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Casa de Residência de Rita Victalina de Souza

Segundas núpcias de José Fernandes Avelino

Foi a casa que hoje está com o seguinte endereço: rua Artur Tibúrcio, 398, esquina com a rua Dr. Veiga Lima, centro de Carmo da Cachoeira em Minas Gerais.

A declaração abaixo é fruto de uma doação que Rita Vitalina de Souza fez à sua escrava Esméria.

José Fernandes Avelino além da casa de residência no arraial era proprietário em condomínio com sua primeira mulher, Maria Clara Umbelina, da Fazenda Saquarema (alcunha dada aos membros do Partido Conservador durante o período Imperial).

Ainda hoje, o nome da referida fazenda é preservado. Esse nome está diretamente ligado ao doador de parte do patrimônio de Nossa Senhora do Carmo. Ele é um dos descendentes da Família Terra, através de Izabel Gertrudes Moraes que, com idade de 30 anos, casou-se com João Fernandes dos Santos. José Fernandes Avelino foi filho único do casal. Seu avô, Alf. Manoel Francisco Terra que faleceu em 26.10.1809, com 73 anos de idade, na mesma fazenda de sua propriedade, onde sempre morou com sua família, situada na Comarca do Rio das Mortes. Seu testamento continha 68 páginas com data de abertura em 17.7.1813, encontra-se no Museu de São João Del Rey.

Consta no documento:

Eu, Manoel Francisco Terra, morador em minha Fazenda dos Barreiros, Freguesia de Santana das Lavras do Funil do termo de São João Del Rey, declaro que sou natural da Freguesia de Prados, filho legítimo de Domingos Francisco Terra e de Izabel Pires de Moraes (...)

Declara que é casado com Ana Vitória de Jesus com quem fez sempre vida marital e de cujo matrimônio teve nove filhos.

No ano de seu falecimento, em 1809, Manoel Francisco Terra tinha três filhas casadas, sendo Izabel Gertrudes de Moraes, casada com João Fernandes dos Santos.

O filho desse casal, José Fernandes Avelino, teve uma grande projeção social e política regional. Ele integrou-se à milícia civil, representando o poder armado dos proprietários. Possuía a patente militar de Tenente Coronel da Guarda Nacional, o que significava um título de oficial superior. Esse cargo criado em 1831 era quase honorário. Os seus titulares encontravam-se, muitas vezes, ausentes dos seus regimentos, portanto este oficial coadjuvava e substituía o coronel.

Os moradores mais pobres acreditavam que os coronéis poderiam trazer-lhes proteção de segurança, e assim começaram a atribuir-lhes poderes. Com o decorrer do tempo, esses Coronéis se transformam, realmente, em homens poderosos, legitimados pela comunidade. Dessa forma, este conceito se ampliou, criando pessoas com poder, gerando uma época de mandonismo secular das elites brasileiras. José Fernandes Avelino fazia parte da política partidária da elite do Brasil durante o Segundo Reinado.

Aos 25 anos, o Tenente Coronel casou-se com sua prima Maria Clara Umbelina. Enviuvando-se contraiu segundas núpcias, também com parente, sua prima Rita Victalina  de Souza. José Fernandes Avelino faleceu em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais aos 70 anos, em 1878.

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