Saibam quantos este publico instrumento de escriptura de venda virem que sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e sessenta e seis ( 1866 ) aos (ilegível) dias do mes de abril (rasgado) Cachoeira do Carmo e termo (rasgado) em meu cartório compareceram (ilegível) os poderes da procuração bastante que apresentou e ao diante vai transcripto, e como comprador Manoel Antonio Teixeira , reconhecidos pelos (rasgado) de que faço menção, pelo mesmo procurador foi dito, em presença de suas testemunhas abaixo nomeadas, e assignadas que seu cliente é senhor e possuidor de duas escravas huma de nome Leopoldina de idade de cinco annos mais ou menos e natural da Cidade de Campanha e que (rasgado) produção e a segunda de nome Joanna de idade de doze annos, solteira natural da freguesia de Lambary que houve por compra que fes a Cressencio Rangel Furquim , e porque as possuí livres (ilegível) de qualquer embargo, penhora, ou hypotheca, com todos os se...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...