No Vale dos Ipês, em esplendor Flores desabrocham ao amanhecer Num quadro de cores e fervor, A beleza da vida a se erguer. Sob o céu de azul profundo Ipês se erguem altaneiros, São como versos ao mundo, Sussurrando seus segredos pioneiros. Suaves brisas sopram, discretas, Trazendo perfume doce ao ar, Em um balé de pétalas, completas, Promessas de amor a compartilhar. O cântico dos pássaros, encantado, Ecoa pelos campos em flor, Cada trinado, um recado De esperança e renovado vigor. No Vale dos Ipês, a magia Desperta sonhos em cada alvorada, E em sua poesia, a melodia De uma vida plena e renovada. As flores, em seu esplendor, São um ósculo da natureza, Que brinda com graça e amor A nossa efêmera beleza. Fotos Evando Pazini - Ipês na Comunidade São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...