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Profª. Luna Dias no Cemitério da Chamusca.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: O antigo cruzeiro do Cemitério da Chamusca.
Imagem anterior: Casa da fazenda Caxambu.

Comentários

Anônimo disse…
A imagem mostra a arqueóloga Maria Luiza de Luna Dias em entrevista dada a um canal de televisão, por volta do ano de 1990. Evento - coleta do material arqueológico. Após estudo, foi elaborado um relatório, cujo conteúdo consta de uma das páginas deste blog. Nele, além do resultado das análises do material coletado, alguns dados de observação da pesquisadora.
A publicação da imagem foi a forma que o Projeto Partilha encontrou que render homenagens a
MARIA LUIZA DE LUNA DIAS. Nossa gratidão.
Anônimo disse…
O pesquisador, historiador e pesquisador José Geraldo Begname, no relatório de n.3 - 01/2006, desenvolvido a partir de solicitação do Projeto Partilha, informa, entre muitos outros dados o seguinte:

Assunto - Vigário.
Localidade - Pe. João Gomes Delgado.
Referência - Livro de Provisão 1761-1764, Tomo I, fl.43v.

Marta Amato em sua obra, "A Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas e sua história. 1996, no capítulo 3 - A Vida Religiosa, p.91 diz: "De 1721 até os dias de hoje a paróquia de Carrancas teve 86 vigários, além dos coadjutores, ou seja, auxiliares, que quase sempre respondiam pelas capelas filiais. Segue a relação dos padres e as datas que assumiram a paróquia." 01. Pe. Lourenço de Toledo Taques - 1721
02. Frei Gabriel de Santa Maria - 1723
03. Frei Manoel da Cruz - 1723 a 1727
04. Pe. Luiz Domingos de Barros - 1727
05. Frei Caetano de Santa Clara - 1727 a 1728
06. Pe. João Nogueira - 1728
07. Frei Sebastião de Santa Rosa - 1729
08. Pe. Manoel Moreira - 1729 a 1732
09. Pe. Antônio Mendes - 1732 a 1737
10. Pe. Manoel Rodrigues Ramos - 1738 a 1741
11. Pe. Manuel A. Barros - 1741
12. Antônio Ferreira - 1741
13. Pe. Bento Ferreira - 1746 a 1747
14. Pe. Manuel Caetano de Figueiredo - 1747 a 1749
15. Pe. Rodrigo Lopes Coelho - 1749 a 1750
16. Pe. Antônio Luiz Campos - 1750 a 1752
17. Pe. Manuel Caetano de Figueiredo - 1752

18. Pe. Manuel Martins - 1752 a 1763
19. Pe. Manuel Caetano de Figueiredo - 1763
20. Pe. Manuel Afonso - 1766 a 1769
21. Pe. José Alves Proença - 1769 a 1771
22. Pe. João José Maia
23. Pe. Manuel Afonso - 1772 a 1780
24. Pe. José Alves Proença - 1780 a 1784
25. Pe. Alexandre Carlos Salgado - 1784
26. Pe. Manuel Gonçalves Corrêa - 1785 a 1787
27. Pe. Antônio José Gomes de Lima - 1787 a 1792
28. Pe. Manuel Moreira Prudente - 1792 a 1793
29. Pe. José Gomes de Lima - 1793 a 1804
30. Pe. Francisco Rodrigues Fortes - 1804
31. Pe. José Alves Proença - 1805
32. Pe. Antônio José Gomes de Lima - 1806 a 1808
33. Pe. João Francisco da Cunha - 1809 a 1814
34. Pe. Francisco M. de Vasconcelos - 1815 a 1821
35. Padre Joaquim Leonel de Paiva - 1821 a 1824
36. Pe. Joaquim José Lobo - 1825 a 1831
37. Pe. Manuel José Soares - 1831 a 1847
38. Pe. Joaquim Leonel de Paiva - 1847 a 1850
39. Pe. Francisco Coelho dos Santos -
40. Pe. Manuel José Soares - 1852 a 1857, e a relação segue de forma nominal até o de número 86, quando a paróquia recebe o Pe. Jair dos Santos Pinto - pároco desde 1956. Sobre ele Marta Amato relata o seguinte:
"Em 1966, recebeu o título de Cidadão Honorário.
Quando completou bodas de prata sacerdotais, em 1980, foi homenageado pela população com uma rica festa onde compareceu o governador de Minas Gerais, Sr. Francelino Pereira dos Santos. Novamente, em seu jubileu de rubi sacerdotal, no dia 17 de dezembro de 1995, a população teve oportunidade de demonstrar-lhe toda a gratidão, com muitas homenagens e muita festança.
É amado por ricos e pobres da cidade, estando sempre presente nas horas alegres e tristes da população, cuidando com seu jeito simples e carinhoso do sustento espiritual e material de seus paroquianos.
Anônimo disse…
Neste comentário vamos ver o que Marta Amato nos conta sobre a Matriz de Carrancas e suas capelas, p.77, "A freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas ...".

A paróquia foi criada em 1736, sendo seu vigário o padre Antônio Mendes, depois primeiro vigário de Campanha e em 1749, por provisão de Dom Frei Manoel da Cruz, primeiro bispo de Mariana, foi elevada a freguesia.
Mas, já em 1721, existia uma capela com a denominação de Nossa Senhora da Conceição do Rio Grande ou Capela do Rio Grande, onde foi efetuado um batismo. A partir de 1723, os registros foram feitos regularmente, mostrando que havia no lugar uma população atuante.
Pelos documentos encontrados existia ainda em Carrancas uma capela em terras do Capitão-mor Inácio Franco Torres, natural da cidade da Bahia (hoje Salvador), filho de José Franco Torres e de Teresa da Silveira. Ele casou-se em Carrancas aos 24 de maio de 1734 com Maria da Porciúncula Barbosa, natural de Guaratinguetá, filha de Francisco Álvares Barbosa e de Isabel Fragosa. Para esta capela, que ficava no SÍTIO DAS CARRANCAS, junto ao Rio Grande, foram designados padres já em fevereiro de 1729. Um ano depois é designado um capelão curado para a capela de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas.
No Livro de Provisões da Cúria do Rio de Janeiro de 1728 a 1732, constam os seguintes dados, conforme informações prestadas por José Gomide Borges:
Em 20 de fevereiro de 1729 - "Passei provisão de pároco da Capela de Inácio Franco, no sítio das Carrancas do Rio Grande. Comarca do Rio das Mortes, por tempo de um ano somente ao Pe. João de Barros, natural do bispado do Porto" (fls.46v.).

Em 26 de fevereiro de 1729 - "Passei provisão de coadjutor da Capela Curada de Inácio Franco, no SÍTIO DAS CARRANCAS, junto ao Rio Grande, Comarca do Rio das Mortes, por tempo de um ano somente, ao Pe. Miguel da Silva Grilo, do Bispado do Porto" (fls.48). (o Pe. Miguel foi designado, a seguir, para a freguesia de São João Batista do Itaboraí em 16 de março de 1729).
Em 21 de março de 1729 - "Passei provisão de pároco da Capela de Inácio Franco, no SÍTIO DAS CARRANCAS do Rio Grande. Comarca do Rio das Mortes, por tempo de um ano somente, ao Pe. João Moreira, natural do Bispado do Porto" (fls.50v.).
Os padres, João Eiró e Pe. João Moreira não constam da relação dos que foram designados para a atual Matriz de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas. Possivelmente a Igreja no SÍTIO DE INÁCIO FRANCO TORRES era outra, pois em 1762 ele recebeu uma sesmaria perto do rio INGAÍ, um tanto quanto distante da sede do povoado.
Anônimo disse…
E quanto aos CEMITÉRIOS, o que Marta Amado diz?
É o seguinte, p.80 da obra acima citada:
"Em 1739, encontrei informação de que pertenciam a CARRANCAS vários cemitérios, onde foram enterrados escravos e desconhecidos falecidos na freguesia. Entre eles: - cemitério da Igreja Nossa Senhora da Conceição das Carrancas;

- cemitério do Campo Belo e

- cemitério do DESERTO DOURADO (hoje São Bento Abade).

-
Anônimo disse…
Analisando os dados constantes no Livro de Provisão de 1761-1764, Tomo l, fl.43v., com registro da Provisão para Vigário, Carrancas, na pessoa de João Gomes Delgado e, aliando-se este dado ao estudo da pesquisadora Marta Amato, talvez possamos inferir erro na grafia do referido nome. Ao invés de João Gomes Delgado, teríamos, João Gomes SALGADO, neto materno de Maria de MORAES Raposo e Luís Marques das Neves, bisneto materno de Teresa de Moraes e André do Vale Ribeiro, portanto, parente de Ângela de Moraes Ribeiro (Morais/Ribeira), mãe de José Joaquim Gomes Branquinho da Fazenda da Boa Vista, do Distrito da Boa Vista. Lavras do Funil. Comarca do Rio das Mortes.
O Pe. João Gomes Salgado, filho de outro do mesmo nome, do bispado de Viseu e de Francisca de Moraes, moradores em Pitangui, no ano de 1740. Segundo o que José Geraldo Begname nos informa em outro relatório, no ano de 1748, na pasta 834, arquivada no armário de número 5, o processo do referido Padre diz ser ele natural de Conceição dos Prados.
Anônimo disse…
quero saber se alguem conheceu meu avô AMADO FRANCELINO DE JESUS.

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