Pular para o conteúdo principal

O capitão José Alves de Figueiredo.


Paulo Costa Campos nos conta que o capitão José Alves de Figueiredo. Natural da freguesia de São Martinho das Moitas, Bispado de Vizeu, Portugal. Residiu em Airuoca e lá se casou com Maria Vilela do Espírito Santo. Era Capitão-Mor das Milícias, na região de Aiuruoca. Há uma lenda que diz ter ele poder discricionário sobre uma grande área territorial no Sul de Minas Gerais. Entretanto, até agora, nenhuma documentação foi encontrada comprobatória do fato. Requereu uma semaria e lhe foi concedida, em 21 de hulho de 1778, entre sertão do rio Grande e do rio Sapucaí (SC. 206 p.155, APM), nas sobras das sesmarias do Sargento-Mor Felipe Antonio Burem e do Capitão Antônio França, seus confrontantes (HPT., JC, 1980, p. 133). Domingos Vieira da Silva também divisava com ele. Deixou grande descendência em Três Pontas, Boa Esperança, Coqueiral, Nepomuceno, além de outras localidades.




Em 1789 o capitão José Alves de Figueiredo é citado em uma listagem da diocese de Mariana de provisões ou dispensa de provisões, e dez anos depois (1799) recebe a dispensa de provisão para uma ermida no rio Verde, em Lavras do Funil.



No inventário de José Joaquim Gomes Branquinho, aberto em 25 de junho de 1822 na fazenda denominada Boa Vista, freguesia de Santana das Lavras, termo da Vila de São João Del Rei em casas de morada de dona Maria Vitória dos Reis, aparece como marido da herdeira Maria das Dores Branquinho, com quem se casou em 17 de junho de 1806, no mesmo ano que o recebeu, juntamente com o alferes José Justiniano dos Reis a fazenda Ventania, hoje Altinópolis, como pagamento de dívida de Januário Garcia Leal, pelas mãos de sua mulher dona Mariana Lourença de Oliveira.



Seu nome também consta na lista dos descendêntes de Severino Ribeiro de Rezende, por ser casado com Cândida Leopoldina de Rezende.

Comentários

Anônimo disse…
O Capitão José Alves de Figueiredo pertenceu ao CONSELHO PAROQUIAL DA MATRIZ DE CACHOEIRA DO CARMO, nos anos de 1864 e 1866. Segundo CARMO DA CACHOEIRA - ORIGEM E DESENVOLVIMENTO, 2. ed., p. 23, "como se pode notar pelas atas lavradas para escolha de elementos para a Guarda Nacional, de 1862 a 1867, AMGAHY e LUMINÁRIAS estavam subordinados à Freguesia do Carmo, visto que os elementos para a Guarda Nacional daquelas localidades eram escolhidos na Matriz de Cachoeira do Carmo, pelo Conselho Paroquial local, que era formado naqueles anos pelos seguintes cidadãos:
1864
Capt. Antônio Joaquim Alves
Seg. Sarg. JOSÉ ALVES DE FIGUEIREDO
Seg. Sarg. André Martins de Andrade Junqueira
prim. sarg. João Alves de Gouvêa
Guarda Nacional José Celestino Terra

1866
Cap. Antônio Joaquim Alves
ten. Francisco Inácio de Andrade Junqueira
seg. sarg. André Martins de Andrade Junqueira
seg. sarg. JOSÉ ALVES DE FIGUEIREDO
Guarda Nacional José Celestino Terra
Anônimo disse…
O Projeto Partilha pede desculpas aos internautas pelo transtorno ocorrido com a postagem. Uma única mensagem aparece repetida 12 vezes. TS Bovaris, no período da tarde fará as eliminações. Creiam, não foi brincadeira de mau gosto, foi um problema no equipamento. Tentava-se o envio da mensagem e, na tela aparecia a informação de que houve erro e que a tentativa deveria ocorrer mais tarde. Assim foram feitas 12 tentativas. Existem outros comentários que o Projeto Partilha irá postar sobre este ilustre cidadão.
Anônimo disse…
Em 02/08/1881, JOSÉ ALVES DE FIGUEIREDO e sua mulher MARIA DO CARMO REIS(Obs. dona Maria do Carmo casou-se em segundas núpcias com EVARISTO DE PAIVA)assinam procuração em casa de residência de dona Anna Jacintha de Figueiredo, na Fazenda denominada CAPÃO DOS ÓLEOS, para que se procedesse a divisão amigável nas FAZENDAS DOS COQUEIROS, DAMATA e do SALTO. Escrivão Modesto José Pereira.
O Projeto Partilha agradece a Família Figueiredo pelo envio do referido documento.
Anônimo disse…
Exercício 1886/1887. Fica debitado no caderno de receita ao Colletor, a importância de sete mil réis(...) recebida de THEODORO ANTONIO NAVES, JOAQUIM PEDRO DE REZENDE, João Antonio Naves, José Alves de Figueiredo e GREGÓRIO ALVES DE FIGUEIREDO pelo imposto de Nossa Senhora das Dores da compra que fazem a ANTONIO SEVERIANO DE GOUVÊA de uma morada de cazas, terreno e mobilia citas na freguesia de Cachoeira e no largo da MATRZ, pela quantia de (...), 28/06/1887. Coletor FRANCISCO JOSÉ GOMES, cidade de Varginha. Testemunhas presentes no cartório: Antonio de Rezende Vilela e Francisco de Paula Rezende, comigo Joaquim Candido de Abreu.
Anônimo disse…
Escritura de contrato de locação de serviços que faz para HONÓRIO FRANCISCO DE ABREU. Terras constituinte de gordura, serrado e o terreno onde se acha um cafezal cujo usufruto de MARIANNA LEOPOLDINA DE REZENDE - pertencente a JOSÉ ALVES DE FIGUEIREDO e outra parte de terras de cultura a GREGÓRIO SLVES DE FIGUEIREDO. Exercício de 1888.

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

O Capitão Diogo Garcia da Cruz.

G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.

Ave Maria na Igreja Matriz N. Srª. Carmo

Recital de Piano e Canto em Carmo da Cachoeira Além do pianista Francis Vilela e das mezzo-sopranos Larissa Amaral e Maisa Nascimento, durante a apresentação do tema Berceuse da Suíte Dolly, de Gabriel Fauré houve a participação especial do pianista Hélcio Barone Júnior, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo. Um momento especial, raro, em que os espectadores puderam apreciar uma apresentação de pianos a quatro mãos. A Ave Maria, ou ave-maria, também chamada de Saudação Angélica, é uma oração, que saúda a Virgem Maria baseada nos episódios da Anunciação e da Visitação (Lucas 1:28-42). Segundo São Luís Maria Gringnon de Montfort, cada vez que se reza a Ave Maria, a Virgem Maria no céu louva a Deus por nós com seu canto, o Magnificat  A Ave Maria é repetida várias vezes na recitação do Santo Rosário, uma oração completa, porque nela reside a história da nossa salvação ao meditar os mistérios da vida de Jesus e Maria; incluindo as orações, do Credo; o Pai...

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

Inventários de Antônio Dias de Gouveia e esposa

A ntônio Dias de Gouveia , falecido em 27 de junho de 1789, teve seu inventário aberto na paragem da Ponte Falsa da Freguesia de Santa Ana de Lavras do Funil, do termo de São João Del Rey, Minas e Comarca do Rio das Mortes, tendo como inventariante sua esposa Ana Teresa de Jesus. Nos chama a atenção os limites e os bens que ficaram de herança. “(...) que de uma banda parte com fazenda de João Francisco Carvalho e com a fazenda chamada a dos Barreiros”. J á o inventário de Ana Teresa de Jesus, Ana Teresa de Jesus, filha de Maria da Assunção Franca e Manoel Alves Pedrosa, cita como seu genro Manoel Pereira de Carvalho; Gabriel Antônio de Carvalho e Joaquim Antônio de Carvalho e os filhos João Dias de Gouveia e irmãos. E aponta como bens: fazenda Chamusca – 14:090$000; fazenda Rio Grande – 3.000$000; fazenda Palmital – 200$000; terreiro fazenda Chamusca – 1.000$000; terreiro da fazenda Rio Grande – 400$000; terreiro da fazenda Caxambu – 270$000. A fazenda Chamusca ficou em comum,...

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

Mais Lidas nos Últimos Dias

O Capitão Diogo Garcia da Cruz.

G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.

Ave Maria na Igreja Matriz N. Srª. Carmo

Recital de Piano e Canto em Carmo da Cachoeira Além do pianista Francis Vilela e das mezzo-sopranos Larissa Amaral e Maisa Nascimento, durante a apresentação do tema Berceuse da Suíte Dolly, de Gabriel Fauré houve a participação especial do pianista Hélcio Barone Júnior, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo. Um momento especial, raro, em que os espectadores puderam apreciar uma apresentação de pianos a quatro mãos. A Ave Maria, ou ave-maria, também chamada de Saudação Angélica, é uma oração, que saúda a Virgem Maria baseada nos episódios da Anunciação e da Visitação (Lucas 1:28-42). Segundo São Luís Maria Gringnon de Montfort, cada vez que se reza a Ave Maria, a Virgem Maria no céu louva a Deus por nós com seu canto, o Magnificat  A Ave Maria é repetida várias vezes na recitação do Santo Rosário, uma oração completa, porque nela reside a história da nossa salvação ao meditar os mistérios da vida de Jesus e Maria; incluindo as orações, do Credo; o Pai...

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.