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José Celestino Terra, fazendeiro e juiz de paz e zelador da matriz de Carmo da Cachoeira.

Segundo Paulo Costa Campos, diz a tradição que teria feito em 1862 doações para a edificação da ermida, sob o orago da Senhora Santana da Vargem de Três Pontas;

Como Juiz de Paz em exercício, preside a Audiência de Conciliação entre José Fernandes Avelino e sua mulher Maria Clara Umbelina e José dos Reis e Silva e Mariana Theodora de Figueiredo. "Queixa José Fernandes de que o sr. José Reis tem usado de uma estrada que segue de sua casa, entra no pasto de Joaquim Antônio para chegar a freguesia e que, segundo acordo de Cavalheiro, o sr. José Reis havia dito que dizistia do dito caminho para abrí-lo no seu pasto com a condição porém que os autores não poderião tapar a porteira do mesmo pasto aonde segue para o Ribeirão passando pela tapera de José Pedro (...)". Assinam o termo, o Juiz de Paz em exercício José Celestino Terra; João Villela Fialho; José Fernandes Avelino; Maria Clara Umbelina; José dos Reis e Silva; Marianna Theodora de Figueiredo; Antônio Joaquim Alves e Domingos Gomes da Costa;

Como procurador e zelador da Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Carmo da Cachoeira, seu nome aparece durante muitos anos assinando o livro Fábrica;

Na qualidade de zelador é que acusa Manoel Vicente de Assis de ter feito uma olaria num cercado no terreno do patrimônio da Matriz desta freguesia, agora de próximo acha-se fazendo um valo por baixo das casas da rua de baixo;

"Em 27/09/1867, diz José Celestino Terra na qualidade de procurador e zelador da Matriz de Nossa Senhora do Carmo que Manoel Vicente de Assis tendo feito uma olaria num cercado no terreno do patrimônio da Matriz desta freguesia, agora de próximo acha-se fazendo um valo por baixo das casas da rua de baixo e tem feito tanto a olaria como o cercado e valo sem consentimento de pessoa alguma. José Fernandes Avelino morador em sua fazenda da Saquarema e Antônio Dias Pereira de Oliveira, neste arraial da Caxoeira. Testemunhas: Francisco de Paula Cândido (1862 e 1878), Joaquim Pedro da Silva (1859), José Francisco Manço (José Francisco Manso), Francisco Lopes Machado, Joaquim Francisco Xavier, Thomé Ignácio de Souza, Domingos José de Oliveira e Francisco Nunes das Chagas."Fica, Manoel Vicente de Assis obrigado entupir os vallos que avia feito e retirar as cercas, que estão além da olaria; e tendo o mesmo direito de disfructar o lugar demarcado da maneira seguinte: principiando do lado da Ponte onde o Ribeirão fás uma volta que esta perto do forno, e desta volta em rumo direito a uma árvorezinha que se acha ao pé da estrada, contendo dizaseis e meias braças, lugar demarcado, e deste marco em Rumo direito a uma árvore de espinho, contendo de frente dizenove e meias braças, e por este abaixo athe onde teve principio esta demarcação; e ficando o mesmo obrigado a pagar a quantia de três mil e novecentos réis anualmente a beneficio da Matris, ficando o mesmo Assis, obrigado a pagar (...). Testemunhas presentes Antônio Dias Pereira e Oliveira e José Felizardo de Assis, moradores nesta freguesia. Eu Aureliano José Mendes, escrivão em 1/10/1867. Assina arrogo de Manoel Vicente de Assis, Francisco de Paula Cândido.";

Em 1872, como "escrivão de Paz" da freguesia do Carmo da Cachoeira dos Rattes, encaminha para Sant'Ana da Vargem de Três Pontas, uma ordem para se "passar escriptura (das) terras havidas a Anna Barbara de Oliveira e seus filhos Joaquim e Francisco";

A sessão da Câmara Municipal de Três Pontas, do dia 13 de janeiro de 1876, fls. 13 verso descreve os limites do distrito com o nome de Sant'Ana da Vargem da Paróquia de Três Pontas, cita seu nome: “José Celestino Terra, fazendeiro em Carmo da Cachoeira, mudou-se para este povoado e comprou terras para doar, à pedido de Pedro Pinto da Silva. Eram grandes amigos e parentes. José Celestino veio morar na casa construída na antiga Praça São Sebastião. Os operários que construíram a Igreja vieram da Fazenda de José Fernando Azevedo, a pedido de Antônio Celestino Terra, ambos ricos fazendeiros em Carmo da Cachoeira”; e

Em 22 de novembro de 1925, capitão Francisco de Assis Reis compra do Cônego Antônio Joaquim Fonseca uma casa no Largo da Matriz, que havia pertencido a José Celestino Terra. Esta construção não mais existe.

Comentários

Anônimo disse…
SANTANA DA VARGEM.

Município do Sul de Minas, localizado às margens do Ribeirão Santana. Em 1862 foram feitas doações das terras, para edificação da ermida, sob o orago da Senhora Santana. A tradição diz que as doações foram feitas por Pedro Pinto da Silva, JOSÉ CELESTINO TERRA, doutor Fernando da Costa Leal e Figueiredo, este custeou a construção, e João Vilela Figueiredo, encarregado de dirigir as obras. Terminada a construção da ermida, foram chegando outros moradores e novas casas foram edificadas ao seu redor. Logo depois, foi nomeado capelão o Padre Luiz Augusto Beltrão de Oliveira. A partir daí, o povoado cresceu de maneira significativa, tanto que, em 14 de novembro de 1873, pela lei n. 1999, foi elevado a distrito, desmembrando-se da freguesia de Dores da Boa Esperança, passando à jurisdição da freguesia de Carmo do Campo Grande, termo da Comarca de Três Pontas. Por determinação da Câmara Municipal de Três Pontas, em 13 de janeiro de 1876, procedeu-se à demarcação do território do então distrito. Pouco depois, pela lei n. 2402, de 5 de novembro de 1877, foi o arraial elevado ``a freguesia, tendo como primeiro vigário o trespontano Padre José Maria Rabello e Campos. Em 2 de fevereiro de 1922, foi nomeado vigário da paróquia o português Padre João Maciel Neiva, que realizou muitas obras e um desenvolvimento muito grande ocorreu na freguesia. Em 1956, assumiu a paróquia o grande líder Monsenhor José Ribeiro da Silva, mas, pouco tempo depois, foi transferido para outra localidade. Retornou a Santana da Vargem definitivamente, em 24 de julho de 1958. O propulsor do progresso da localidade foi, indubitavelmente, Monsenhor Ribeiro. Conseguiu, graças ao seu prestígio e liderança, a elevação da vila a cidade, pela lei 2764, de 30 de dezembro de 1962. O primeiro prefeito eleito de Santana da Vargem foi Antônio Carlos de Abreu. O município foi instalado oficialmente no dia 1 de março de 1963.
Anônimo disse…
CAMPOS GERAIS ou CARMO DO CAMPO GRANDE.

Município situado no Sul de Minas Gerais, na região da Represa de Furnas. O povoado surgiu após a doação de 50 alqueires de terras, em ambos os lados do Córrego da Divisa, para a construção de uma capela, sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo. Foram doadores Thomé Soares de Oliveira e Simão Martins Ferreira e respectivos familiares. A provisão para edificação da capela data de 1825, segundo Cônego Trindade, em seu livro "Instituições das Igrejas, no Bispado de Mariana", de Bernardino Saturnino da Veiga. A capela era jurisdicionada pela vila das Lavras do Funil. Com a elevação de Três Pontas à freguesia, pela resolução de 14 de julho de 1832, a Capela passou a jurisdição pela referida freguesia, sendo elevada a Curato. A lei 202, de 1 de abril de 1841, que criou o município de Três Pontas, criou também o distrito, já com o nome de Carmo do Campo Grande. Em 14 de setembro de 1870, pela lei n.1655, o Curato foi elevado à freguesia. Pela lei lei n.319, de 16 de setembro de 1901, o distrito foi elevado a município e vila, graças à influência política do doutor Josino de Paula Brito, ex-deputado e ex-senador provincial. Fazia parte do novo município os distritos de Córrego do Ouro e Espírito Santo dos Coqueiros (Coqueiral), desmembrados de Três Pontas e Boa Esperança, respectivamente. Finalmente, pela lei n.663, de 18 de setembro de 1915, a vila é elevada à cidade, com a denominação de Campos Geris, jurisdicionando o distrito da cidade e do de Córrego do Ouro.

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