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A economia do quilombo.


A economia era baseada na caça, na pesca, nas criações de gado e na agricultura de milho e açúcar.

“...Vastas roças de milho e canaviais ondulavam ao sopro da brisa sertaneja e, desde a madrugada até ás primeiras horas do dia, evitando o rigor da canícula chiavam os carros que conduziam milho e outros cereais para o paiol ou tulhas, ou cana para a moagem...”

Na caça, “...Onde houvesse um rincão, os caçadores abriam fogos, cujos orifícios ou bocas tapavam com frágeis ramos e capim; açulavam os cães nos capões e esperavam, cercando as saídas. As caças acossadas e tiradas de seus ninhos, procuravam a salvação no campo e caiam nos fogos ou na boca das espingardas, no gume dos facções ou no golpe dos cacetes ferrados e próprios para tais misteres...”

Todavia, estas atividades só se tornaram possíveis porque os índios abandonaram a região e foram viver com os jesuítas na Aldeia de Sant'Anna. Ainda que tudo fosse dividido entre os quilombolas, “...Todos trabalhavam para a sociedade; tudo era de todos, mas não havia meu nem teu. Todo o produto era recolhido ao tesouro, se dinheiro ou pedras preciosas; aos armazéns, se produtos da lavoura....”, as diferenças e hierarquias sociais existiam: “... O chefe e os principais tinham roupas finíssimas, que vinham da capital jesuítica; para o comum, porém, o pano era fiado e tecido ali mesmo, de algodão que cultivavam, ou de lã de seus carneiros, que, eram grande manadas povoavam os campos adjacentes....”

A vida familiar era preservada: “...Cada família tinha sua residência que edificava; se, porém, se ausentava de vez, o que nunca acontecia, nada podia vender, contentando-se com a indenização que o chefe julgava merecida. Para a vida ali, de nada tinham necessidade, por que havia tudo, com fartura, devido ao lato tino administrativo de Ambrósio. Do trabalho, que faziam, tinham, entretanto remuneração em dinheiro, que ali mesmo empregavam em compras no grande armazém, sempre bem sortido pelas constantes expedições de exportadores e importadores do Quartel....”

O quilombo seguia assim, em relativa paz, e crescia a cada ano graças aos conhecimentos e à liderança de Ambrósio.

texto de Marcia Amantino.

Próximo texto: Dois Jesuítas e um negro.
Texto anterior: A organização do quilombo.

Algumas citações que aparecem neste trabalho a respeito do Rei Ambrósio são oriundas de um texto de Gama, conforme trecho deste blog de 25 de maio de 2008.
Obs do prof
Tarcísio José Martins: Reitero, de novo. Isto não é história. É um conto, um romance, de um autor chamado Joaquim do Carmo Gama. O texto NÃO informa que se trata de um conto, copiado pela Sra. Márcia Amantino. Isto é danoso para o conhecimento de nossas crianças. Divulgue o conto, mas registre em todas as páginas que é só um CONTO.

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A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

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