۩Ser justo não consiste em exercer a severidade para punir os culpados, é também reconhecer as retas intenções e recompensar a virtude. Espero tanto da justiça de Deus como da sua misericórdia. (Apêndice, p. 79) ۩Desde que me foi dado compreender o amor do Coração de Jesus, confesso que todo temor foi banido de meu coração. A recordação de minhas faltas me humilha, me leva a nunca me apoiar sobre a minha força, que não é senão fraqueza; mas, sobretudo, esta recordação me fala de misericórdia e de amor. Se, com confiança filial, jogarmos estas faltas no braseiro devorador do amor, como não haveriam de ser consumidas para sempre?! (Carta n. 5, p. 59) ۩ Não posso temer um Deus que se fez por mim tão pequeno... Amo-o! Pois Ele é só amor e misericórdia! (p. 76) ۩ Deus me deu um pai e uma mãe mais dignos do céu do que da terra: pediram ao Senhor que lhes desse muitos filhos e os tomasse para Si. Esse desejo foi atendido: 4 anjinhos voaram para o céu e as 5 filhas que ficaram na are...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...