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O Porto dos Mendes de Nepomuceno.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: O Neca, Manoel Ferreira Dias, e sua mulher.
Imagem anterior: Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

Imagens do Porto dos Mendes de Nepomuceno e da Capela de São Sebastião

Comentários

Anônimo disse…
Mariana Felisbina dos Reis, nascida em 18 de outubro de 1796, filha de Manoel dos Reis Silva (I) e sua mulher, dona Mariana Vilela do Espírito Santo, e irmã de dona Maria Vitória dos Reis Silva (Maria Victoria), casada com JOSÉ JOAQUIM GOMES BRANQUINHO, descendente da FAMÍLIA MORAES. Mariana Felisbina foi moradora no PORTO DOS MENDES de Nepomuceno, e foi casada, em primeiras núpcias com José Caetano de Carvalho, filho de Manoel Ribeiro de Carvalho (Inv. Manoel Ribeiro de Carvalho, ano de 1868). Em segundas núpcias, casou-se na ERMIDA DE SÃO DOMINGOS DA BARRA( da qual se falou, em um dos comentários de ontem, na página sobre o DISTRITO DO PALMITAL DO CERVO). O seu segundo marido, foi Antonio Pereira de Gouvêa (I), filho de José Pereira da Silva e de Ana Teresa de Jesus. Ana Teresa de Jesus, filha de Manoel Alves Pedrosa, casou-se com ANTONIO DIAS DE GOUVEIA, da FAZENDA DA PONTE FALSA, da Boa Vista dos Branquinhos (Carmo da Cachoeira). Foram filhos do segundo casamento de dona Mariana Felisbina, segundo a Genealogia da Familia Reis, p.77:
Ana Umbelina dos Reis
João Evangelista Pereira
Maria Porfíria dos Reis
Antonio Pereira de Gouvêa (II)
Carolina Porfíria dos Reis
José Pereira de Gouvêa.
A primeira filha de dona Mariana, com Antonio Pereira de Gouvêa (I), da FAZENDA DA PONTA FALSA, casou-se com seu primo, da FAZENDA DA BARRA DE TRÊS CORAÇÕES.
O segundo filho do casal, o Anísio, casou com dona Ana Umbelina dos Reis, filha de José Bernardes dos Reis Pinto, da FAZENDA DA BARRA DE TRÊS CORAÇÕES.
A filha Mariana Porfíria, casou-se com seu primo José Bernardes Pinto (José Bernardo Pinto), filho de Bernardo José Pinto e de dona Ana Teresa de Jesus (p. 160 Genealogia da Família Reis) Observação: o mesmo autor, p.78, ao falar sobre dona Mariana Porfíria dos Reis diz:"casada com seu primo José Bernardes Pinto, na cidade de Nepomuceno - MG aos 15 de outubro de 1845, filho de Bernardo José Pinto e Ana Purcina dos Reis". Dona Ana Purcina dos Reis e irmã de Mariana Felisbina. Ponto que demanda busca em outros referencias para se constar, se houve um segundo casamento.
Cf. TRISTÃO BERNARDES PINTO, casado com Teresa Ribeiro da Luz. Inv. no Arraial do RIO VERDE, entre outros do Projeto Compartilhar.
Anônimo disse…
Transcrição de dados contidos na p. 160, da obra Genealogia da Família Reis - Patriarca Domingos dos Reis Silva:
2-11 Ana Purcina dos Reis, nascida na cidade de Lavras, Minas Gerais, casada com Alf. Bernardo José Pinto, filho de Bernardo José Pinto e Ana Tereza de Jesus. Filhos:
Mariana Bernardina dos Reis
Manuel José Pinto
José Bernardes Pinto
Domingos dos Reis Pinto
Ana Polcina dos Reis
Maria Carolina dos Reis
Purcina Bernardina dos Reis
Jacintha Felisbina dos Reis

Mariana Bernardina dos Reis, nascida no ano de 1813, falecida aos 52 anos em 1865. Solteira.

Manuel José Pinto, nascido no ano de 1814, falecido aos 51 anos em 1865. Solteiro.

José Bernardes Pinto, casado com sua prima MARIANA PORFÍRIA DOS REIS, filha de Antonio Pereira de Gouvêa e Mariana Felisbina dos Reis.

Domingos dos Reis Pinto, casado com sua prima MARIA CHRISTINA DOS REIS, filha de Maria Christina dos Reis e ten. João Bernardes Pinto.

Ana Polcina dos Reis, casada com Luis Furtado de Mendonça, filho de Pedro Furtado de Mendonça e Teresa Maria de Oliveira.

Maria Carolina dos Reis, nascida no ano de 1813, morreu com idade de 30 anos em 1865. Solteira.

Purcina Bernardina dos Reis, casada com Francisco Ribeiro da Cunha, filho de Felisberto Serafim da Cunha e Maria Cândida Ribeiro.

Jacintha Felisbina dos Reis, casada com João Evangelista de Mendonça, filho de Pedro Furtado de Mendonça e Teresa Maria de Oliveira.
Anônimo disse…
O estudo da FAMÍLIA MENDES, e sua trajetória é de suma importância em nosso trabalho. Lembrando que MIGUEL ANTONIO RATES, filho de MANOEL ANTONIO RATES, casou-se nesta família. Ele, também, foi o que estava se mudando o MANDU, em 1811. Se não o encontramos, buscando pelos caminhos terrestres, talvez o encontremos "na estrada que anda", conforme a canção EU E O RIO. Hoje, e pelo texto da página, encontramos DOIS PORTOS, denominado DOS MENDES: o de Nepomuceno e o de Campo Belo. Textos anteriores, neste blog nos mostraram que, a saída de Varginha, com destino a Belo Horizonte (denominação atual), se fazia, em última estância, após passar pela Vargem, de JOSÉ CELESTINO TERRA, por Nepomuceno. Varginha é um referencial forte nesta região em estudo, e para a busca de MANOEL ANTONIO RATES. Se, se pensar em termos percentuais e, tendo em vista os dados populacionais e o como o pessoal de Varginha se redistribuiu entre seus Distritos (Elói Mendes e Carmo da Cachoeira),irá se encontrar uma diferença substancial entre a população para um, e para outro Distrito. Uma média de 68%, para o "Espírito Santo da Mutuca", "Espírito Santo do Pontal", (Elói Mendes, hoje) e 18$, para a CACHOEIRA DOS RATES (Carmo da Cachoeira, hoje). Uma de nossas buscas poderia apontar para: "qual o caminho que MIGUEL ANTONIO RATES e sua família seguiu para atingir o Mandu. Através dos portos? terrestre?
Anônimo disse…
Vamos ouvir, mais uma vez, Ovídio, autor da obra de genealogia da FAMILIA REIS, p. 33, ao falar de um descendente de Gabriel dos Reis Silva, que se casou em São Thomé das Letras com dona Bazilissa (Basiliça), entrando assim para a FAMÍLIA BRANQUINHO - leia-se também, MORAES". O primeiro filho do casal, José dos Reis e Silva, em 1871 casou-se, na cidade de CARMO DA CACHOEIRA, Minas Gerais com sua prima Ana Ricardina, filha de Antônio dos Reis Silva e dona Maria Cândida BRANQUINHO. José e dona Ana Ricardina foram pais do BIÉ-DA-VARGEM, ou seja, Gabriel José dos Reis. Agora a palavra fica com OVÍDIO, vamos ouvi-lo:

Gabriel José dos Reis (Bié-da-Vargem), fazendeiro, Fazenda Beleza, Município de SANTANA DA VARGEM, Minas Gerais, casado que foi com Anna Pereira, filha de Alfredo Pereira Gomes e de Maria Severina Vilela.
Bié-da-Vargem tinha uma namorada em Santana da Vargem, mas desentenderam-se e o desejo do Bié era a reconciliação, mas como ela já havia assumido outro compromisso, estava difícil, mas o Bié insistia na reconciliação. E a namorada para não descontentá-lo, resolveu pedir ajuda do delegado que era um grande amigo seu. Foi até a delegacia e disse ao guarda que queria falar com ele, o guarda anunciou ao delegado que uma moça muito bonita gostaria de falar-lhe e o delegado deu ordem para que ela entrasse, quando ela entrou, deu de cara com o delegado, foi aquele espanto, era o BIÉ-DA-VARGEM. Ela desmaiou ...
Gabriel José dos Reis, casado com Anna Pereira, tiveram os seguintes filhos:

- José Alfredo Reis, fazendeiro e comerciante em Três Pontas e Varginha, Minas Gerais, nascido na cidade de Três Pontas, casado com Adelaide Rossi Vilela, nascida em Coqueiral

- Maria Gabriela Reis Araújo, viúva do doutor Alcides Evangelista Araújo, médico e fazendeiro em Três Pontas, Minas Gerais.

Para complementação de dados ver, entre outros, e nossos conhecidos, estes, disponibilizados pelo PROJETO COMPARTILHAR:

-Felícia Maria Villela, casada com Caetano José de Souza Magalhães;

- Joaquim Manoel do Nascimento Villela e dona MARIA CHRISTINA DOS REIS.
Anônimo disse…
JOÃO EVANGELISTA DE ARAÚJO

Tenente Coronel da Guarda Nacional e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Filho de Francisco José de Araújo e Maria Rita Profetiza de Queiroz Monteiro, casado com Ana Jesuína Adelindes de Brito. Por ocasião da revolução de 1842, ele era Juiz Municipal e Delegado do Chefe de Polícia, na vila de Lavras do Funil. Os chefes liberais locais apoiaram a insurreição. A vila foi ocupada pelo exército, com uma tropa fortemente armada, sob o comando do Coronel Bezerra. A ocupação perdurou de 14 de junho a 22 de julho de 1842. Várias buscas e prisões ocorreram na vila. Uma senhora da elite lavrense, ANA JOAQUINA DE OLIVEIRA, mulher do membro do Partido Liberal, Tomás A. Alves de Azevedo, protestou com veêmencia contra as buscas realizadas em sua residência. O incidente gerou séria animosidade contra o senhor Araújo. Ele se afastou do cargo e mudou-se para Três Pontas, onde residiam alguns parentes seus. (Vida Escolar, n.32, de 15-OUT-1908)
Anônimo disse…
FRANCISCO EVANGELISTA DE ARAÚJO

Era fisicamente de estatura regular, claro, cabelos e cavanhaque louros, segundo pesquisas realizadas pelo Doutor Romeu Caiafa, transcritas da obra do professor Almeida Nogueira, "A Academia de São Paulo - Tradições e Reminiscências", páginas 213 e 214. Formou-se em Direito. Seus familiares trataram-no carinhosamente por Doutor Chiquinho. Era filho de João Evangelista de Araújo e de Ana Jesuína ADELINDES de Brito. Casou-se com Pulcheria Jesuína Azevedo Araújo. Dedicava-se também às lides agrícolas, possuindo terras de cultura, no município de Três Pontas. político de prestígio na região, foi eleito deputado por várias legislaturas. ocupou a presidência da Câmara Municipal de Três Pontas, no período de 1869 a 1872. Antes de morrer, fez testamento, concedendo cartas de alforrias e parte de seus bens a seus escravos. (1842 - 1884)
Anônimo disse…
THOMÉ GONÇALVES ARAÚJO

Morador na freguesia das Lavras do Funil (Lavras). Requereu uma sesmaria na Aplicação de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas, na paragem da Lagoa Verde. Atualmente a localidade é chamada simplesmente de FAZENDA DA LAGOA (SC. 256 p.266, 03/JUL/1794 APM). Ele é citado em uma pública-forma, datada de 20 de julho de 1895, na qual constam as medições e demarcações das terras de Bento Ferreira de Brito, do furriel José Ferreira de Brito, logradouros do Arraial e da Aplicação da Capela de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas.
Anônimo disse…
LAGOA VERDE

Bela lagoa, cujas águas têm um tom esverdeado, em decorrência de algas que nela proliferam. Situa-se às margens da antiga estrada Três Pontas a Santana da Vargem. O Capitão Thomé Gonçalves de Araújo requereu uma sesmaria, nas proximidades da lagoa, em 3 de julho de 1794 (SC.256, p.266, APM), a qual confrontava com terras de José Ferreira de Brito. A atual denominação é Fazenda da Lagoa, hoje bastante reduzida, em consequencia do desmembramento da antiga antiga sesmaria.
Anônimo disse…
JOSÉ FERREIRA DE BRITO - Furriel. Natural de Ribeira, Freguesia de São João de Brito, termo da Vila de Guimarães, Arcebispado de Braga, Portugal. Filho de Francisco Vieira da Silva e de Catarina Luiz Ferreira (alguns registram Luiza). Era irmão de Bento Ferreira de Brito, e também seu sócio, em terras que confrontavam com a Capela e Arraial de Nossa Senhora da Ajuda, em 1794. Na medição e demarcação das terras, constantes de uma cópia de pública-forma, datada de 1895, aparece como cessionário de seu irmão, contudo, por uma leitura equivocada, alguns pesquisadores registram o termo como "consignário". Não consta no Catálogo de Sesmarias, editado pelo Arquivo Público Mineiro (ed.1988), qualquer sesmaria em seu nome, na região de Três Pontas. Consta do referido Catálogo uma sesmaria, em nome de JOSÉ FERREIRA DE BRITO, requerida na PARAGEM DO MARANHÃO, freguesia de Aiuruoca (SC. 265 p.167, em 06/MAI/1797, APM). Não conseguimos descobrir se é o mesmo indivíduo ou se é um homônimo. Acredita-se que a casa existente na chama "Estância do Mota", tenha sido a sede de suas terras. Não há documentação comprobatória dessa suposição, há apenas indícios, baseados nas confrontações das terras de seu irmão e das sesmarias do Arraial e da Capela de Nossa Senhora da Ajuda, além de outra duas.
Anônimo disse…
RIO VERDE

A "Espera", é uma bairro rural situado às margens do RIO VERDE, na barra do Ribeirão da Espera. Era conhecido desde os primórdios do Séc. XIX, com a denominação de AJUDÁ DA ESPERA, segundo Cunha Matos, em sua obra, "Corografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837)". (vol.1 p.122 Ed. Itatiaia, 1981). Naquel época, havia lá 35 fogos e 292 almas. Foi um movimentado PORTO FLUVIAL, onde pequenos barcos ancoravam, trazendo mercadorias para a cidade de Três Pontas e Pontal (Elói Mendes). Com a construção da Estrada de Ferro, ligando Três Corações a Tuiuti (atual Juréia) e fazendo conexão com a Estrada de Ferro Mogiana, perdeu sua expressão como PORTO, mas foi favorecida com a construção de uma estação ferroviária. Na época, por iniciativa de Francisco Garcia de Miranda e Manuel Piedade Rabello à estação da ESPERA,foi construída uma estrada de rodagem ligando a cidade à estação da ESPERA, melhoramento que favoreceu exportação dos produtos agrícolas do município. Nesta época, a Estrada de Ferro Três-Pontana ainda não havia sido construída.
Anônimo disse…
NAVEGAÇÃO FLUVIAL - RIO VERDE

Passava por Três Pontas a estrada que ligava PITANGUI e FORMIGA à cidade de CAMPANHA, mas, tendo em vista a precariedade da mesma, o comércio local procurava uma solução para o problema. Em 15 de janeiro de 1863, com a finalidade de explorar a navegabilidade do RIO VERDE, sob a inspiração de João Capistrano Ribeiro Alckmin, Juiz Municipal, criou-se a Associação Patriótica Três Pontense. A idéia prosperou e, em 15 de agosto de 1863, ancorou na PONTE DO RIO ESPERA, a duas léguas da cidade, a barca "Sant´Anna", dirigida por Antônio Bernardes da Cunha, patrão da embarcação, e mais seis tripulantes. A barca media 60 palmos de comprimento por 12 de largura. Mas apenas a metade de sua capacidade foi utilizada nesta viagem, tendo em vista as dificuldades apresentadas pelo LEITO DO RIO VERDE. Trouxe uma carga de 150 sacos de sal. Seu ponto de partida foi CAPIVARI. O empreendimento não prosperou por dificuldades técnicas. No trajeto havia pelo menos seis corredeiras, com muitas pedras de difícil remoção. O ponto crítico era o local conhecido por Salto Grande (Estrella Mineira, 23/AGO/1863)
Anônimo disse…
Há uma referência, citada às fls.40, da obra que estuda a genealogia da Família Reis, sobre a travessia de um rio. Trata-se de um episódio que ocorreu com "Sô Nico", filho de José dos Reis e Silva e de dona Ana Ricardina, nascida em Carmo da Cachoeira. "Sô Nico", neto de Gabriel e Bazilissa (Basiliça), nascido em Três Pontas, participaram de uma pequena viagem, realizada numa tarde de comemorações. O autor, José Ovídio diz: "Foram a pé para a Estação de Batista de Mello, Município de Varginha, pegaram um trem com destino à Estação de Nogueira, a fim de visitar Targino Nogueira. Ao desembarcarem, atravessaram o rio e chegaram à fazenda do Sr. Targino, a pouca distância do rio".
Anônimo disse…
O Padre Manoel Francisco Maciel, no período que esteve com Pároco da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, buscou encontrar informações sobre o primeiro morador da Cachoeira dos Rates, Manoel Antonio Rates. Buscou apoio em Ary Florenzano (Ari). Depois de exaustiva busca, a carta, datada de 15 de abril de 1957 registra algumas informações sobre a questão levantada pelo referido Pároco. Do conteúdo da carta, o que corresponde ao tema de hoje, são dois registros.

Lavras, 15 de abril de 1957.

Caro amigo Padre Manoel.

Muita saúde, paz e felecidades, é o que vos desejo. Só agora tenho terminado as primeiras pesquisas sobre a fundação de Carmo da Cachoeira, de acordo com apontamentos existentes nos livros paroquiaes de Lavras e Carrancas que trouxemos de Campanha.
Em passando os olhos nos restantes, se poderá concluir com mais firmeza os nossos pontos de vista sobre essa boa terra.
Sobre a data precisa do povoamento de Carmo da Cachoeira pairam ainda bastante dúvidas, por carência de documentos, pois esse negócio de fulano disse, fulano contou, não é firmeza e nem base para a construção de alicerce para o monumento que nos propusemos construir, o que servirá de espelho para o futuro dessa boa terra. Segundo pois, os assentamentos dos livros paroquiaes de Carrancas e Lavras, de matrimônio e batizados, que me vieram as mãos, posso concluir, ou substimar, por enquanto, o seguinte:

-pelos assentos se vê e observa que existem duas localidades com nome quase distintos, ou talvez fosse o mesmo. Trata-se do Deserto Dourado, o qual algumas vezes as certidões dizem Deserto Dourado Desnudo, outras vezes Deserto Dourado Ermo, me parecendo, no entanto, que eram lugares diferentes. Deserto Dourado Desnudo talvez os campos de São Bento do Campo Belo, e Deserto Dourado Ermo, as matas virgens que circundavam Carmo da Cachoeira, que ainda não tinha um nome determinado; aliás, nessa época a família RATES, já residia nessa localidade, conforme certidão abaixo: (aí, cita ele registros já conhecidos de todos, através do Professor Wanderley Ferreira de Rezende).
Vejamos outro assento:

- Em 04/MAR/1794, na Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Paraizo, foi batizada Ana/ Ana Christina dos Reis (Cristina), filha legítima do capitão Manuel dos Reis e Silva e de Mariana Vilela do Espírito Santo.

A mais significativa: Em 08/AGO/1794, na Ermida de Nossa Senhora das Dores do Paraizo, foi batizado Inácio, filho de MIGUEL ANTONIO RATTES e ANTONIA MENDES DE ANDRADE. Viu? Uma vez que a FAMÍLIA RATTES, não batizou seus filhos em São Bento, é porque fatalmente em sua fazenda já existia Ermida, que ora chamava Bom Sucesso, ora Nossa Senhora das Dores, tudo do Paraízo. Quero crer, assim, que o primeiro nome de Carmo da Cachoeira seria BOM SUCESSO DO PARAIZO ou Nossa Senhora das Dores do Paraizo, depois, Carmo da Boa Vista. Mas os restantes dos livros pedidos, é que dirão a verdade.
Sem mais, aguardando as suas boas notícias. Aqui o amigo e creado e admirador. ARY FLORENZANO.
Anônimo disse…
FAZENDA PARAÍSO (grafado por Ary Florenzano(Ari), como PARAIZO.

Imóvel rural que pertenceu ao capitão Diogo Garcia da Cruz, situado entre os municípios de Três Pontas e Nepomuceno, no Sul de Minas Gerais. Alguns biógrafos do Capitão Garcia afirmam que a sede era no município de Nepomuceno, todavia, o historiador e genealogista trespontano, Amélio Garcia de Miranda, registra que se situava no município de Três Pontas. Uma das últimas referências sobre a fazenda é que ela passou a ser propriedade de seu filho capitão Francisco Garcia de Figueiredo, casado com Maria Tereza de Figueiredo (Maria Tereza do "Mato"). Este último casal deixou grande descendência no Sul de Minas (AGM, in RIHGMG. VII p.525). Atualmente a propriedade, ou parte dela, pertence à Maria Tereza Rodrigues de Figueiredo e seus filhos, com a denominação de "Fazenda do Mato". Há na sala da sede da fazenda uma bela e antiga capela que, segundo a tradição, foi construída pelo Capitão Garcia.

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