Pular para o conteúdo principal

A pia batismal da ermida do alferes Bernardo.

Documento encomendado pelo Projeto Partilha.
Transcrição de José Geraldo Begname
.


Provisão de Pia batismal ao Alferes Bernardo Gonçalves Chaves e sua mulher Francisca Maria de Mendonça.
Livro de Provisão 1761-1764, Tomo I.

fl. 21v

Provisão para Pia baptismal. Em 4 de Dezembro de 1761 se registrou hua Provisam a favor do Alferes Bernardo Gonçalves Chaves e sua mulher para terem Pia baptismal na sua Ermida que pretendem Eregir com Invocação da Senhora Santa Anna do teor seguinte etc. Dom Frei Manoel da Cruz Bispo etc.

Fazemos saber que attendendo nos ao que por sua petiçam retro nos enviou a dizer o Alferes Bernardo Gonçalves Chaves e sua mulher Francisca Maia Mendonça havemos por bem de lhes conceder licença pela prezente nossa Provisam para que devem ter Pia baptismal na Ermida da Senhora Santa Anna que pertendem eregir em uma das paragens declaradas na petiçam retro para nella se baptizarem as pessoas que naquelle destrito necessitarem deste Sacramento comtando (sic) que seja Pia de pedra bem lavrada com capacidade de nella se administrar o baptismo por immerção que esteja bem vedada, e limpa em lugar decente feixada com chave que tenha por dentro alguma invenção artificial para se tapar, e destapar o sumidouro de agoa que não ficara dentro da dita Pia de hum dia para outro mas tanto que se administrar o baptismo se destapara logo o sumidorro havera hum almario feixado com chave junto a Pia onde estarão as ambulas dos Santos oleos que serão ao menos de estanho, e fara os tau baptizados o Reverendo Paroco ou com/ licença sua outro qualquer sacerdote sem prejuizo algum dos direitos Parochiaes o qual fara com sua suficiente digo fara com toda a clareza os assentos e os entregar dentro de hum Mês ao Reverendo Paroco para os lansar nos livros delles, e havera hum Ritual Rommano pertencente a Fabrica da mesma Ermida para por elle se fazerem os Baptizados, e ser registada esta onde pertencer. Dada e passada nesta cidade de Marianna sobo nosso sgnal/ (fl.22) signal e sello de nossas Armas aos 13 de Dezembro de 1761.

Eu Antonio Monteiro de Noronha Escrivam Ajudante da Câmara Episcopal que a escrevy e estava a Rubrica de Sua Excelentíssima Reverendíssima e no olugar do sello Monteiro. Chancela 3000.

Nada mais havia no referido registro.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A provisão da Ermida de Nª. Srª. de Santa Anna.
Artigo Anterior: Ermida em Três Corações - registro do Séc. XVIII.

Fonte: Provisões existentes nos Livros de Registro Geral da Cúria arquivados no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana, conforme referências.

Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

Mais que um colaborador, um mestre.

P ois bem, Jorge Vilela , conhecido de todos os cachoeirenses terá espaço no blogspot para assuntos de fundo cultural, do qual é um profundo conhecedor pela busca empreendida durante os últimos 20 anos. J orge Fernando Vilela é arquiteto, natural de Carmo da Cachoeira, diplomado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais em 1971.Fez parte da equipe técnica da Fundação João Pinheiro na elaboração do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 1975 e integrou a equipe técnica do PLAMBEL, coordenando a elaboração do Plano de Uso e Ocupação do Solo da Aglomeração Metropolitana e da primeira Lei de uso e Ocupação e Belo Horizonte, entre 1975 e 1976. Foi Diretor do Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura de Belo Horizonte de 1976 a 1983, onde foi responsável pela implantação e operacionalização da Lei de Uso e Ocupação do Solo no município. Foi Diretor de Técnico e de Planejamento do PLA...

Porta de entrada de uma antiga casa mineira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira . Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Evando Pazini - 2007 - Arte: TS Bovaris Próximo ducumento: Garotas em traje típico da Congada mineira. Documento anterior: Antiga ilustração do Espírito Santo.

Antiga Carmo da Cachoeira vista do morro do Paulista.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Mais Lidas nos Últimos Dias

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

Mais que um colaborador, um mestre.

P ois bem, Jorge Vilela , conhecido de todos os cachoeirenses terá espaço no blogspot para assuntos de fundo cultural, do qual é um profundo conhecedor pela busca empreendida durante os últimos 20 anos. J orge Fernando Vilela é arquiteto, natural de Carmo da Cachoeira, diplomado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais em 1971.Fez parte da equipe técnica da Fundação João Pinheiro na elaboração do Plano de Desenvolvimento Econômico e Social da Região Metropolitana de Belo Horizonte em 1975 e integrou a equipe técnica do PLAMBEL, coordenando a elaboração do Plano de Uso e Ocupação do Solo da Aglomeração Metropolitana e da primeira Lei de uso e Ocupação e Belo Horizonte, entre 1975 e 1976. Foi Diretor do Departamento de Edificações da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura de Belo Horizonte de 1976 a 1983, onde foi responsável pela implantação e operacionalização da Lei de Uso e Ocupação do Solo no município. Foi Diretor de Técnico e de Planejamento do PLA...