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O alfaiate Francisco Velloso Braga e seus filhos.

Francisco Velloso Braga foi casado com Angélica Etelvina da Conceição e pais de Francisco Velloso Filho, natural de Três Pontas, Minas Gerais, era uma pessoa de baixa estatura, dinâmico, inteligente, de muito prestígio na comunidade e no comércio.

Francisco Velloso Filho casou-se com Maria Beggiato Velloso, em 7 de janeiro de 1920. Possuía, juntamente com o pai e seu irmão, Mathias Velloso Braga, uma das melhores alfaiatarias da região e também a firma comercial F. Velloso & Filhos (Casa Lealdade), cuja razão social foi alterada em 1931 para F. Velloso & Irmão, com o falecimento de seu genitor. Em 1950, fundou a firma Metalúrgica Sul Mineira, que produzia pregos e grampos para cercas. Depois de breve período, transformou a organização em firma familiar, tendo como sócios a esposa, filhos e genros. Pouco tempo depois, passou a razão social para Velloso Indústria e Comércio Ltda. Em 1926, montou uma indústria gráfica e foi editor do jornal semanário "Vida Nova", tendo como redator J. Nascimento Carvalho de Mendonça, entre 1921/1924, em uma primeira fase, e de 1929/1930, em uma segunda fase. Militou na política local, tendo sido eleito vereador pelo Partido Progressista, nas eleições de 1936.

Artigo de Paulo Costa Campos

Próxima matéria: Definição de Almotaçaria no Brasil Colônia.
Matéria Anterior: O jornalista e redator J. Nascimento.

Comentários

Anônimo disse…
GASPAR JOSÉ ABREU ou Gaspar Joseph de Abreu.

Natural da Freguesia do Freixo de Baixo, Arcebispado de Braga, Portugal, filho de João de Carvalho Coutinho e de Josefa de Abreu. Casou-se com Mariana Clara do Nascimento, mas o casal não deixou descendência, porém adotou Ana Isabel de Jesus, que se casou com Valentin José da Fonseca. Este último casal teve quatro filhas, das quais três se casaram com os sobrinhos de Gaspar José de Abreu. Um deles, capitão Antônio José de Abreu, teve filhos e filhas, dentre eles, Hipólita Carolina de Abreu, que contraiu matrimônio com o alferes Francisco José de Mesquita, residente em Três Pontas, genearca da família Mesquita desta cidade (Vida Escolar, n.14 p.4, 15-NOV-1907). Gaspar requereu uma sesmaria, no território do Maranhão, no Sertão das Três Pontas, hoje município de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais (SC. 156 p.151, em 15-DEZ-1768 Arquivo Público Mineiro). Segundo alguns autores, foi nessa fazenda que se originou Carmo da Cachoeira. Gaspar José de Abreu foi nomeado Capitão da segunda Cia. de Ordenanças, criada em 8 de novembro de 1782, que ia da Serra de Três Pontas, até as vertentes do Ribeirão das Trombucas, situado no atual município de Nepomuceno, Minas Gerais, (Guerino Casasanta, História de Três Pontas, ed. 1980, p.121). Seu falecimento ocorreu em 20-OUT-1810, de acordo com inventário feito em São João Del Rei, datado de 1813, arquivado no Museu Regional (Caixa n.1).
Anônimo disse…
ALMOTAÇARIA - Repartição subordinada às Câmaras Municipais das vilas e cidades. Era o órgão controlador das atividades dos oficiais chamados almotacés ou almotacéis. Fato interessante ocorreu na então chamada Aplicação de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas, no ano de 1794. Por ocasião das demarcações e medições de sesmarias da Capela e Arraial e também de outros sesmeiros, não compareceu aqui o Escrivão das Sesmarias de São João Del Rei, mas o Escrivão da Almotaçaria da Vila de São José Del Rei (hoje Tiradentes). Como Juiz Executor das Sesmarias, funcionou o Doutor Joaquim da Silva Tavares e, como Escrivão, o almocatel Bento José de Faria Souza. Naquela época, o arraial era jurisdicionado pela vila de São João Del Rei, Comarca do Rio das Mortes.

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