Pular para o conteúdo principal

Criança em traje em Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Grupo de Congada de Oliveira, Minas Gerais em visita a Carmo da Cachoeira.
Foto: Maria do Carmo - Arte: TS Bovaris

Próxima imagem: Solidariedade em terras de São Pedro de Rattes.
Imagem anterior: Fazenda do Leme em Carmo da Cachoeira.

Comentários

projeto partilha disse…
O Sétimo Anuário Eclesiástico de 1945, p.24 informa que o Vigário da Vara de Guaratinguetá que, das cinco igrejas que encontrou no sul de Minas, no ano de 1747, Carrancas foi a que mais se desenvolveu. Em seu território, vastíssimo, muitas capelas e ermidas vieram atestar, no correr dos tempos, a grande jurisdição do pároco de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas. Nos registros paroquiais aparecem, como desdobramentos de Carrancas e Lavras:
1732 - Nossa Senhora da Conceição do Rio Grande
1737 - Nossa Senhora do Rosário da Cachoeira do Rio Grande
1748 - Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande abaixo
1749 - S. Miguel do Cajurú
1751 - Sant´Ana das Lavras do Funil
1752 - Nossa Senhora da Conceição do Pôrto Real do Rio Grande
1755 - Nossa Senhora da Conceição do Saco
1757 - Santo Antônio do Curralinho
1763 - Santo Antonio do Rio Verde
1767 - Divino Espírito Santo das Pitangueiras
1768 - Senhor Bom Jesus do Matozinhos (depois: dos Aflitos) do Sapucaí, prov. de 23 de agosto
1768 - Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas, prov.de 5 de out. (cont)
projeto partilha disse…
(continuação coment. anterior):
1770 - S. Tomé das Letras, prov. de 23 de março
1770 - São Bernardo do Macaia
1770 - Senhor Bom Jesus dos Perdões da Mata, prov. de 3 de agosto
1771 - Sant´Ana do Campo Belo
1772 - Nossa Senhora do Monte do Carmo do Jaguara
1772 - Santo Inácio

1772 - Santo Antônio do Jaguara
1776 - São João Nepomuceno dos Perdões (depois: das Lavras)
1782 - SÃO BENTO DO CAMPO BELO
1784 - Nossa Senhora das Dores do Pantano
1785 - Nossa Senhora das Dôres do Paraíso
1791 - Santa Teresa
1792 - Divino Espírito Santo do Sertão (depois: do Sapé)
1793 - Bom Jesus do Campo Belo
1795 - Divino Espírito Santo das Catanduvas
1796 - Santo Antônio da Ponte Nova
1798 - Nossa Senhora o Carmo de Luminárias
1801 - Nossa Senhora do Rosário de Capivari
1803 - SÃO DOMINGOS DA BARRA
1804 - São Francisco
1805 - NOSSA SENHORA DO CARMO DO MARANHÃO.
projeto partilha disse…
O REGISTRO GERAL DO RIO GRANDE foi oficializado desde 1714, segundo o que consta p.805 do ano de 1901. Arquivo Público Mineiro, porém com pequeno movimento. Foi seu provedor, até 1733, Tomás Vás de Lima, nat. de Ponte de Lima.
projeto partilha disse…
Padre Flávio Antônio de Morais Salgado. Dados obtidos do Almanaque Sul Mineiro. Ano de 1874, p.70:"O Pe. Flávio Antônio de Morais Salgado, cujo corpo foi sepultado na Igreja Matriz desta cidade (Campanha) a 4 de agosto de 1849 (...) o padre Flávio não podendo mais viver em uma terra que lhe oferecia amargas recordações, disse a Lavras um adeus que sua vida futura tornou para ele eterno, e veio residir em Campanha. Principiou a desprezar o mundo como falso prometedor, e a dedicar sua existência ao serviço de Deus e dos homens. A fama de suas virtudes e de sua inteligência transpôs as montanhas desta terra (Campanha), sendo ele proposto para dirigir uma Diocese; e esta honra bem mereceu o vigário da vara Flávio Antonio de Morais Salgado, que baixou à terra chorado por uma população inteira."
projeto partilha disse…
Transcrição de documento por Edriana Nolasco a pedido do Projeto Partilha. Tipo de Documento - Sesmaria. Ano - 1797 Caixa - 07. Sesmeiro - Joaquim José dos Reis. Local - São João del Rei. Fls. 01
AUTO DE MEDIÇÃO DE UMA SESMARIA DE MEIA LÉGUA. Data - 11 de outubro de 1797. Local - Fazenda do Bom Sucesso da Freguesia de Santana das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João del Rei Minas e Comarca do Rio das Mortes em casas de morada do sesmeiro Joaquim José dos Reis.
Fls. 03 - CARTA DE SESMARIA
(...) por sua Petição Joaquim José dos Reis morador na Freguesia das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João. Comarca do Rio das Mortes na Paragem do Bom Sucesso da mesma Freguesia e Termo se acham terras devolutas compostas de campo e matos as quais confrontam com terras dos HERDEIROS DE MANOEL ANTONIO RATES por outro lado com a sesmaria da BOA VISTA e COURO DO CERVO (Servo) e pelos mais com terras de JOSÉ JUSTINIANO DOS REIS (...) continua

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.

Inventários de Antônio Dias de Gouveia e esposa

A ntônio Dias de Gouveia , falecido em 27 de junho de 1789, teve seu inventário aberto na paragem da Ponte Falsa da Freguesia de Santa Ana de Lavras do Funil, do termo de São João Del Rey, Minas e Comarca do Rio das Mortes, tendo como inventariante sua esposa Ana Teresa de Jesus. Nos chama a atenção os limites e os bens que ficaram de herança. “(...) que de uma banda parte com fazenda de João Francisco Carvalho e com a fazenda chamada a dos Barreiros”. J á o inventário de Ana Teresa de Jesus, Ana Teresa de Jesus, filha de Maria da Assunção Franca e Manoel Alves Pedrosa, cita como seu genro Manoel Pereira de Carvalho; Gabriel Antônio de Carvalho e Joaquim Antônio de Carvalho e os filhos João Dias de Gouveia e irmãos. E aponta como bens: fazenda Chamusca – 14:090$000; fazenda Rio Grande – 3.000$000; fazenda Palmital – 200$000; terreiro fazenda Chamusca – 1.000$000; terreiro da fazenda Rio Grande – 400$000; terreiro da fazenda Caxambu – 270$000. A fazenda Chamusca ficou em comum,...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove...

O jovem João de Tomás de Aquino Villela

Família Vilela deixa seus passos marcados O Dr. Jorge Fernando membro da tradicional Família Vilela de Carmo da Cachoeira é bisneto do ilustre educador e diretor do Colégio de Santo Tomás de Aquino no povoado. O referido colégio foi citado por Bernardo da Veiga, no Almanak Sul-Mineiro , 1884, pg. 190, época em que era Vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, Mons. Antônio Joaquim da Fonseca. O texto cita o colégio e o quadro dos profissionais que o compõem. No século XIX , João de Aquino Villela, educador em uma Instituição de Ensino - Colégio de Santo Tomás de Aquino No século XX , seu bisneto, o heraldista Dr. Jorge Fernando Vilela cria um de nossos símbolos, o Brasão do Município de Carmo da Cachoeira, MG Aproveitando a oportunidade oferecida pela aproximação de pessoas da mesma família interferindo na dinâmica de ação e interação com a sociedade e o meio ambiente, vamos partilhar com os visitantes desta página, através de imagens, como era o centro da Freguesia n...

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “...