Domingo de Ramos na Comunidade São Pedro de Rates, o povo aclamará: Jesus é nosso Rei. A paisagem do Morro do Cruzeiro em Carmo da Cachoeira se transforma na antiga Jerusalém. Num espaço ao ar livre onde fiéis e moradores jogarão seus mantos para a passagem de Jesus e em coro aclamam: Jesus é Nosso Rei. O percurso sugerido é pela entrada da cidade com início na pracinha da Paineira, junto ao início da Rua Domingos Ribeiro de Rezende, esquina com avenida JK. O destino será o local da celebração da Santa Missa – Terras de São Pedro de Rates. Quem não tem mantos balança ramos colhidos nas imediações. Poderão ser encenados também alguns milagres, como a cura do homem de mão atrofiada, do cego, do paralítico, entre outros. O papel mais importante da encenação – o de Cristo – é representado por um elemento do Grupo de Jovem Vinde e Vede e está sendo preparado pela coordenação da catequese crismal. O encontro está sendo preparado e aguardado na expectativa de que a harmonia, a belez...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...