S egundo o 21° Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha , em texto cuja autoria é atribuída ao Monsenhor Lefort , o mais antigo documento que se tem conhecimento a respeito de Nossa Senhora do Carmo em Carmo da Cachoeira é um registro de casamento colhido pelo genealogista Ari Florenzano , que transcrevemos: “ Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove , na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Fazenda da Serra do Carmo da Cachoeira , desta freguesia de São João Del Rey , receberam em matrimônio os contraentes Jerônimo José Rodrigues , viúvo que ficou pelo falecimento de sua primeira mulher Ana Joaquina de Jesus , com Antonia Maria de Assunção , filha legítima de Tomaz Mendes e Juliana Maria de Almeida , natural e batizada na freguesia de Santa Rita, filial desta Matriz de São João Del Rey ”. S e observarmos com atenção o que está escrito no registro, verificamos que a tal ermida se localizava na “ Fazenda da Serra, na Freguesia de São João Del Rei ”. Ora,...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...