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Brasão da Família Naves.


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Próxima imagem: Brasão da Família Mendonça.
Imagem anterior: O convite para a posse.

Comentários

Anônimo disse…
A Família Naves, cá para nós, esteve presente desde os primórdios de nossa história. Constituía-se uma, dentro as inúmeras famílias moradoras nestas infinitas paragens, e desde o tempo em que os acessos eram, preferencialmente, pelas ESTRADAS QUE ANDAM, ou sejam os rios, córregos, ribeiros, ribeirões, ribeirotes. O sobrenome "NAVES", como não poderia de ser, estavam também nas proximidades do Ribeirão do CARMO, junto a CACHOEIRA DOS "DE RATES". O nosso "DE RATES", o qual buscamos com insistência e perseverança, era o MANOEL ANTONIO, primeiro morador desta paragem. Ele, sua mulher e filhos, aqui estavam vindos de ROSÁRIO DE LAVRAS DO FUNIL. Desconhecemos quem eram seus pais, seus ancestrais. Os "NAVES" estavam por perto. Tanto os "NAVES", como os "DE RATES", aparecem ligados as atividades que revelam dons artísticos. Eram habilidosos, VERDADEIROS ARTISTAS e transformadores dos elementos da natureza. Os que convivem e interagem na sociedade cachoeirense hoje mantêm este dom e estas habilidades.
Anônimo disse…
Seria interessante acrescentar em nossos estudos um trabalho, cujo tema é: FORMAÇÃO URBANA DA CIDADE DE SÃO JOÃO DEL-REI, por Roberto Mados, historiador e Chefe do Escritório Técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) de São João del-Rei.
Esse trabalho contou com a participação das pesquisadoras Cláudia Resende e Maria Cristina Teixeira na leitura e transcrição de manuscritos. Segundo o que está colocado no corpo do trabalho, "Os objetivos desse trabalho não se prendem, exclusivamente, a uma demanda institucional, mas, busca colaborar com os verdadeiros interessados na preservação e conscientização da importância histórica da cidade, o cidadão saojoanense, a quem objetivo, em última instância, esta primeira etapa do trabalho".

Cf. Site, Tempos Gerais - Windows Internet Explorer
http://74.125.95.132/serch? ...
Anônimo disse…
Transcrição de documento por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.

Tipo de documento - Sesmaria
Ano - 1799 caixa - 11
Sesmeiro - Antônio Dias de Castro
Local - São João del Rei

Fl.01
AUTOS DE SESMARIA DE MEIA LÉGUA DE TERRA
Data - 18 de setembro de 1799
Local - Fazenda do Ribeirão. Aplicação da Capela de Nossa Senhora da Conceição do Rio Verde, filial de Baependi do Termo da Vila de São João. Comarca do Rio das Mortes em casas de morada do sesmeiro Antônio Dias de Castro.

Fl.03
CARTA DE SESMARIA
(...) por sua Petição Antônio Dias de Castro morador na Freguesia de Baependi do Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes que na Paragem do Córrego da Ressaca e Jardim que desagua no Rio Verde do âmbito da dita Freguesia se acham terras devolutas as quais confrontam com as de João Joaquim Neves com as da viúva e herdeiros de Bento Manoel do Nascimento e João Corrêa, e porque o suplicante as queria possuir (...).

Fl.07
AUTO DE MEDIÇÃO E DEMARCAÇÃO
Data - 18 de setembro de 1799
Local - Fazenda do Ribeirão Sítio do Córrego do Jessará, e Jardim da Aplicação de Nossa Senhora da Conceição de Baependi do Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes, dentro das terras mencionadas.

(...) foi eleito para o lugar do Pião o fundo de um espigão de campo junto ao córrego da Jessará (...).

(...) seguindo o rumo do nordeste por ele mediram noventa e uma cordas que findaram no alto de um espigão de catanduba vertente para o Congonhal (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras de João Carvalho da Silva com quem se divide o sesmeiro pelo Espigão sendo o que verte para o CONGONHAL pertencente ao dito José de Carvalho e o que verte para o Jardim ao dito sesmeiro e mais parte este rumo com terras de João Corrêa com quem divide pela continuação do mesmo Espigão (...).

(...) seguindo pelo rumo do noroeste por ele mediram quarenta e duas cordas que atravessando o córrego do Jessará findaram no fim de um Espigãozinho de campo chamado o THOMÉ DE FRANÇA (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras da viúva de Bento Manoel chamada Thereza Maria e mais herdeiros do falecido com as quais se divide por um valo que está no alto do Jardim (...).

(...) seguindo o rumo sudoeste por ele mediram sessenta e três cordas que findaram em um Espigão de campo alto da tapera primeira de João Martins (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras do mesmo sesmeiro (...)

(...) seguindo o rumo do sueste por ele mediram quatro cordas que findaram no meio do Espigão que verte para o mesmo Pião e córrego do Jessará (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras do mesmo sesmeiro (...)

* o sesmeiro tomou posse em 19 de setembro de 1799.
Anônimo disse…
O Sesmeiro Antonio Dias de Castro é indicado como segundo testamenteiro do Coronel José Vieira de Almeida (II), no ano de 1782, casado com dona Ana Maria de Oliveira. Inv. e testamento redigido na Fazenda Favacho, Freguesia de Baependi.
Descendentes de Antonio Dias de Castro se interligaram a família de Joaquim Alves Taveira Pinto, através de 3 filhas deste. As fl. 28 do Inventário de Joaquim Alves, Procuração dada por Antonio Dias de Castro Filho, morador na cidade de Campanha (genro do falecido inventariado. O procurador nomeado foi seu irmão Francisco Dias de Castro. Ligou-se também aos "Ribeiros da Silva de Baependi". João Ribeiro da Silva, filho de Francisco Ribeiro e Joana da Silva, foi casado com Maria Branca da Silva e foram moradores de Baependi, na Fazenda Campo Grande. O sétimo filho de João e Joana, Francisco Ribeiro da Silva casou-se no ano de 1790 com Maria Thereza do Nascimento, natural de Serranos, filha de Bento Manoel do Nascimento e sua segunda mulher, Teresa (Maria) Gonçalves de Jesus. Bento era filho de Manoel Mendes de Abreu, neto paterno de Antonio Mendes de Araújo e materno de Antonio Mendes Neves. Faleceu em Conceição do Rio Verde, Minas Gerais, no ano de 1795.
Maiores detalhes Projeto Compartilhar. Inv. João Ribeiro da Silva.
Anônimo disse…
A Carta de Sesmaria de Antonio Dias de Castro, ano 1799, fl. 03 diz: "(...) terras devolutas que confrontam com a viúva e os herdeiros de Bento Manoel do Nascimento (...)".
Bento Manoel do Nascimento foi casado com a sobrinha de Ângela de Moraes Ribeira (Ribeiro), mãe de José Joaquim Gomes Branquinho, do Carmo da Boa Vista de Lavras do Funil. Ângela era irmã de Maria de Moraes Ribeira (Ribeiro), também chamada por Maria Ribeira do Vale, conforme o inventário de sua mãe, Teresa de Moraes.
Conforme a certidão de óbito de Ângela Maria de Jesus (sobrinha de Ângela, mãe de José Joaquim Gomes Branquinho), ela faleceu em 1761. Cf. fl.69v., anexada ao inventário de seu pai, Antonio de Brito Peixoto. Foi casada com Bento Manoel do Nascimento".

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