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Alguns "Buenos da Fonseca" em Minas Gerais.


Um dos filhos do Capitão-Mor Francisco Luiz Bueno da Fonseca¹ e de Maria Jorge Velho, o Diogo Bueno da Fonseca, natural da Província de São Paulo e casado com Joana Baptista Bueno, irmã da mulher de seu irmão Manuel F. Xavier Bueno, foi o primeiro guarda-mor das Lavras do Funil. Em 21 de maio de 1758, foi encarregado de combater os quilombos, nas regiões de Piumhi e cabeceiras do rio São Francisco. Em 1759, foi designado para Ibituruna, não participando dos combates, além do Rio São Francisco. Faleceu em Rosário (MG), antigo distrito de Lavras do Funil, atualmente distrito de Itumirim (MG), onde foi sepultado na Capela de Nossa Senhora do Rosário. Há dois registros referentes a seu óbito. O primeiro, datado de 12 de dezembro de 1779, assinado pelo vigário José da Costa Oliveira e o segundo, feito pelo coadjutor padre Manoel Moreira Prudente, datado de 1788, nas páginas 55 e 63, respectivamente, do livro próprio (vida Escolar - 01 JUN - 1907, p.4) .

Artigo de Paulo Costa Campos

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1. 4092 - Francisco Bueno Luís da Fonseca. Também conhecido pelo nome de Francisco Bueno Feio. N. em S. Paulo (SP) por volta de 1670. Sertanista que muito se distinguiu no Rio das Mortes, em 1709, na Guerra dos Emboabas. Posteriormente, foi o cabeça da expulsão do Desembargador Antônio da Cunha Souto Maior da Vila de São Paulo, onde se achava, fato que ocorreu em 28-OUT-1712. Antônio da Cunha tinha como missão organizar, em São Paulo, uma devassa sobre: a) atentados cometidos pelo paulista Bartolomeu Fernandes de Faria; b) ocorrência de moeda falsa, tendo sido Francisco Jorge da Silva apontado como o chefe dos moedeiros que estavam praticando o crime; c) desvio de quintos de ouro. Como Francisco Bueno era grande potentado em Parnaíba e parente de Francisco Jorge e irmão de Manoel Bueno da Fonseca, então Capitão-Mor de São Paulo, entendeu não dever mais consentir no terror que o sindicante vinha espalhando nas duas vilas, motivo por que expulsou, sumariamente, à força de armas, o Desembargador Antônio da Cunha, que tinha contra si, também, a acusação de haver desvirginado na Vila de Piratininga a moça Rosa Maria de Siqueira. Antônio da Cunha Souto Maior refugiou-se no Rio de Janeiro (RJ), onde se casou com a moça ofendida, viajando, posteriormente, para a Bahia e Lisboa para denunciar a violência contra ele praticada. Francisco Bueno Feio teve que fugir para não ser preso, passando para o sítio que se chamava Voturuna, no Rio das Mortes, em Minas Gerais, aí se estabelecendo. Em 1720, com seus filhos Manoel Francisco Xavier Bueno, Diogo Bueno da Fonseca, Salvador Jorge Bueno e Pascoal Leite Paes e o seu parente Pedro da Silva de Miranda, passou a desvendar o sertão do Rio Grande e terras de Capivari e, por volta de 1733, começou, com outros sertanistas, a abrir caminho para as terras goianas. Em 1739, teve sesmaria que abrangia larga área desses territórios, sendo que em 1730 seu filho ficara de posse da Fazenda do Funil. Em 1741, Francisco Bueno Feio se fixou no sítio denominado Cachoeira do Rio Grande, onde ergueu uma capela filial da Matriz de São João del Rei (MG) e faleceu, em 12-ABR-1752, com o posto de Capitão-Mor e mais de oitenta anos de idade.

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