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A Construção da identidade em Carmo da Cachoeira.


O território de Carmo da Cachoeira é riquíssimo em termos de presença humana voltada a manifestar em seu comportamento externo a devoção. A religiosidade está presente nas ruas da cidade através de seus símbolos cristãos, sobretudo. É comum encontrar pessoas que ao sair para caminhadas levam o terço em suas mãos e durante o percurso, rezam. Mas, podemos falar que a identidade é força do destino, ou será que nós a vamos construindo? Nos dias atuais podemos questionar, diante da globalização, como fica a questão da identidade nas unidades territoriais. Alguns defendem que este conceito está se perdendo. À medida que se busca o passado, essa consciência certamente está reforçando as estruturas culturais. Faremos isso em memória dos nossos antepassados, para que o tempo não apague nossa história e não nos distancie de nossa herança crística.

A identidade de Carmo da Cachoeira é a religiosa, pulverizada através de diferentes formas de manifestação. Cada um em seu patamar, no entanto, todos, sem exceção, estão buscando a verdade e para isto temos a eternidade. O caminho é chegar a Cristo, nosso irmão maior.

Carmo da Cachoeira 1
Texto integral de Waldemar de Almeida Barbosa publicado no Dicionário Histórico e Geográfico.


Valentim José da Fonseca com sua família estabeleceram-se a sudoeste das Lavras do Funil e, aí, criaram a fazenda do Maranhão. Valentim levantou, na sua fazenda, a ermida de Nossa Senhora do Carmo. Por volta de 1800, já existia pequeno povoado ao redor da capela, conhecido por Carmo do Maranhão. Às vezes, nos registros paroquiais, aparece também com o nome de ermida do Maranhão.

Em 1811, numerosas famílias estavam estabelecidas: as do alferes José Alves, capitão Antônio José de Abreu, Antônio da Silva Melo, Jerônimo de Abreu, João Bernardes Ribeiro, Manuel Afonso das Neves, Miguel Jacinto de Carvalho, Rafael Antônio de Carvalho, Valentim Evaristo da Fonseca, Valentim José da Fonseca, etc. O primeiro capelão de que se tem notícia foi o Padre Joaquim Leonel de Paiva, em 1805 (21º Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha, 1959). Com a denominação de Cachoeira do Carmo, foi criada a paróquia, com a Lei nº 805, de 3 de julho de 1857, no município de Lavras. Comumente era o lugar designado como Cachoeira do Carmo da Boa Vista.

Na divisão administrativa de 1911, já figura no município de Varginha, com o nome de Carmo da Cachoeira. O município de Carmo da Cachoeira desmembrado do município de Varginha, e o de São Bento, criado pela mesma lei. Hoje, o município conta com o único distrito da sede. Fica no sul do Estado. Nova matriz foi inaugurada em 1929.
A cidade tem agência do Banco Mercantil do Brasil.

1 – Nota do original: “O vocábulo Carmo do Maranhão indica ao leitor Carmo da Cachoeira.”

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