A Comunidade Paroquial São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira, através de seus membros congraçados em diversos grupos já constituídos e atuantes na comunidade, tem a pretensão de demonstrar em seu agir esta unidade, através da integração. Tanto o prédio do "Santuário", como as terras junto a Igrejinha de São Pedro de Rates tem demonstrado ser um centro vivo, capaz de significar a união do Povo de Deus. A partir do Concílio Vaticano II, cristãos daqui iniciaram uma reflexão sobre os mistérios da Igreja e sua missão de evangelizar. Esses cristãos tentam incorporar a idéia da descentralização das ações e das novas exigências para a ação pastoral e os novos tipos de coordenação para não perderem os passos que deverão ser dado pelas comunidades. Assim buscam, ao se inserirem nas pastorais, serem organismos promotores de ações sociais - educacional e religiosa. Arregaçando as mangas e buscando intervir na comunidade interagindo com os membros que lhe são mais próximos e com ...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...