Pular para o conteúdo principal

Carmo da Cachoeira, 70 anos de emancipação.


Setenta anos atráz um documento deu origem a um sonho. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas, vislumbrava um mundo no qual fosse respeitada a dignidade de todos os seres humans. Neste momento tão sublime da história da humanidade também nascia o município de Carmo da Cachoeira, no Sul de Minas Gerais...

A Emancipação Política de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, aconteceu através do Decreto-lei n.148, de 17 de dezembro de 1938.

Independência cujas origens históricas tem suas raízes na passagem do feudalismo ao capitalismo no Brasil-Colônia, e que traz o entendimento de uma sociedade livre, onde o espaço ora "emancipado" é tido como um espaço com condições de conduzir o seu processo histórico. Espaço em que seu povo foi percebido com capacidade para gerir e administrar o espaço. É um espaço social criado, e entregue aos que aí habitam.

Sabedores dos aspectos legais garantidos pela Constituição, o povo se encarregará de administrar o território que mora. O homem é transformado em ciddão. Ele cresceu e foi percebido como grupo capaz e hábil. E agora, que fazer com esta responsabilidade e liberdade? Assusta ver-se como cidadão e decidindo. Cabe então perguntar-se, argumentar e saber como quer ver o funcionamento de sua cidade. O Estado concedeu a este grupo de pessoas a liberdade de escolha, entregou a ele os destinos de uma parte do território brasileiro, o denominado, Carmo da Cachoeira, no Estado de Minas Gerais. Em outras palavras disse: É a hora e a vez do cidadão, exerça sua cidadania.

Surge então centenas de questionamentos nas cabeças destes filhos já crescidos e prontos para assumir responsabilidades: - A cidadania expressa o que existe de mais aperfeiçoado em termos de liberdade? - Sendo cidadão, dá para se lutar para um mundo melhor e mais humano? - Esta liberdade existe ou é uma utopia?

As respostas vem das reflexões, principalmente as grupais, e em torno de conceitos. Por exemplo, "Emancipação Humana", considerado como um dos aspectos fundamentais da cidadania. Qual é o Regime de governo adotado pelo País? O cidadão sabe a que Regime seu País está inserido? Deverá saber que esta forma irá, certamente, refletir o tipo e forma de convivência social predominante.

No Regime Capitalista, quer dizer, onde as relações econômicas estão na base da sociedade, é ela que dá as cartas e influencia as decisões da sociedade civil - aquela que escolhe, aquela responsável pelos seus destinos, do seu Município, do seu País. Até onde chega a liberdade de escolha? Poderá haver manipulações? Como desempenhar o papel de cidadão consciente? São reflexões que orientam novos passos que, se dados com firmeza e determinação, poderão conduzir os destinos de seu território, e transformá-lo num lugar bom para se viver, conviver e se relacionar. Com consciência e senso crítico pode-se construir, a cada dia, um novo mundo - o mundo cidadão.

Feliz Aniversário pela sua emancipação, Carmo da Cachoeira.

Comentários

Anônimo disse…
Conheça o texto de Clever Eduardo Zuin Lobo, professor universitário da CNE Capivari, O ABISMO ENTRE A EDUCAÇÃO E O PROGRESSO DE UMA NAÇÃO.
http://adm.cneccapivari.br/?q=node/35
Anônimo disse…
Olá, Júnior Caldeira. Os dados passados pelo Antonio Carlos são os seguintes e da forma com que ele me passou:

Quinzinho - Joaquim Fernandes Reis (Carmo da Cachoeira)
Mariana Reis ou Mariana Cândida Branquinho (Carmo da Cachoeira)
Dica - Maria Francelina dos Reis (Carmo da Cachoeira).
Sinhana - Ana dos Reis (Carmo da Cachoeira)
Dedé - André Fernandes Reis (Carmo da Cachoeira
Tózinho - Antonio Fernandes Reis (Carmo da Cachoeira)



Tózinho - Antonio Fernandes Reis (Carmo da Cachoeira)
Marianna Clara de Vilhena Reis - (Fazenda Chamusca em Carmo da Cachoeira)
Maria Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)
Joaquim Fernandes Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)
Hulda Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)
Raphael Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)
Mathias Antonio Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)
Martha Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)
Jesus Vilhena Reis (Carmo da Cachoeira)

Hulda Vilhena Reis Rocha (Carmo da Cachoeira), casada com Aarão Soares da Rocha (Resende - RJ), são os pais de Antônio Carlos Reis da Rocha, engenheiro agrônomo e Residente em Resende- RJ e autor da poesia declamada por Carlos Alberto Caldeira e presente no CD comemorativo do Sesquicentenário de Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.

Ao digitar percebi que ele só fez as citações de seus ancestrais que nasceram em Carmo da Cachoeira. Tenho um livro de genealogia da Família Teixeira. Vou dar uma olhada e lhe darei notícias. Na época que recebi o referido material
anotei, ao lado do nome de André Fernandes Reis citado por ele, o de dona Francisca de Paula Teixeira de Rezende, sem maiores detalhes.

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...

Monsenhor Nunes - 50 anos de sacerdócio

  Em 9 de fevereiro de 2008, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo , em Carmo da Cachoeira , registrou em palavras a gratidão a Monsenhor José Nunes Senador pelos seus cinquenta anos de vida sacerdotal . Poucos anos depois ele partiria, e, com o tempo, sua figura foi ficando mais discreta na memória pública. No entanto, quem conviveu com ele lembra bem do modo familiar com que tratava a todos e da facilidade com que transitava entre as famílias da cidade, conhecendo pessoas, histórias e caminhos. Esse jeito próximo fez dele não só um pastor atento à comunidade, mas também uma ponte importante para o fortalecimento de grupos e comunidades ligadas à paróquia. Ao lado dele, muitas iniciativas pastorais tomaram forma; e, graças às histórias que contava e às pessoas que indicava, boa parte do trabalho de resgate da memória local realizado pela professora Leonor Rizzi pôde avançar em poucos anos o que, em condições normais, exigiria décadas de pesquisas de campo, tanto na área urbana quant...

Leonor Rizzi: O Legado do Projeto Partilha

Um Resgate da Memória de Carmo da Cachoeira A história de um povo é construída não apenas por grandes eventos, mas pelo cotidiano, pela fé e pelo esforço de seus antepassados. Em Carmo da Cachoeira , essa máxima foi levada a sério através de uma iniciativa exemplar de preservação e descoberta: o Projeto Partilha . Liderado pela Profª Leonor Rizzi , o projeto destacou-se pelo rigor acadêmico e pela paixão histórica. O intuito era pesquisar a fundo a origem de Carmo da Cachoeira, indo além do óbvio. A investigação buscou a documentação mais longínqua em fontes primárias, estendendo-se desde arquivos em Portugal até registros no Brasil, mantendo contato constante com pesquisadores de centros históricos como Porto , Mariana , Ouro Preto e São Paulo . A metodologia do projeto foi abrangente. Além da consulta a documentos genealógicos digitais, houve um trabalho minucioso nos Livros de Diversas Paróquias e Dioceses . Neste ponto, a colaboração eclesiástica foi fundamental: o clero da Paróq...

Leonor Rizzi e os Selos do Sesquicentenário de Carmo da Cachoeira

  O Resgate da Memória em Milímetros: o Legado da Profª Leonor Rizzi O Selo como Documento de Resistência Histórica Os estudos de história costumam dar atenção aos grandes monumentos, às decisões políticas e às grandes crises econômicas. Porém, muitas vezes a identidade de um povo se apoia em coisas pequenas: objetos do dia a dia e iniciativas que, à primeira vista, parecem simples, mas guardam muito significado. Em 15 de janeiro de 2008, Carmo da Cachoeira , no sul de Minas Gerais, viveu um desses momentos discretos e importantes. Naquela data, a professora Leonor Rizzi , referência na preservação da memória do município e na proteção animal, pediu à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a criação de uma série de selos personalizados. Esse gesto não foi apenas uma formalidade ou uma comemoração comum. Ao encomendar quatro modelos diferentes de selos para marcar o sesquicentenário da Instituição Canônica da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a professora Leonor encontrou ...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...

Monsenhor Nunes - 50 anos de sacerdócio

  Em 9 de fevereiro de 2008, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo , em Carmo da Cachoeira , registrou em palavras a gratidão a Monsenhor José Nunes Senador pelos seus cinquenta anos de vida sacerdotal . Poucos anos depois ele partiria, e, com o tempo, sua figura foi ficando mais discreta na memória pública. No entanto, quem conviveu com ele lembra bem do modo familiar com que tratava a todos e da facilidade com que transitava entre as famílias da cidade, conhecendo pessoas, histórias e caminhos. Esse jeito próximo fez dele não só um pastor atento à comunidade, mas também uma ponte importante para o fortalecimento de grupos e comunidades ligadas à paróquia. Ao lado dele, muitas iniciativas pastorais tomaram forma; e, graças às histórias que contava e às pessoas que indicava, boa parte do trabalho de resgate da memória local realizado pela professora Leonor Rizzi pôde avançar em poucos anos o que, em condições normais, exigiria décadas de pesquisas de campo, tanto na área urbana quant...