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Poema "Pedacinho do Céu", de Lúcia Lima.

- Lúcia M.R.V.Lima -

Moro num lugar
onde moram pessoas de bem.
É o bairro São José
que aprendi a amar também.

Quando amanhã vem chegando,
com o canto dos pássaros desperto.
É crianças que chegam á Escola,
é onibus que passam perto.

O céu todo azulzinho
cheio de nuvens de algodão
E o Sol todo amarelinho
colorindo esse pedaço de chão.

São José nosso padroeiro
santo bom, trabalhador.
Proteja nosso bairro querido
nosso povo sofredor.



A inspirada Lúcia M. Ribeiro Veiga Lima, nossa eterna e profunda gratidão.

A temática que motivou tão singela poesia foi o Bairro São José Operário, Carmo da Cachoeira, Minas Gerais. Bairro de gente trabalhadora que, ao despertar da manhã, vê o sol nascer em seus locais de trabalho. Outros, como é o caso de Rudnei, aos primeiros raios do sol está voltando para a casa, após seu plantão da noite no hospital da cidade.

O bairro foi se formando junto a um corredor que, durante muito tempo foi chamado de Corredor 1, ou Corredor do Nenzico , e hoje é a Rua Mizael Gouvêa. Este corredor foi utilizados pelas boiadas, que passando pelas terras dos Junqueiras/Gouvêa, primeira fazenda após a Chácara do Sr. José Costa Avellar, onde Manoel Ferreira Avelino também morava.

Lúcia mora aí com sua família e, bem cedinho, a casa já está com seus moradores em plena atividade junto do setor educacional da cidade. Lúcia, vai para a Escola e seu marido, como membro eleito para ocupar um cargo no Conselho Tutelar, vai para junto daqueles que necessitam de orientação e acompanhamento. As horas vagas são dedicadas para trabalho com crianças ligadas a Paróquia de Nossa Senhora. Marido e mulher fazem parte de equipes de caráter religiosos educativos. Assim é formado o Bairro que mereceu a atenção de Lúcia. É um bairro intensamente povoado e a presença maciça de crianças dá a ele um tom e som de alegria constantes.

Próxima matéria: Pe. Scharfenstein um missionário em terras mineiras.
Matéria anterior: Homenagem à Escola Wanderley Ferreira de Rezende.

Comentários

Anônimo disse…
Uma pergunta: O que é que me atraí na memória de uma dança de vaga-lumes que a se confundir com as estrêlas vestiu minha noite de fascínio do extraordinário?

Resposta: O desejo e a possibilidade de compartilhamento.

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