Pular para o conteúdo principal

O anjo barroco da fazenda Itamaraty em Minas Gerais.


Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Em uma pequena cidade um cavaleiro chama a atenção.
Imagem anterior: Imagem barroca da cachoeirense fazenda do Itamaraty.

Comentários

Anônimo disse…
Falar em Fazenda Itamaraty é se lembrar da Fazenda Saquarema. Fazendas vizinhas e onde moravam duas irmãs da Família Teixeira. Na Fazenda Itamaraty, cuja imagem fazia parte de seu oratório, a que está sendo mostrada pertencia ao casal Basilicia Teixeira (Basiliça), casada que foi com Astolpho Rezende (Resende). Como referencial podemos nos posicionar em frente a Igreja Matriz, junto a rua Dom Inocêncio. Seguindo sentido Ribeirão da Chácara, vê-se a primeira entrada da Freguesia do Carmo da Cachoeira. Através dele chega-se a Fazenda Saquarema. Do mesmo ponto, seguindo à esquerda, distante, mais ou menos um quilômetro, o CORREDOR DO NENZICO, que, passando pelos Gouvêa/Junqueiras chegava-se a Fazenda do Itamaraty Teixeira/Rezende. Há outras ligações, por picadas e estradas de terra entre elas. Fica além do BLOCO DETRÁS DO MORRO. Por essas imediações fica também a CASA DE JOSÉ DA COSTA MORAES, casado com doma MARIA DA PENHA ou DA PENA, no século XVIII.
Anônimo disse…
Hoje, encontrei-me um ancião em breve visita a Cidade. Cruzando com ele, que caminhava pela Praça, cumprimentei-o. Ele, com um sorriso tranquilo me disse: esta manhã é muito especial, os pássaros estão alegres e o sol irradiando uma luz inusitada. Respondi com um sorriso e lhe perguntei: O senhor está a passeio em Cachoeira? Como não houve resposta, e o olhar do ancião estava fixo na torre da Igreja, calei-me. Voltei meu olhar para onde estava o dele, na belíssima cruz artesanal, marco da religiosidade cachoeirense. Depois de algum tempo ele me disse: pedi ao meu motorista para entrar na cidade. Estamos em viagem. Olhei para ele e disse: o senhor lembra nosso pessoal. "Naves" ou "Branquinho"? Ele sorriu e respondeu-me com uma pergunta. Você já ouviu falar de uma antiga fazenda, a do Itamaraty. Aquela, de onde se avistava a velha fazenda da Barra, dos "Pintos"? Estamos com pressa. Temos horários para chegar. Quero lhes desejar um ótimo final de semana. Afastou-se, e eu respeitei o seu momento. Respondi, uma boa viagem. Volte sempre.
Anônimo disse…
Foi interessante o encontro ocasional desta manhã e nos fez lembrar, como são pouco lembradas algumas fazendas, como a dos "Pinto Barra"; a da Lagoinha, com sua Ermida, onde no dia 07.01.1874, Jerônimo Ferreira Pinto Vieira e dona Cândida Emília foram padrinhos de José, filho de José Florêncio dos Santos e dona Maria Vitória de Jesus e a própria fazenda Itamaraty. Todas muito próximas.

Continuação. Batizados. Ano de 1869 na Freguesia do Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.
Dorotéa, crioulo, no Oratório de Manoel dos Reis e Silva, filho de Amaro e Paula. Padrinhos: Pedro Dias do Nascimento e dona Anna Jacintha de Figueiredo;
Antonio, branco, no Oratório de Antonio dos Reis Silva, filho legítimo de Manoel Antonio dos Reis e Anna Cândida Branquinho. Padrinhos: Gabriel dos Reis Silva e Basiliça Cândida Branquinho;
Basílio, crioulo, na Ermida de José Martins de Andrade, filho legítimo de André Martins de Andrade e dona Gabriela Augusta de Andrade;
na Ermida de José Martins de Andrade, crioula, filha de Martins Affricano e Theresa. Padrinhos: João Leodonio e Maria Cândida de Jesus;
Lúcia, no Oratório de José Martins de Andrade, filha legítima de Antonio Affricano e Angelina. Padrinhos: André Martins de Andrade e de dona Cândida Umbelina de Andrade;
Iria, crioula, ermida de José Martins de Andrade, filha de Henrique Affricano e Feliciana. Padrinhos: André Martins de Andrade e dona Francisca de Paula de Andrade;
Sophia, crioula, na Igreja Matriz, filha de Pedro e Dionísia. Padrinhos: Ignácio de Nação e Christiana;
Antonia, na Capela de São Bento, crioula, filha de Lucas e Isabel. Padrinhos: Luiz e Jacintha de Nação;
João, pardo, na Ermida do Taquaral, filho legítimo legítimo de Bonifácio José da Silva e Anna Faustina de Assunção. Padrinhos: Francisco de Paula Rezende e Cândida Emília Rezende;
Antonio, branco, na Capella de Luminárias, filha legítima de José Alves da Silva e Maria Cândida de Jesus. Padrinhos: Manoel Ferreira Martins e Maria Carolina de Mello;
João, pardo, na Igreja Matriz, filho legítimo de Manoel Cândido e Maria Hermínia de Jesus. Padrinhos: José Esteves Reis e Angelina Maria do Nascimento;
Luciano, pardo, na Igreja Matriz, filha natural de Bernardina. Padrinhos: Jerônimo Ferreira Pinto Vieira e dona Felícia Generosa dos Reis;
Anna, parda, na Igreja Matriz, filha legítima de Thomé Ventosa e Antonia Maria de Jesus. Padrinhos: Francisco Baptista Cardoso e Anna Antonia de Jesus;
Leopoldina, crioula, na Igreja Matriz, filho legítimo de Justino e Lúcia. Padrinhos: Lotério e Sabina;
Benvinda, branca, na Igreja Matriz, filha natural de Marianna Antonia de Jesus. Padrinhos: Francisco de Paula Cândido e Maria Jacintha de Jesus;
Esmeraldina, branca, na Matriz do Espírito Santo de Varginha, filha natural de Anna Luiza de Carvalho. Padrinhos: João José Alves de Carvalho e Carolina Cândida das Merces;
Cipriano, pardo, na Igreja Matriz, filha natural de Marciana. Padrinhos: Antonio Justiniano dos Reis e Cândida Carolina dos Reis.
Anônimo disse…
Aos catorze dias do mês de maio do ano de mil oitocentos e setenta e três, o Padre Balthasar Correa Simões de Barros batizou solenemente a Marianna, nascida no dia 17 de abril do ano de 1973, filha legítima de Domingos José Pinto e de Ana Alexandrana de Carvalho. Foram padrinhos: José Flávio de Moraes e dona Emerenciana Cristina de Morais (apresenta por Ana Alexandrina Pinto). Por constar mandei lavrar este termo que assino. Pe. Balthasar.
Anônimo disse…
Continuação. Batizados. Ano de 1869. Augusta, branca, na Capella de São Bento do Campo Bello, pais incógnitos. Padrinhos: Gabriel Flávio da Costa e Marianna Jesuína de Andrade;
Agostinho, na Capella de São Bento do Campo Bello, crioulo, filho legítimo de Florêncio e Izabel. Padrinhos: João Francisco (Terra?/Ferreira?) e Maria Lucianna de Mello;
Maria, crioula, Capela de São Bento do Campo Bello, filha legítima de Jerônimo e Eva. Padrinhos: Januário e Francisca;
José, pardo, na Igreja Matriz, filha legítima de Genésio José dos Santos e Maria Rita de Jesus. Padrinhos: Antonio Justiniano Medeiro de Rezende e Dilma Francisca Teixeira;
Maria, parda, na Igreja Matriz, filha legítima de Joaquim Camillo e de Maria. Padrinhos: Antonio Ignácio Guimarães e Felicianna Rita de Jesus;
Saturnina, parda, na Igreja Matriz, filha legítima de Francisco Lopes da Silva e Francisca Cândida de Jesus. Padrinhos: Cesário Manoel do Espírito Santo;
Philomena, crioula, na Igreja Matriz, filha legítima de Felis de Nação e Umbelina. Padrinhos: Inocêncio e Maria;
Leopoldina, Matriz, parda, filha legítima de Joaquim Martins Ferreira e Maria Magdalena de Jesus. Padrinhos: Joaquim Fernandes dos Reis e Marianna Cândida Branquinho;
Miceno, na Igreja Matriz, filho de Emília. Padrinhos: Manoel Antonio dos Reis e dona Anna Cândida Branquinho.
(continua)
Anônimo disse…
Continuação. Batizados. Ano 1869. Freguesia do Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.
Barbosa, crioula, na Igreja Matriz, filha legítima de Simão e Luiza. Padrinhos: Serafim e Vicência;
Augusta, parda, na Igreja Matriz, filha legítima de Hygino Joaquim Alves e Anna Francisca de Jesus. Padrinhos: Domingos Alves Teixeira e Anna Silvéria de Jesus;
José, branco, na Igreja Matriz, filha natural de Cândida Agostinha de Jesus. Padrinhos: José Celestino Terra e Amélia Augusta de Toledo;
Gervásio, branco, na Capella de São Bento Abade, filho legítimo de Ignácio Alves da Costa e Joana Carolina da Silva. Padrinhos: Azarias Alves da Costa e Cândida Alexandrina Lase(?);
Delfina, crioula, na Capella de São Bento do Campo Bello, filha legítima de Valentim e Mathilde. Padrinhos: Cesário e Venância;
Maria, crioula, na Capella de São Bento do Campo Bello, filha legítima de Bernardo e Joanna. Padrinhos: Theóphilo e Silvéria;
Maria, parda, em São Bento do Campo Belo, filha legítima de João Antonio e Maria Jacintha. Padrinhos: José Antonio e Maria Cândida;
Maria, parda, na Capella de São Bento do Campo Bello, filha legítima de José Bonifácio Ferreira de Souza e Maria Luiza. Padrinhos: Gabriel Mário da Costa e dona Anna Delminda de Oliveira;
Feliciano, crioulo, filho natural de Umbelina. Padrinhos: Serino e Francisca;
Maria, parda, na Capella de São Bento do Campo Bello, filha legítima de Gaspar Belxior e Jacintha de Conceição. Padrinhos: Antonio Dica e Theodósia Maria de Jesus.
(continua)
Anônimo disse…
Continuação. Batizados. Ano de 1869
Ana, parda, na Capella de São Bento do Campo Bello, filha natural de Maria Teodora. Padrinhos: Gabriel (Ferreira?)de Oliveira e Geraldina Nascimento de Souza;
João, pardo, na Igreja Matriz, filha natural de Maria Magdalena. Padrinhos: José Fernandes Avelino e Maria Clara Umbelina;
Manoel, crioulo, na Ermida da Chamusca, filho legítimo de Silvestre e Vicência. Padrinhos: Marcolino e Victória;
Messias, crioula, Ermida da Chamusca, filha legítima de Elias e Rita. Padrinhos: Domingos e Marianna;
Purcina, parda, na Igreja Matriz, filha legítima de José Joaquim Passos e Anna Claudina de Oliveira. Padrinhos:Joaquim José Ferreira e Marianna Clara de Souza;
João, pardo, na Igreja Matriz, filho legítimo de Firmino Chrisóstomo da Luz e Lucinda Cândida da Luz. Padrinhos: João Antonio Naves e Ignácia Constância de Rezende;
Luiz, crioulo, na Igreja Matriz, filho legítimo de Cesário de Nação e Francisca. Padrinhos: José Antonio dos Reis e Anna Carolina dos Reis;
Azarias, pardo, na Capella de São Bento do Campo Bello, filho legítimo de João e de Rita Maria de Jesus. Padrinhos João Baptista de Figueiredo e Francisca de Paula;
Alvina, branca, na Igreja Matriz, filha legítima de Matheus Alves da Silva e Marfisa Ignácia de Souza. Padrinhos: Domingos Severiano Diogo e Alvina Maria de Jesus;
Anna, branca, na Ermida de Rafael dos Reis Silva, filha legítima de Joaquim Fernandes dos Reis e dona Marianna Cândida Branquinho. Padrinhos: Rafael dos Reis e Silva e dona Anna Celestina dos Reis;
Maria, branca, na Igreja Matriz, filha legítima de José Pedro de Alcântara Barreto e Maria Purcina de Jesus. Padrinhos: Francisco de Paula Cândido e Graciana Antonia de Carvalho.
(continua)



(continua)

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...

Carmo da Cachoeira: A Fronteira entre SP e Minas

Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

Leonor Rizzi: O Legado do Projeto Partilha

Um Resgate da Memória de Carmo da Cachoeira A história de um povo é construída não apenas por grandes eventos, mas pelo cotidiano, pela fé e pelo esforço de seus antepassados. Em Carmo da Cachoeira , essa máxima foi levada a sério através de uma iniciativa exemplar de preservação e descoberta: o Projeto Partilha . Liderado pela Profª Leonor Rizzi , o projeto destacou-se pelo rigor acadêmico e pela paixão histórica. O intuito era pesquisar a fundo a origem de Carmo da Cachoeira, indo além do óbvio. A investigação buscou a documentação mais longínqua em fontes primárias, estendendo-se desde arquivos em Portugal até registros no Brasil, mantendo contato constante com pesquisadores de centros históricos como Porto , Mariana , Ouro Preto e São Paulo . A metodologia do projeto foi abrangente. Além da consulta a documentos genealógicos digitais, houve um trabalho minucioso nos Livros de Diversas Paróquias e Dioceses . Neste ponto, a colaboração eclesiástica foi fundamental: o clero da Paróq...

Monsenhor Nunes - 50 anos de sacerdócio

  Em 9 de fevereiro de 2008, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo , em Carmo da Cachoeira , registrou em palavras a gratidão a Monsenhor José Nunes Senador pelos seus cinquenta anos de vida sacerdotal . Poucos anos depois ele partiria, e, com o tempo, sua figura foi ficando mais discreta na memória pública. No entanto, quem conviveu com ele lembra bem do modo familiar com que tratava a todos e da facilidade com que transitava entre as famílias da cidade, conhecendo pessoas, histórias e caminhos. Esse jeito próximo fez dele não só um pastor atento à comunidade, mas também uma ponte importante para o fortalecimento de grupos e comunidades ligadas à paróquia. Ao lado dele, muitas iniciativas pastorais tomaram forma; e, graças às histórias que contava e às pessoas que indicava, boa parte do trabalho de resgate da memória local realizado pela professora Leonor Rizzi pôde avançar em poucos anos o que, em condições normais, exigiria décadas de pesquisas de campo, tanto na área urbana quant...

Mais Lidas nos Últimos Dias

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...

Carmo da Cachoeira: A Fronteira entre SP e Minas

Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...