Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Profª Irenilda Cavalcanti

A estratégia de Martinho de Mendonça.

A lém da política de segredo , Martinho de Mendonça revela as estratégias utilizadas para conseguir-se a prisão dos poderosos: aproveitou-se a época das cheias, quando as viagens ficavam difíceis e espalharam-se as notícias de que o Intendente ia apenas arrecadar os bens já seqüestrados dos outros culpados. Esses dois fatos deixaram os demais suspeitos tranqüilos de que os oficiais não se arriscariam a ir muito longe em estação tão perigosa para a saúde, pois com as enchentes, vinham as epidemias. N a carta do dia 19 de julho , ele já comunica a prisão do capitão dos amotinados: “ (…) dou a V. Excelência os parabéns da prisão de capitão dos amotinados ” ¹ . A desordem ocasionada pelos motins parece chegar ao fim com a prisão do capitão dos amotinados. Em 23/07/736, Martinho de Mendonça descreve o suposto capitão: é um mameluco, filho de uma carijó ² . Ao ressaltar a condição de mameluco do prisioneiro, Martinho de Mendonça tira a importância do motim, pois foi chefiado por pessoa des...

Os primeiros indícios da revolta nos sertões.

O motim do sertão foi um movimento previamente anunciado, desde que se aventou a possibilidade de incluir os escravos da região no sistema da capitação, conforme mostra um trecho da correspondência de Martinho datada de 24/9/1734: “ também no Serro houve que me disse que podia haver uma alteração de povo com as novas ordens ” ¹ . A primeira menção oficial sobre a crise nos sertões aparece na carta que Mendonça escreveu para Gomes Freire de Andrade em 18/06/1736, na qual o Interino procura demonstrar pouca preocupação: “Ainda que V. Excelência me ordenou não fatigasse as paradas me resolvo a expedir esta para que não suceda chegar a noticia do sucesso do Rio verde por outra via, e dar a V. Excelência algum cuidado. (…) Eu fico sem cuidado na matéria, parecendo-me que dei as providências necessárias.” ² A pesar da notícia trazida por “ pessoa fiel ”, de que o Juiz do Papagaio estava conseguindo cobrar a capitação com tranqüilidade, em carta de 28/06/1736, ele ainda fala com algum...

Os amotinados de Brejo Salgado, 1736.

Q uanto ao relato dos motins , utilizamos aqui os subsídios contidos nas cartas de Martinho de Mendonça e algumas informações obtidas de documentos do Arquivo Ultramarino e do Arquivo da Torre do Tombo ¹ . I nicialmente, houve um levantamento , uma assuada , contra o Juiz de Papagaio, quando este tirava uma devassa: ele representava a metrópole e seus tentáculos. Logo após, Mendonça deu ordens para seguir para a região um corpo de Dragões e um grupo de capitães do mato ² , reforçando a ocupação militar. Tendo um objetivo definido, os participantes deste motim seguiam um ritual: primeiro, avisaram que voltariam se não parasse o cadastramento dos escravos da região. O segundo motim aconteceu no dia 24 de junho 1736, quando se juntaram cerca de duzentos moradores da região no Brejo do Salgado e marcharam para o Arraial de S. Romão, sob as ordens de Juizes do Povo e Cabos, por eles nomeados. A força militar, ao ouvir boatos de que o número dos amotinados chegaria a cinco mil, fugiu em ...

Dos senhores de terras à Revolta de 1736.

[No início do século XVIII] M uitas fazendas pertenciam a pessoas poderosas moradoras do litoral nordestino, e eram administradas por homens de confiança. Um exemplo é a figura de Manuel Nunes Viana , administrador da fortuna de uma rica família da Bahia. Outras propriedades pertenciam a paulistas que, deixando a mineração, transferiram seu cabedal para a agropecuária. Outras eram investimentos de mineradores, que decidiram trabalhar também com a agropecuária, como Domingos do Prado . N aturalmente esse diversificado conjunto de proprietários tinha interesses e ligações os mais díspares, principalmente quando o assunto era a ingerência da Coroa em seus negócios. Alguns colaboravam com os ministros reinóis visando obter privilégios e cargos na governança ou na chefia de milícias. Outros, ao contrário, permaneciam independentes e distantes dos olhos fiscalizadores, pois assim, além de manterem o seu poder de mando na região, podiam agir como facilitadores dos descaminhos provenientes ...

Os personagens e o ambiente de Minas em 1736.

O s tumultos se iniciaram ao se juntar gente para impedir o trabalho de um Comissário que fazia cobranças para a Real Fazenda no sertão do Rio Verde ¹ . As mesmas ameaças já se fizeram ao Juiz da Vila de Papagaio, quando tirava uma devassa na região do Rio das Velhas. ² O sertão do Rio S. Francisco situa-se na parte noroeste do território de Minas Gerais, e na época pertencia à Comarca do Rio das Velhas , cuja sede era em Sabará. Ainda não havia fronteiras definidas nem para o norte, nem a oeste e a leste, por isso a sua jurisdição se estendia por uma grande área. A região compreendia os arraiais de São Romão, Manga, Brejo do Salgado , Capela das Almas, Japoré (hoje Nhandutiba ) , barra do Rio das Velhas (hoje Guaicuí ) , Montes Claros etc. Eles atuavam como entrepostos comerciais da produção local, isto é, empórios e tabernas situados ao longo das margens do Rio S. Francisco, os quais vendiam peixes, carnes, frutas, açúcar e, sobretudo, sal. 3 C onfluência das capitanias de Mina...

Martinho de Mendonça de Pina e de Proença.

P or sentir-se muito doente e temendo morrer na Colônia, Martinho de Mendonça , governador interino das Minas Gerais, fez um relatório, dando contas de suas atividades. Em especial, ele destaca as sublevações do sertão do Rio São Francisco em 1736, como o fato mais importante de seu período de governo. " A conspiração e Levantes do sertão foi a matéria mais importante do meu Governo, pelo que a eles toca me remeto às devassas, e Contas que tenho dado; parece-me que nesta matéria não omiti, quanto podia ditar o Valor e a industria, obrando de sorte que ninguém percebeu o justo cuidado em que me achava (...) ¹ " A o dar ênfase a este levantamento dos moradores do sertão, ele queria mostrar que o evento teve em si todos os elementos para que um governante pudesse demonstrar suas habilidades e poder de comando. Nesta comunicação vamos tentar recompor o perfil do governador, conhecer os grupos dos amotinados e de seus repressores, e buscar perceber o embate de duas redes de po...

Mais Lidas nos Últimos Dias

O Capitão Diogo Garcia da Cruz.

G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.

Ave Maria na Igreja Matriz N. Srª. Carmo

Recital de Piano e Canto em Carmo da Cachoeira Além do pianista Francis Vilela e das mezzo-sopranos Larissa Amaral e Maisa Nascimento, durante a apresentação do tema Berceuse da Suíte Dolly, de Gabriel Fauré houve a participação especial do pianista Hélcio Barone Júnior, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo. Um momento especial, raro, em que os espectadores puderam apreciar uma apresentação de pianos a quatro mãos. A Ave Maria, ou ave-maria, também chamada de Saudação Angélica, é uma oração, que saúda a Virgem Maria baseada nos episódios da Anunciação e da Visitação (Lucas 1:28-42). Segundo São Luís Maria Gringnon de Montfort, cada vez que se reza a Ave Maria, a Virgem Maria no céu louva a Deus por nós com seu canto, o Magnificat  A Ave Maria é repetida várias vezes na recitação do Santo Rosário, uma oração completa, porque nela reside a história da nossa salvação ao meditar os mistérios da vida de Jesus e Maria; incluindo as orações, do Credo; o Pai...

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.