Escola em casa construída pelos Rates Histórias de antanho - Reminiscências do núcleo Cachoeira do Rates - Século XIX Uma observação feita por Auguste de Saint-Hilaire : registro da Mantiqueira, 15 de março 1822 página 67. Nas comarcas de Sabará e Ferrofrio, os pais fazem, muitas vezes, grandes sacrifícios para dar educação aos filhos. Nesta de São João (Del Rey), liga-se muito menos importância à instrução. Isto provém de que os homens mais ricos desta região, como por exemplo esse que acabo de citar, são europeus que, nas suas pátrias, pertenciam às mais baixas classes da sociedade e nada aprenderam. A ignorância não os impediu de enriquecer, gozam da consideração que se prende ao dinheiro. Não devem, por conseguinte, sentir a utilidade da educação para os filhos. Os proprietários ricos daqui tem mais ou menos o mesmo gênero de negócios que os das Minas Novas. Vão procurar negros, no Rio de Janeiro, revendem-nos a longo prazo aos cultivadores menos abastados, aceitam fumo em tro...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...