Queridos irmãos e irmãs da Comunidade Paroquial São Pedro de Rates, na bela terra de Carmo da Cachoeira, Ao olharmos para as árvores em flor que circundam nossa comunidade, somos lembrados da maravilhosa criação de Deus e de como cada elemento da natureza é um reflexo do Seu amor. Não são apenas árvores; são irmãs que se vestem de flores para louvar o Criador. Como São Francisco de Assis, nos ensinou, cada criatura tem seu valor e seu significado. A beleza dessas árvores, habilmente imortalizada pelas lentes de nossa querida Shirley, é um sinal tangível do amor de Deus que nos cerca. Esse amor está ao nosso alcance; basta darmos a ele uma oportunidade para senti-lo e tocá-lo. As árvores agem como uma parábola viva: Com raízes profundamente fincadas no solo e galhos estendidos ao céu, elas exemplificam como deveríamos viver nossa fé. Sabemos que nosso planeta abriga centenas de bilhões de árvores, pertencentes a milhares de espécies, cada uma contribuindo para o equilíbrio da nossa Casa...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...