ESPÍRITO MISSIONÁRIO NA VIDA E NAS OBRAS O século XXI tem se mostrado um século desafiador. A V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe apontou a responsabilidade da Igreja do Brasil e mostrou a missão como grande tarefa a ser realizada no presente e no futuro. O Documento de Aparecida , incorporando a energia do século, colocou a Igreja da América Latina em um grande e empolgante desafio: fazer dos católicos batizados deste Continente um povo de discípulos missionários de Jesus Cristo. Começou assim, em 2008, a Missão Continenta l. O seguimento de Jesus aglutinava-se em torno do “ para que nele todos os povos tenham vida ”. O referido documento revela a urgência de revisão dos novos caminhos, quando critérios e valores do passado são duramente questionados, negados ou mesmo ignorados. Grandes e verdadeiros anseios foram plantados por muitos no coração da humanidade. Alguns sacerdotes que passaram por Carmo da Cachoeira deixaram seus legados de fé, de redescob...
Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...