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Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

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Conheça a Sinopse Estatística do Município de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, editado em 1948 pelo Serviço Gráfico do Instituto Brasileiro

Comentários

Anônimo disse…
O Projeto Partilha teve oportunidade de ler, quando de sua visita ao Museu Monsenhor Lefort, na cidade da Campanha - MG, o conteúdo de um de seus documentos. Está guardado na Pasta de número 2 em ORIGINAIS DE MONS. LEFORT. Com início na fl. de n.10, Jopalecoloca sua visão sobre o "Descoberto do Rio Verde", da seguinte forma:
(...)levado ao Rio de Janeiro e alí entregue ao Governador interino daquela Capitania - Sebastião de Castro Caldas (Monografia Histórica da Capitania de Minas Gerais, atribuída a José Joaquim da Rocha, apud Revista do Arquivo Público Mineiro, II, 425). Esse ouro lhe proporcionava (ao seranista Carlos Pedroso da Silveira) o título de Capitão-mór das minas de Taubaté.
Não obstante toda essa aventura, Carlos Pedroso da Silveira foi tocaiado e assassinado covardemente pelo capanga João Delgado Escovar, a 17 de agosto do ano de 1719 ( Já estava falecido o Governador Antônio Paes Sand(ilegível). Cf. Nobiliarquia Paulistana 1228, de Pedro Taques). Com sua morte, sua esposa Isabel de Sousa Ébanos da Silveira foi reduzida quase a miséria (Dicionário, op, cit. 381) e foi morar com os filhos em Baependi. Ali recebeu de presente da parte de Dom Lourenço de Almeida, Governador Mineiro, uma sesmaria de "duas léguas de terra em quadra na paragem de Baependi (Subsídios Genealógicos, 28 de Carlos da Slveira). E ali viveu até a morte.
Foi dali que saiu, no ano de 1730, o filho Gaspar Guterres da Silveira para acompanhar os três tripulantes na segunda viagem ao sertão desconhecido. Gaspar Guterres viajou várias vezes para ali, mais tarde indo morar em São Gonçalo do Sapucaí, onde faleceu e foi sepultado a 17 de fevereiro do ano de 1751 (Primeiro livro de óbitos de Campanha).

AS MINAS DO RIO VERDE.

Longo intervalo sem ressonância, a não ser em certos rumores que corriam entre os sertanista. Tais remores (Revista do Arquivo, op. vit. 1899, 178) nunca faltaram. Muito se falava sobre o Sapucaí, mas ninguém conseguia situá-lo, na sua colocação.
Dom Martinho de Mendonça da Pina e de Proença, Governador da Capitania Mineira, estava radiante. Tinha mandado a Portugal, segundo ordens de Sua Majestade... nas suas naus ...",nada menos que 3.057 quilos de ouro" (Revista, idem, ibidem).
E El-Rei muito se alegrou e o exaltou. Que viesse mais ouro ... causa de tanta alegria para seus possuidores. No ano de 1736 novos rumores, desta vez mais acentuados. Dizia-se a boca miúda que alguns criminosos(Códice do Arquivo Público Mineiro), nos confins da Capitania, estavam minerando sem pagar o fisco. Isto era um abuso e convinha expurgá-lo. Que se desse uma assuada a esses criminosos obstinados. E que isso foi feito imediatamente. E se preparou uma abalriada(?) a esses criminosos impunes.
No dia 15 de agosto de 1737 (idem, ibidem) foi a vez de nova queixada por parte de um fiscal de nome João dos Santos de Almeida. Pedia providências urgentes, agora noticiando o rumor: "As minas do Rio Verde ficam próximas a Itajubá e servidas pelo Sapucaí" (Revista, op. cit. 649). Indicação errada quanto à distância, e certa quanto ao rio. As autoridades constituídas prometeram agir.
Para abrir caminho e facilitar a execução das medidas disciplinares, D. Martinho nomeia Guarda-mór interino do Rio Verde Salvador Corrêa Bocaro, um taubetano que morava nas barrancas do Rio Grande. Era o dia 16 de julho do ano de 1737 (idem, vol. primeiro, ano 1896): Segundo o teor de sua patente aparecia a principal atribuição: " com a condição de assistir nele (no mencionado Distrito) na paragem que lhe determinar o Doutor Superintendente das terras minerais" (Códice, op. cit. 58).
O próprio Ouvidor da Comarca do Rio das Mortes, sediada em São João Del Rei - Cipriano José da Rocha resolve, ele mesmo, tomar as providências necessárias para coibir tão grandes abusos. E marca viagem para a região em atrito. Seria muito em breve.
A esta altura dos acontecimentos, é bom que se faça uma digressão para sinal de identidade. Não é crível que o Capitão-Mór João de Toledo Piza e Castelhanos, morador no Arraial do Rio Grande e Carrancas, desde o ano de 1717 A Cidade de Campanha, 30, de Mons. J. P. Lefort), nada soubesse de que estava acontecendo. Porque não veio ele logo em defesa do pessoal que morava na paragem do Rio Verde? - Porque não se uniu ao Ouvidor? - Acresce que ele era sogro de guarda-mór, Salvador Corrêa Bocaro; era igualmente primo do Sargento-mór Gaspar Guterrez da Silveira (Livro de contas Antigas, coleção Casas do Conto, do Arquivo Nacional). Porque ele não se pronunciou? Sua posição de Assistente na arrematação da passagem do Rio Grande lhe assegurava um destaque especial em tudo que estava acontecendo perante a lei.
Quando foi da morte do Capitão João de Toledo Piza, a 30 de setembro de 1748 (pag. 31 do primeiro livro de óbitos da Campanha), ele se "desfez de grande quantidade de papéis" (informação do historiador da localidade Sebastião de Oliveira Cintra, conforme documentação da Câmara Municipal) incinerando assim muitos documentos de ordem histórica. Nesse número podemos incluir aqueles que certamente revelariam a verdadeira história sul-mineira.

OS CRIMINOSOS.
Os criminosos eram FRANCISCO XAVIER MACHADO, LUÍS COLAÇO MOREIRA, ANTÔNIO DE SOUZA PORTUGAL, ANTÔNIO DE SOUSA, ANTÔNIO DE SOUSA CORRÊA, FRANCISCO MENDES, ÁLVARO DA COSTA, FRANCISCO TEIXEIRA, JOÃO DE ABREU, JOSÉ PIRES, ANTÔNIO GONÇALVES e poucos outros. Gente de pouca expressão, a não ser os quatro primeiros, que procediam de um outro garimpo.
Seu crime... Mineravam às ocultas e não queriam pagar o fisco. Para sua subsistência tinham a caça, a pesca e diminutos meios de vida. E ali viviam em situação precária, ora generosamente, de acordo com o ouro que iam achando.
Homiziaram-se todos eles no VALE DA PIEDADE, meio caminho entre os Rios Verde e Sapucaí. Quando acontecia achar uma quantidade maior de ouro, iam levá-lo ora a São Paulo ora a Itajubá, onde eram exploradas as minas. Com esse expediente, sempre fugindo dos fiscais que devassavam a região, iam vivendo livremente, de acordo com o provérbio colombiano : "Deja correr la canoa que canalete no falta". O precioso minério os protegia de todos os revides da implacável guardamoria.
Com isto, aos poucos estava crescendo a povoação, ora com casas desalinhadas, ora com outras construções simetricamente dispostas. Se lhes faltavam de um lado os bens materiais, de outro assistia-lhes uma serenidade de espírito a toda ordem.
Para os que ouviram falar desse povoado, tudo não passava de um quilombo de brancos e, como tal, devia ser combatido a todo o custo. Porque prejudicial ao fisco, pois "não era justo eximir de um dever que onerava a todos" (Códice, op. cit.).

A VINDA DO OUVIDOR.

(...) levava consigo alguns faiscadores práticos no manejo das bateias. A brindo caminhos e picadas, alcança os povoados de Carrancas, Traituba, Encruzilhada, onde recebe um reforço militar por parte de Manuel da Costa, vindo de Santana do Capivari (ídem, ibidem). Atravessa depois o Lambari, rio desse nome onde a caravana se descansa para pescar um pouco. Mais tarde vai dizer o Ouvidor ao Governador da Capitania: "tem o Lambari copiosa abundância de peixes ... de admirável sabor e gosto" (ídem, ibidem). E foi assim que ele chega ao quilombo de branco no dia 2 de outubro de 1737.
Anônimo disse…
O nome de 2 párocos aparecem com muita frequência em vários documentos referentes a Baependi, Três Corações do Rio Verde e Campanha à época em que Manoel Antonio Rates circulava pela região. Era morador na CACHOEIRA DOS RATES, na Vargem das Boiadas, junto ao Ribeirão do Carmo das Lavras do Funil. O Padre José Bento Ferreira, que recebeu sesmaria para abrir caminho, sem alagados e alagadiços que, do Rio Grande chegasse a Campanha, e Manoel Antonio Rates morreram na mesma época. O Pe. Bento no ano de 1784 e Manoel Antônio, por ora, não temos como precisar. Os dois, no entanto, devem ter conhecido e se relacionado com estes referidos padres. Para que se conheça um pouco sobre a realidade do momento confira:
Documentos avulsos da Capitania de Minas Gerais. Caixa 155 doc 7 09/12/A800. Site Capitão Vicente Ferreira de Paiva Bueno e Escrivão Bartolomeu Bueno do Prado - Windows Internet Explorer
http://br.geocities.com/projetocompartilhar5/vicenteferreiradepaivabuenoebartolomeubuenodoprado htm

Em 16 de março de 1772, é realizado o primeiro batizado na capela dos Sacratíssimos Corações de Jesus, Maria e José pelo Pe. Bernardo da Silva Lobo. A inocente Simplícia, filha de Antônio e Rosa, escravos de Domingos Dias de Barros. Livro 3 de registro de batizados da Paróquia da Campanha.

O Pe. Caetano Vieira é nomeado em 1784 para a capela dos Três Sacratíssimos Corações. Em 1792 é nomeado para a mesma capela o Pe. Domingos Rodrigues Afonso.
Anônimo disse…
Vamos ouvir o que o naturalista alemão, Carl Friedrich Von Martius tem a nos contar sobre um trecho que ficava nos confins da grande sesmaria Pe. José Bento Ferreira, e que a estrada, que deveria abrir com destino à Campanha, deveria passar. O trecho fica próximo ao Arraial do Rio Verde. Foi assim que o naturalista descreveu as missas na roça, o núcleo colonial, a capela e as catas do ouro nas minas daquele povoado. Essas foram suas palavras: "Era um dia santo no Arraial do Rio Verde e cem pessoas, habitantes dos arredores, vieram à missa; a Capela, como a maioria das igrejas rurais, pequena, feita de taipa, sem órgão e sem quaisquer adornos internos. Já nessa terra, era intenso o trabalho escravo nas minas. Era das mais fatigantes e penosas, no Arraial do Rio Verde; enquanto os membros superiores ficam expostos longas horas aos ardentes raios do sol, a parte inferior do corpo, deveria suportar a frialdade das águas; poucos escravos, prestavam-se para o serviço que só os mais robustos podiam suportar. No tempo de frio contentavam-se com ganho de cento e cinquenta réis por dia.
Quanto à apuração do ouro nas bateias, o quadro é digno do pincel de um pintor. De um lado, o dono da lavra, que, sentado em uma banqueta, sem testemunhos, acompanhava os movimentos do escravo, tendo a fisionomia transfigurada, na esperança de grande produção. Do outro lado, o negro, de olhar inquieto, observando constantemente o senhor, a ver se lhe pode iludir a vigilância e esconder algum ouro nos cabelos encarapinhados ...".

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A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

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