Pular para o conteúdo principal

A ermida do comerciante Antônio Ferreira Mendes

Antônio Ferreira Mendes era comerciante. Aparece no inventário de Maria de Moraes Ribeiro, irmã de Ângela Ribeira de Moraes, irmão de José Joaquim Gomes Branquinho, da fazenda Boa Vista. Maria era casada com o bracanense, Antônio de Brito Peixoto e seu inventário se deu em 1794. Nele, às fls.19v, sob o Título - Dívidas Passivas, lê-se:

- A Antônio Ferreira Mendes de sua loja ....7$875.

Antônio Ferreira Mendes recebe Provisão para ermida em São Bento Abade, segundo relatório n.2 do ano de 2005 enviado ao Projeto Partilha pelo historiador e pesquisador em Mariana, José Geraldo Begname.

Assunto - Ermida.
Localidade - Antônio Ferreira Mendes, São Bento do Campo Belo.
Referência - Liv. de Provisão 1795-1796, fl.86.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: Ermida em Três Corações - registro do Séc. XVIII.
Artigo Anterior: Um sitiante na paragem do Rio Grande em 1744.

Comentários

Anônimo disse…
Transcrição de Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.
Tipo de documento - Sesmaria.
Ano - 1798 Caixa - 35
Sesmeiro - Pedro Bernardo da Costa
Cessionário - Capitão Joaquim Bernardo da Costa
Local - São João del Rei

Fl.01
AUTO DE MEDIÇÃO DE UMA SESMARIA DE MEIA LÉGUA.
Data - 01 de fevereiro de 1798
Local - Fazenda da Bocaina do Lambari em casas de morada do Capitão Joaquim Bernardo da Costa. Freguesia de Baependi. Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes.

Fl.03
CARTA DE SESMARIA
(...) por sua Petição Pedro Bernardo da Costa que na Paragem chamada o Corgo da Canjica. Freguesia de Baependi. Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes se acham terras devolutas as quais se compõem de campos de criar matos virgens e capoeiras cujas terras confrontam pelo nascente com as do falecido Antônio Vieira Sampaio, pelo poente com as de Joaquim Bernardo da Costa, pelo norte com as de Manoel Barbosa de Mendonça, digo de Miranda, e pelo sul com Manoel Joaquim de Toledo e porque o suplicante as queria possuir(...)

Fl.06
AUTO DE MEDIÇÃO E DEMARCAÇÃO
Data - 02 de fevereiro de 1798
Local - Fazenda do corgo da Canjica. Aplicação da Capela do Rio Verde. Freguesia de Baependi. Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes entro das terras mencionadas (...)

(...) elegeram para o lugar do Pião um morro de campo dentro das mesmas que morre onde faz barra o corgo que vem da capoeira grande encontro que vem de outra capoeira que está a beira da estrada que vai da dita Capela para a Bocaina cujos dois corgos vão formando o chamado Ribeirão da Capela (...)

(...) mediram pelo rumo do norte dezenove cordas que findaram em um morro alto coberto de catandubas que verte para as terras desta sesmaria e na outra vertente para as terras da sesmaria de Manoel Joaquim de Toledo com quem parte (...) onde meteram um marco de pedra (...)

(...) mediram pelo rumo do sul dezoito cordas que findaram em um espigão de campo vertente ao dito corgo da capoeira grande (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras da sesmaria de Manoel Barbosa Miranda com o qual se fica dividindo por vertentes do dito Espigão na forma declarada na sesmaria do dito Barbosa(...)

(...) pelo rumo do leste mediram oitenta e cinco cordas que findaram ao pé do Rio Verde adiante de um brejo (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com o dito Rio Verde (...)

(...) mediram setenta e oito cordas pelo rumo do oeste que findaram no solais de um morro que verte a um corgo que desagua no Ribeirão do Curralinho (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras de Domingos Dias e seu sócio (...)

* o sesmeiro tomou posse em 03 de fevereiro de 1798.
Anônimo disse…
Ângela de Moraes Ribeiro (Morais)/(Ribeira)foi mãe de José Joaquim Gomes Branquinho, falecido em 1-4-1821, foi sesmeiro e morador na Fazenda da Boa Vista, sede do Distrito de Carmo da Boa Vista, antiga denominação de CARMO DA CACHOEIRA, quando do período em que pertencia a Lavras do Funil. Dentre os filhos de José Joaquim Gomes Branquinho, o alferes Cândido Hermenegildo Branquinho, portanto, Cândido era neto de dona Ângela de Moraes Ribeiro e nasceu em Lavras, Minas Gerais, em 1790. Faleceu em 1847, em Minas Gerais. Foi casado com dona Maria Bernardes da Silva, filha de Maria Joaquina de Góes e Lara e de Luiz Ribeiro da Silva. O casamento aconteceu na Capela de Santa Rita do Rio Abaixo, filial do Pilar, Minas Gerais. Dona Maria Joaquina foi inventariada em 13-12-1824, o inventariante foi seu irmão Antonio Ribeiro da Silva. Ambos filhos de Ana Maria Bernardes, filha do Capitão Pedro Bernardes Caminha e de Ângela de Góes, falecida em 18-8-1786 e Francisco Rodrigues Pinto, falecido em 8-10-1792.
Maria Joaquina, nora de José Joaquim Gomes Branquinho, filho de Ângela de Moraes Ribeiro era irmã de Joaquina de Proença e Lara, casada com José da Silva Santos, irmão inteiro de José Joaquim da Silva Xavier.

Cf. Inventários disponibilizados pelo Projeto Compartilhar.

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.

Distritos, fazendas, ermidas e patrimônios.

P ara este trabalho , só um olhar singelo sobre cada fazenda e uma busca para encontrar o ponto de religiosidade existente em cada uma. Pensou-se um pouco em sua história e a reconstruímos com imagens através de fotos e ilustrações. O primeiro documento estudado em relação a limites foi a Carta Patente de Criação da Companhia de Ordenanças de 1811 . D iferentes critérios foram utilizados para agrupar as nossas fazendas. Aqui citamos alguns destes trabalhos: Professor Wanderley F. Resende , Carta Patente de 1811 , relatório do juiz de paz Raphael dos Reis e Silva de 1842 ; Lei de Criação da Paróquia ( freguesia ) de 1857 ; Limites do Patrimônio da Paróquia de 1893 ; Álbum da Varginha , de 1917 e de 1918 ; Registro no tabelião de Varginha de 1922 ; além das citações encontradas em documentos e livros dispersos. I - As citadas pelo Prof. Wanderley são: - fazenda do Retiro ( fazenda Retiro ) ; - fazenda do Rancho ( fazenda Rancho ) ; e - sítio Cachoeira ( da Cachoeira ) . II - C...

O caso do escravo Lério sepultado no adro da Capela de São Bento do Campo Belo.

J osé Ferreira Godinho , negociante, morador no Rancho da Boa Vista , em 19 de julho de 1862, foi um dos peritos, junto com João Villela Fialho, morador na fazenda dos Pinheiros , foram os peritos nomeados no " Caso do escravo Lério ", sepultado no adro da Capella de São Bento do Campo Bello. O sacristão da referida capela era José Ignácio de Souza. O procurador dela, o tenente Francisco Ignácio de Souza. O documento, cuja inicial deu-se na fazenda Retiro em 20 de julho de 1862, registra alguns nomes e localizações, que podem auxiliar os estudiosos da região. Mostra que foram testemunhas no enterro do escravo Lério, Ignácio Lopes Guimarães, Antônio Gomes Martins e Antônio Lopes Guimarães. Assina o documento Aureliano José Mendes. Em outro momento e relacionado ao mesmo caso outras testemunhas são ouvidas: Jozé Boenno; Joaquim Thomaz; Mogango; Maria Albina mulher de Luís Francisco Motique; Pedro Bernardes da Costa; " Guerino Ferreira de Oliveira, 55 anos, natural e morad...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.