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Monsenhor Antônio Joaquim da Fonseca

 Paróquia da Nossa Senhora do Carmo de 1884 a 1900

Um santo sacerdote! Mons. Fonseca nasceu em Três Corações, no dia 8 de outubro de 1849. Seus pais: Mariana Amélia da Fonseca e Cap. João Antônio da Fonseca, tido por Bernardo da Veiga como um dos homens importantes e dedicados ao progresso da cidade, cujo falecimento se deu em 30 de outubro de 1876 (cf Almanak Sul-Mineiro, 1884, p. 104).

Seus estudos iniciais as primeiras letras, foram feitos na escola do Prof. Octaviano Augusto Cézar, em Três Corações. Mais tarde, transferiu-se para o conceituado Colégio Campanhense, do já conhecido e renomado Antônio de Araújo Lobato, tendo sido aluno do Prof. Antonio José Rodrigues de Morais.

A vocação para o ministério sacerdotal nasceu-lhe muito cedo, mas sua admissão no seminário foi dificultada em razão de seu estado de saúde. Em melhores condições, algum tempo depois, reafirmou seu desejo e partiu para o seminário.

A caminhada para o sacerdócio foi árdua, exigente, extensa. O seminarista, entretanto, mostrou-se persistente, aproveitando cada fase para aprofundar-se no conhecimento de Deus.

De 1884 a 1900, Mons. Fonseca estava à frente na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira. Sobre sua presença benfazeja em Cachoeira, afirma Bernardo da Veiga: “Sob a distinta direção do inteligente Rezmo. Vigário Antônio Joaquim da Fonseca, funciona um colégio, que conta cerca de 30 alunos, e no qual são ensinados todos os preparatórios exigidos para a matrícula nos cursos superiores” (Almanak Sul-Mineiro, 1884, p. 190). O aludido centro de formação recebeu o nome de Colégio de Santo Tomás de Aquino e tinha em seu quadro docente os professores Manoel Malaquias de Lana, também vice-diretor, e João Thomas de Aquino Villela.

Passado um tempo, tornou-se “vigário ambulante” cooperando com vários colegas no trabalho de várias paróquias da região.

Monsenhor Fonseca faleceu por volta das 20 horas de 1º de agosto de 1919. A celebração das exéquias foi feita na Matriz da Sagrada Família de Três Corações. Participaram piedosamente das cerimônias e do cortejo rumo ao cemitério São João, onde Mons. Antônio Joaquim da Fonseca foi sepultado, vários religiosos e congregações, “coisa nunca vista na cidade”.

Esta construção é a "Casa de Instrução Particular" que aparece na imagem abaixo ao fundo e a esquerda.

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