Tardezinha de um sábado. No céu pululavam as pipas enfeitadas. As ruas eram desertas. O frio levava as pessoas à clausura domiciliar. Poucos carros circulavam pelas vias públicas. A criançada ia de um lugar para outro. Apenas algumas delas eram estáticas e extasiadas. Estas eram aquelas que no ar colocavam seus brinquedos voadores. Outras corriam de um lado para outro. Algumas pipas escapuliam e até se encolhiam, não querendo ir ao chão, ”derrubadas” na linguagem infantil. Havia crianças que eram especialistas em “cortes”, levando ao chão as menos controláveis e cortadoras, fazendo com que as crianças circulassem, correndo pelas ruas e ruelas e até pelas avenidas, sem conhecer perigo. Embora o perigo não percebido pelos pupilos circulantes, era temido pelos adultos, que dantes foram exímios naquelas proezas, o olhar de cada um brilhava olhando para o alto. Todos brilhavam nas suas especialidades como também brilhavam os olhares. E a tarde sabática “voava”. Rapidamente passava, ...
G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.