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Mostrando postagens de julho, 2022

A ocupação do Deserto Desnudo e do Deserto Dourado

  André Figueiredo Rodrigues transformou no livro A Fortuna dos Inconfidentes sua tese de doutorado defendida em 2008, na Universidade de São Paulo. A publicação foi da Editora Globo, São Paulo SP, o livro foi prefaciado em julho de 2009 por Cecília Helena de Salles Oliveira, professora titular do Museu Paulista da Universidade de São Paulo. O autor deu destaque a comarca do Rio das Mortes e busca respostas à questão de quais seriam as expectativas econômicas e até políticas que poderiam advir pelas suas participações no setor produtivo das Minas Gerais. O livro é de uma riqueza ímpar. Não entraremos no âmago dos objetivos tratados na obra, nos serviremos apenas dos dados genéricos contidos e que em muito vêm nos auxiliar para o entendimento da sociedade mineira das últimas décadas do século XVII e iniciais do século XVIII. Nosso interesse é buscar entender o por que da presença do primeiro morador neste Deserto Desnudo no período acima citado. Pertencemos à Comarca do Rio das M...

Antiquíssima Fazenda Urtiga

Uma fazenda enigmática Antigos cachoeirenses ao falarem das fazendas antigas conservam na linguagem oral o nome da fazenda Urtiga , embora não aparece citada na relação das fazendas mais importantes do distrito da Boa Vista . Contam-nos os mais antigos cachoeirenses que as paredes do antigo casarão da Urtiga eram revestidas de molduras contendo fotos dos primeiros moradores. Lembram eles de que as imagens mostravam pessoas de famílias tradicionais que chamavam a atenção de quem as observava, como barbas e os cabelos, principalmente na figura masculina. Contam-nos eles que comentavam ser essas imagens de pessoas ilustres. A sociedade mineira do século XVIII André Figueiredo Rodrigues , às fls. 128 de sua obra A Fortuna dos Inconfidentes escreve: No século XVIII, o termo da vila de Pitangui constituiu-se em um importante polo da pecuária regional no interior da capitania de Minas Gerais. Em sua maioria, as propriedades eram de criação de gado vacum e cavalar. Por ser área de constante ...

Os bandeirantes na base das famílias mineiras

 Trajetórias… trajetórias… Francisco Nardy Filho , historiador, referiu-se a Bartholomeu Bueno da Siqueira e seu irmão Pedro de Moraes Siqueira considerando-os “ytuanos”, portanto, procedentes da cidade berço de Bandeirantes. Bartolomeu Bueno de Siqueira planejava encontrar as minas de Goiás. Filho do Anhanguera ( Bartolomeu Bueno da Silva ), junto ao qual militou durante sua adolescência. Em sua vida adulta mantinha acesa a ideia de novas conquistas, em especial as minas de Goiás . Francisco Nardy Filho é considerado um dos mais produtivos historiadores do interior paulista. Nasceu em 1879 e faleceu em 21.2. 1959 , em São Paulo. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e sócio do Instituto Paulista de Arte Religiosa. Por volta dos inícios do século XVIII encontramos Bartolomeu Bueno de Siqueira pelos lados de Pitangui , quando os bandeirantes foram desmantelados pelo Conde de Assumar. Retalhados, migraram para a margem esquerda do Rio Grande. Ficou, no entant...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...