos.

Fl.22
PROCURAÇÃO

Procuradores nomeados:
- FRANCISCO DE BORJA DA COSTA LIBÓRIO;
- alferes BENTO JOSÉ DE FARIA E SOUZA e
- BENTO LEITE DE FARIA.

Data - 25 de maio de 1802.
Local - Parapetinga
Que faz os herdeiros da Inventariada:
- MATHEUS FERREIRA MARTINS
- JOSÉ ANTONIO DA FONSECA
- DIOGO GARCIA LOPES
- MANOEL GONÇALVES VALIM
- JOÃO ANTONIO DA FONSECA
- JOAQUIM GONÇALVES VALIM
- JOÃO CARLOS DA SILVA LOPES
- JOAQUIM CARLOS DA SILVA
- JERÔNIMO PEREIRA DO LAGO.
Anônimo disse…
Dona Maria Ângela da Cruz, casada com o alferes João Luís Gonçalves é sobrinha de Ângela de Moraes Ribeiro, mãe de JOSÉ JOAQUIM GOMES BRANQUINHO, da Fazenda da Boa Vista, distrito do Município de Lavras.
Maria Ângela da Cruz e João Luís deixou muitos descendentes nesta região. É o caso de dona Ana Luiza Gonçalves, a qual encontramos várias várias vezes citadas na Capela de São Bento do Campo Belo, e com o registro de 2 casamentos: o primeiro com Antonio Joaquim Alves e o segundo com Tomé Francisco de Lemos.

Cf.: Projeto Compartilhar.
http://br.geocities.com/projetocompartilhar/estudojoaoluisgoncalves/
Anônimo disse…
Documento encomendado pelo Projeto Partilha. Transcrição de Edriana Aparecida Nolasco.
Tipo de Documento - Inventário
Ano - 1826 Caixa - 361
Inventariante - Miguel Carlos de Oliveira.
Local - São João del Rei.

Fl.01
- Maria da Silva Pereira, viúva de Francisco de Oliveira Galante
- Miguel Carlos de Oliveira
Data - 27 de novembro de 1826
Local - São João del Rei

Fl.03
Diz Maria da Silva Pereira, viúva de Francisco de Oliveira Galante que por falecimento deste se procedeu a Inventário pelo Juízo de Fora da Vila da Campanha por serem os herdeiros maiores de vinte e cinco anos, e se haver sepultado da ponte d´além do Rio Verde e no Termo daquela Vila o mesmo falecido Galente; porém opondo-se ao procedimento do dito Inventário Miguel Carlos de Oliveira um dos filhos mais velhos da suplicante com exceção declinatória por ser o mesmo falecido morador no Termo desta Vila (...)

Fl.05
PROCURAÇÃO
Procuradores nomeados - Gomes da Silva Pereira; João Rodrigues Silva; Florêncio Antonio da Fonseca; Manoel da Costa Souto; Manoel da Silva de Gouveia; Jacinto Ferreira Fontes; João de Faria Silva; Luís da Cunha Barros.
Data - 18 de novembro de 1826.
Local - Aplicação do Espírito Santo da Varginha, em casa de morada de João Pereira de Carvalho.
Que faz - a viúva Maria da Silva Pereira, moradora no Rio Verde. Termo da Vila de Campanha.

Observação: EDRIANA, transcreve com caneta na cor vermelha, o seguinte:

* (mãe move uma ação contra o filho, fl. 07):

Fl.07 - PROCURAÇÃO
Procuradores Nomeados - Doutor Bernardo Leite de Faria e Souza Thoar; Florêncio Antonio da Fonseca; Manoel da Costa Souto; Sargento-mor João Rodrigues Silva; Antonio José de Oliveira Barreto; Luís da Cunha Barros; Joaquim Bibiano Soares Batista; Manoel da Silva de Gouveia.
Data - 28 de novembro de 1826
Local - São João del Rei
Que faz - Miguel Carlos de Oliveira, morador na beira do Rio Verde desta Vila.

fls.14
BENS
- Em dinheiro corrente - 32$640
- Ferro velho; gancho de balança
- 02 tachos; cobre velho
- truquês; martelo; 3 enxadas; 1 machado; 1 formão; 1 serra de carpinteiro; 1 carro-velho; um lombilho de amansar
- 30 cabeças de porcos de criar
- 04 cangalhas
- 02 mulas; 01 cavalo; 02 machos (burros)
- 9 escravos

Fls.16v
BENS DE RAIZ
- Uma morada de casas sitas na Vila da Campanha na Rua da Prata
- Uma morada de casas sitas na Varginha do Termo de São João.

DOTES
-à filha Inácia, mulher de Manoel José da Silva
-à filha Florência

fl.17
Dívidas Ativas
- o herdeiro Manoel José da Silva, marido da herdeira Inácia 34$800
- o herdeiro Miguel Carlos de Oliveira 91$200
- Caetano da Silva 9$600
- José de Mendonça 14$000
- Miguel da Silva 8$400
- Francisco Cardoso da Cruz 909$481
Miguel Vieira Monteiro 9$200
José Cardoso 200$000
Luís José da Costa 142$000
Maria Madalena Teixeira 4$900

Fl.17v
SOBRE OS BENS DE RAIZ
- A casa sita na Rua da Prata na Vila de Campanha partem de um lado com casas de Miguel Rodrigues Caetano e por outro com casas de Thomé Luís da Motta, com seu quintal 48$000
- as casas da Varginha 26$000
*o herdeiro Miguel Carlos de Oliveira apreendeu os bens por meio de sequestro.

fl.62
Dívidas Passivas
- no Registro de Cabo Verde por quintos 21$900
- Gaspar José de Paiva 3$112
- Luís Alves Taveira 2$400
- Manoel Batista da Costa $600
- João Evangelista Pereira $675
Antonio Caetano Lima 1$800
- Manoel Pinto Ribeiro 1$280

Fl.99
Dizem Manoel José da Silva, testamenteiro de sua sogra Maria da Silva Pereira e herdeiro da mesma por cabeça de sua mulher Inácia Maria de Oliveira (...)
(continua)
Anônimo disse…
Antes de continuar a postagem referente ao comentário anterior, ou seja dados do Inventário de FRANCISCO DE OLIVEIRA GALANTE, um lembrete:

Dona Maria da Silva Pereira, viúva de Francisco de Oliveira Galante, foi madrinha de CAETANA, em 20.06.1771. Caetana era neta de MANOEL ANTONIO RATES e a Ermida escolhida pela família foi a de Campo Belo, e Manoel Afonso, com licença de Pe. Bento Ferreira realizou a cerimônia do referido batizado. O padrinho de Caetana foi Manoel Pereira de Carvalho.

continuação: ref.: Francisco de Oliveira Galante e sua mulher Maria da Silva Pereira.

Fls. 100 TESTAMENTO

Em nome de Deus. Amém.
Eu, Maria da Silva Pereira, viúva de Francisco de Oliveira Galante estou como estou gravemente enferma de moléstia que Deus Nosso Senhor é servido dar-me porém em meu perfeito juízo e entendimento por me temer da morte pela incerteza da hora determino fazer o meu testamento da maneira seguinte:
Sou natural de Nazaré, Comarca de São João del Rei, filha legítima de Simão da Silva Teixeira e Custódia Francisca de Jesus já falecidos.
Fui casada em face da Igreja com Francisco de Oliveira Galante de cujo consórcio tivemos dois filhos: Miguel Carlos de Oliveira casado; e Ignácia, casada com Manoel José da Silva, esta mora no Termo da Vila de Campanha e aquele nesta Comarca e Freguesia de Lavras do Funil.
Nomeio para meus testamenteiros em primeiro lugar a meu genro Manoel José da Silva; em segundo a meu primo João Pereira de Carvalho, e em terceiro lugar a Florêncio Nunes Machado, casado com uma filha natural de meu marido de nome Florência Maria da Conceição (...).
Fl.100v. Meu corpo será envolto em Hábito de São Francisco (...)
Declaro que os bens da minha meação estão em poder de meu filho Miguel há sete anos mais ou menos a poucos dias veio para minha companhia uma crioula de nome Eva com uma cria de peito que está tratando na minha enfermidade e como por causa do mesmo filho está em competência judicial a minha meação até se finalizar o Inventário novamente feito pelo juízo da Vila de São João del Rei por se ter anulado o prêmio feito pelo juízo da Vila da Campanha e por isso espero me venha a mão e quando eu faleça antes de a receber os meus testamenteiros cuidarão neste particular (...)
Declaro que ao tempo de fartura do primeiro Inventário foi meu agente Luís José da Costa o qual havia em vida de meu marido uma parte de terras de culturas por cem mil réis e depois mais um pedaço ou vertentes por cinquenta mil réis (...)
Fls.101) Declaro que a minha intenção nunca foi a de prejudicar meus filhos para aumentar a um terceiro, porém o dito Costa que talvez a sua mente fosse benfazeja envolveu-me com promessas de casar comigo e anuiu aí uma venda fantástica de quatro escravos meus (...)
(...) seis bois que foram vendidos ao filho do Capitão João da Afonseca (...) um crioulinho que vendeu a João Crisóstomo das Chagas, (...)
Fl.102) (...) Declaro que tenho contas com JOÃO PAES DE ALMEIDA, o qual tem me dado várias parcelas de dinheiro como a descontar dos recibos no crédito e o dito há de ainda satisfazer certa quantia ao capitão José Moreira da Rocha que lhe fiquei devendo (...)
Declaro que meu irmão Caetano de Souza Teixeira e o alferes João Marques de Araújo sabem que depois do falecimento de minha mãe da qual me veio um negro que vendi ao dito João Paes de Almeida (...)
(Fls.102v)
Declaro na mesma forma que depois de cumpridos os meus legados e disposições o restante pouco ou mais que ficar instituo por minhas herdeiras as filhas gêmeas e minhas afilhadas e netas , filhas de Manoel José da Silva meu genro e compadre.
fl.103) (...)roguei a Antônio Teixeira da Silva que por mim escrevesse (...) e roguei a Manoel Pereira de Carvalho por mim assinasse em razão de não saber ler e escrever (...)
FAZENDA DO CORGO DO VEADO, Distrito do Espírito Santo da Varginha, Termo e Comarca de São João del Rei, 11 de fevereiro de 1728. Maria da Silva Pereira.

fl.104
TESTAMENTO
Certifico que abri este testamento no dia 23 de fevereiro de mil setecentos e vinte e oito (...) com que faleceu MARIA DA SILVA PEREIRA.
Monte Mor - 3:945$406.
Anônimo disse…
Errata. Tipo de erro: denominação.
Dona Maria da Silva Pereira, mulher de Francisco de Oliveira Galante foi madrinha de Manoel, filho natural de Joaquina, filha de Manoel Antonio Rates. Portanto o NETO DE MANOEL ANTÔNIO RATES, Manoel é que é afilhado de dona Maria da Silva Pereira, e não a Caetana, como constou.

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Carmo da Cachoeira: A Fronteira entre SP e Minas

Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...

Monsenhor Nunes - 50 anos de sacerdócio

  Em 9 de fevereiro de 2008, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo , em Carmo da Cachoeira , registrou em palavras a gratidão a Monsenhor José Nunes Senador pelos seus cinquenta anos de vida sacerdotal . Poucos anos depois ele partiria, e, com o tempo, sua figura foi ficando mais discreta na memória pública. No entanto, quem conviveu com ele lembra bem do modo familiar com que tratava a todos e da facilidade com que transitava entre as famílias da cidade, conhecendo pessoas, histórias e caminhos. Esse jeito próximo fez dele não só um pastor atento à comunidade, mas também uma ponte importante para o fortalecimento de grupos e comunidades ligadas à paróquia. Ao lado dele, muitas iniciativas pastorais tomaram forma; e, graças às histórias que contava e às pessoas que indicava, boa parte do trabalho de resgate da memória local realizado pela professora Leonor Rizzi pôde avançar em poucos anos o que, em condições normais, exigiria décadas de pesquisas de campo, tanto na área urbana quant...

Leonor Rizzi: O Legado do Projeto Partilha

Um Resgate da Memória de Carmo da Cachoeira A história de um povo é construída não apenas por grandes eventos, mas pelo cotidiano, pela fé e pelo esforço de seus antepassados. Em Carmo da Cachoeira , essa máxima foi levada a sério através de uma iniciativa exemplar de preservação e descoberta: o Projeto Partilha . Liderado pela Profª Leonor Rizzi , o projeto destacou-se pelo rigor acadêmico e pela paixão histórica. O intuito era pesquisar a fundo a origem de Carmo da Cachoeira, indo além do óbvio. A investigação buscou a documentação mais longínqua em fontes primárias, estendendo-se desde arquivos em Portugal até registros no Brasil, mantendo contato constante com pesquisadores de centros históricos como Porto , Mariana , Ouro Preto e São Paulo . A metodologia do projeto foi abrangente. Além da consulta a documentos genealógicos digitais, houve um trabalho minucioso nos Livros de Diversas Paróquias e Dioceses . Neste ponto, a colaboração eclesiástica foi fundamental: o clero da Paróq...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Carmo da Cachoeira: A Fronteira entre SP e Minas

Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...