É interessante notar , em assomo, que os nomes dos justiceiros não se encontram no livro do rol dos culpados da Comarca do Rio das Mortes ¹ , o que denota que os mesmos não foram condenados pelos crimes praticados no exercício de sua jurisdição privada. L aura de Mello e Souza , em seu trabalho intitulado Norma e Conflito, Aspectos da História de Minas no século XVIII , chama a atenção para algo que efetivamente ocorreu no caso de que tratamos: a interpenetração da ordem e da desordem e a fluidez de limites entre o lícito e o ilícito. Essas afirmativas realmente dão elementos suficientes para se compreender melhor a convivência entre autoridades e infratores. Ao fim e ao cabo, uma entre outras manifestações peculiares à sociedade que se formou nas Minas do século XVIII: muitas vezes rígida na norma e na letra era quase sempre anárquica na prática e no costume ² . Q ue o conhecimento de fatos como os que foram narrados neste trabalho possa despertar a atenção das autoridades brasileir...
G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.