Mineira de Carmo da Cachoeira , Maisa Marques Nascimento iniciou sua vida artística ainda criança, quando sua avó materna começou a lhe dar aulas de piano. Ao longo do tempo, a fascinação pela música já era certa e sua voz foi chamando cada vez mais a atenção. Aos 15 anos, entrou para o Conservatório Estadual de Música de Varginha como aluna de bateria, mas como naquela época bateria não era coisa de meninas, voltou a estudar piano. Começou a cantar com seus amigos em pequenas apresentações na igreja de sua cidade. Em 2006, mudou-se para Pouso Alegre para cursar Psicologia, e transferiu seus estudos de música para o Conservatório Estadual Juscelino Kubitschek de Oliveira . Lá, formou-se em piano e atualmente estuda canto. Tendo feito várias apresentações de destaque, foi escolhida pelo Projeto Relógio de Pandora . Idealizado pelo compositor e violinista Ravi Sawaya , o projeto tem como objetivo lançar, a cada ano, uma nova cantora e intérprete de MPB da região do Sul de Minas . ...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...