Em 25 de dezembro de 2008, enquanto a maior parte dos cachoeirenses se ocupava com ceias, fogos e discursos previsíveis, a professora Leonor Rizzi publicou anonimamente, no campo de comentários de uma de suas matérias, algumas frases que, à primeira vista, pareciam deslocadas: uma referência a um estudo sobre Almeida Faria publicado na revista Nau Literária e uma passagem sobre romances de António Lobo Antunes e José Saramago . Ontem, ao revisitar esse material, localizei essas notas “laterais” e só então percebi o que, de fato, ela estava fazendo ali. Aqueles comentários funcionam como chave de leitura do próprio trabalho de Leonor sobre a história de Carmo da Cachoeira e do sul de Minas , ao evidenciar as tensões e opressões reprimidas por trás das relações sociais registradas nos antigos documentos. Nada disso é gratuito. Como demonstração prática de método, ela anexou, logo em seguida, a transcrição de um inventário de 1788, que também reproduzo, tal como ela o fez, na segun...
G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.