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Mostrando postagens com o rótulo Indígenas

José Roberto Sales e os indígenas do Brasil.

Na obra "História de Varginha", Sales explica a utilização dos termos "indígena" ou "aborígene para se referir ao conjunto da população nativa encontrada pelos descobridores portugueses no Brasil não implica qualquer juízo de valor, atitude pejorativa ou etnocentrismo: Indígena é a população autóctone de um país ou que neste se estabeleceu anteriormente a um processo colonizador ou, mais precisamente, a população que habitava as Américas em período anterior à sua colonização por europeus. Por extensão, informalmente, pode-se usar o termo para se referir àquilo que é originário do país, região ou localidade em que se encontra. Esse uso encontra-se de acordo com a etimologia da palavras: do latim indígena,ae: indígena é o natural do lugar em que vive, gerado dentro da terra que lhe é própria (DICIONÁRIO HOUAISS, 2001, p.1605). Durante o século XIX, a palavra 'indígena' foi utilizada por Silva como sinônimo de brasileiro. Ao falar das árvores do Brasil, ...

O capitão-de-campo Inácio Correia de Pamplona.

O português Ignácio Correia de Pamplona nasceu em 1731 na Ilha Terceira, no Bispado de Angra. Era filho legítimo de Manoel Correia de Melo e Francisca Xavier de Pamplona. Casou-se com Eugênia Luisa da Silva, mulata e filha de uma negra forra da nação Mina e de pai desconhecido. Com ela teve seis filhos: Simplícia, Rosa, Teodora, Inácia, Bernardina e Inácio Correia de Pamplona Corte Real, que se tornou padre. ¹ A ntes de completar trinta anos já era comerciante no Rio de Janeiro e abastecia Vila Rica e São João del Rei com diversas mercadorias. São João del Rei foi o local escolhido para fixar residência e trabalhar como cobrador do Contrato das Entradas do Tejuco ao lado de José Alvares Maciel durante os anos de 1759 a 1761. S ua vida foi pautada pelas grandes expedições no combate aos índios, pelas batidas aos quilombos que se localizavam no Oeste de Minas Gerais e pelo controle quase que absoluto que detinha na região em função de possuir muitas terras e poderes conferidos pelos...

A intermediação do trabalho dos índios.

O controle exercido pelos Diretores dos índios ou pelos religiosos antes de 1759, provocou inúmeros conflitos em várias regiões do Brasil com os fazendeiros que acusavam os demais de exigirem pagamentos altos pelo trabalho dos indígenas e não permitirem a negociação direta entre o fazendeiro e os índios, ficando com o pagamento que a eles seria devido. O s aldeamentos também serviam em alguns casos, como um núcleo populacional capaz de atrair novos moradores. É necessário ressaltar o caráter civilizatório destas estruturas, na medida em que se percebe momentos distintos no estabelecimento dos aldeamentos. Alguns eram fixados em locais de grande movimento econômico e populacional, com o objetivo de tentar trazer os índios à civilização e evidentemente, fornecê-los como uma alternativa de mão-de-obra. Por outro lado, havia aldeamentos que eram estabelecidos em áreas longínquas e com uma pequena população, ou seja, nos sertões. Neste caso, percebe-se que a principal razão da sua criaçã...

Conde de Valadares, Pamplona e os índios.

A inda que os índios servissem algumas vezes como aliados, era de vital importância que o controle sobre eles se efetivasse de maneira cada vez mais ampla. E um dos grandes problemas que as autoridades tinham que resolver era como controlá-los para que servissem de alguma forma ao projeto civilizacional em andamento. Em 1769, Paulo Mendes Ferreira Campelo , Comandante do Arraial do Cuieté , ao escrever ao Governador Valadares , afirmava que uma saída para a região seria reunir num único local todas as tribos que viviam isoladas e soltas pela área, pois de acordo com ele, eram pequenos grupos e não se justificava ficarem controlando tantas terras e impedindo o povoamento. Além do que sua dispersão inviabilizava a sua catequização: "...é constante e se manifesta por certo serem as aldeias dos índios que se pretende agregar bastantemente dispersas umas das outras e não muito abundantes de gente, suposto que unidas de um só corpo se compõem de numero avultado estas não podem ser dout...

Os índios e a justiça do Conde de Valadares.

N o Rio de Janeiro, já no século XIX , a situação também não era muito diferente [ utilização de índios na captura de quilombolas ] , ainda que sua população indígena fosse muito pequena, mesmo a aldeada. A Real Fazenda de Santa Cruz é um exemplo claro de como se poderia utilizar os índios aldeados para ajudar a destruir os quilombos. Em 1822 o Superintendente da Fazenda escreveu um ofício ao Ministro da Justiça comunicando que de acordo com a autorização recebida por ele dada pelo mesmo Ministério, havia pedido aos Capitães Mores das Aldeias de Itaguaí e de Mangaratiba [²] , para que junto com seus índios aldeados viessem em socorro da Fazenda a fim de acabar com grupos de escravos aquilombados em suas matas. Desta diligência participaram 91 índios comandados pelos seus chefes e informa ainda o ofício que: “... A diligência dos índios foi muito bem dirigida pelos seus próprios chefes, apesar das grandes chuvas, que sofreram de dia e de noite com muita constância. Em alimentos para sua...

Os índios como arma contra quilombolas.

A nos depois foi enviada aos sertões uma expedição com o objetivo de resgatar uma moça que havia sido seqüestrada por quilombolas , aproveitando para destruir os quilombos que fossem encontrados no caminho. A expedição realmente conseguiu recuperar a moça, prender alguns negros e matar outros. C ontinuando sua jornada encontrou com outro quilombo que ao ser atacado foi defendido por uma série de flechas disparadas por índios que ali viviam em contato com os negros fugidos. Três Capitães do Mato ficaram feridos, “...dois com duas flechas presas no pescoço e com grande perigo de vida ” ¹ . A solução proposta foi a de utilizar nas próximas investidas contra o quilombo, os índios “...mansos de Frei Ângelo que se acham no Xopotó ” ² . Estes índios eram na realidade do grupo Coroado e estavam aldeados há alguns anos na região e serviam também como mão-de-obra para os fazendeiros. O curioso desta situação é que um mesmo quilombo propiciou dois tipos de contatos com indígenas: os que conv...

Índios como solução aos desmandos dos negros.

M esmo que alguns indígenas fossem vistos como “ úteis ”, para as autoridades coloniais a maioria deles não passava de bárbaros que atrapalhavam o desenvolvimento. Logo, era preciso retirá-los da região. Contudo, esta retirada era muito complexa e envolvia uma série de leis que quase nunca foram respeitadas. O s quilombolas eram bandidos e propriedades fugitivas de alguém. Logo, poderiam e deveriam ser presos e ou exterminados . O índio era, de acordo com as leis, um ser que precisava ser respeitado e protegido pelas autoridades , desde que pacífico ¹ . O índio pacífico era um aliado em potencial e deveria receber melhores tratamentos ² e os considerados indomáveis e “ incivilizados ” - leia-se incapaz para o trabalho nas fazendas – deveriam ser rapidamente exterminados ou expulsos para mais longe. Uma das saídas encontradas para controlar os indígenas considerados mansos e que viviam espalhados por territórios propícios à agricultura ou à mineração, foi a utilização deles como ele...

Alexandre Rodrigues Ferreira e os índios.

A s mesmas concepções podem ser vistas em Alexandre Rodrigues Ferreira , um estudioso baiano de História Natural, que tinha o objetivo de conhecer a natureza e os habitantes das capitanias de Grão-Pará , Rio Negro , Mato Grosso e Cuiabá durante uma viagem empreendida nos anos de 1783 a 1792. Diz o autor que o objetivo maior de sua viagem era: “ ... recolher e aprontar todos os produtos dos três reinos da natureza que encontrasse e remetê-los ao Real Museu de Lisboa, bem como fazer particulares observações filosóficas e políticas acerca de todos os objetos da viagem...” ( Barreto ) E ste estudioso concordava com Buffon ao afirmar que “ A América desde o seu princípio só produziu animais pequenos em comparação com os do mundo antigo...” ( Ferreira ) Ao descrever os índios Tapuia chegou a algumas conclusões interessantes e que respaldavam o que já se admitia sobre este indígena. Para ele o Tapuia era um homem, assim como qualquer outro. Possuía uma grande diversidade de cor, lín...

Mais Lidas nos Últimos Dias

O Capitão Diogo Garcia da Cruz.

G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.

Ave Maria na Igreja Matriz N. Srª. Carmo

Recital de Piano e Canto em Carmo da Cachoeira Além do pianista Francis Vilela e das mezzo-sopranos Larissa Amaral e Maisa Nascimento, durante a apresentação do tema Berceuse da Suíte Dolly, de Gabriel Fauré houve a participação especial do pianista Hélcio Barone Júnior, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo. Um momento especial, raro, em que os espectadores puderam apreciar uma apresentação de pianos a quatro mãos. A Ave Maria, ou ave-maria, também chamada de Saudação Angélica, é uma oração, que saúda a Virgem Maria baseada nos episódios da Anunciação e da Visitação (Lucas 1:28-42). Segundo São Luís Maria Gringnon de Montfort, cada vez que se reza a Ave Maria, a Virgem Maria no céu louva a Deus por nós com seu canto, o Magnificat  A Ave Maria é repetida várias vezes na recitação do Santo Rosário, uma oração completa, porque nela reside a história da nossa salvação ao meditar os mistérios da vida de Jesus e Maria; incluindo as orações, do Credo; o Pai...

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.