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Distrito de Palmital em Carmo da Cachoeira.

Durante visita realizada pela equipe do Projeto Partilha ao Distrito do Município de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais - Palmital do Cervo. A tomada foi realizada pouco antes de se entrar na cidade. Num determinado trecho fomos levados a parar dada a cena que se via do caminho. O responsável pelo espetáculo era um tucano que, em sua calma e plenitude mirava os que pela estrada passavam. Aproveitamos para uma panorâmica do local. No distrito seria desenvolvido o trabalho naquele dia.

A paisagem mostrada na imagem leva-nos a lembrar do estudo realizado ao se buscar saber sobre como aconteciam "as coisas" que giravam em torno de Manoel Antônio Rates, proprietário e morador junto ao Ribeirão do Carmo, no Sítio Cachoeira, na Cachoeira dos "de Rates" (Cachoeira dos Rates), freguesia de Lavras do Funil, Comarca do Rio das Mortes no século XVIII e situada numa área sertaneja.

A dúvida surgia pelo fato do atual Município de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, ficar relativamente distante dos maiores rios que banham a região e que formam as bacias dos Rios Grande e Sapucaí (Sapucahy) - Rio Verde, Rio Ingaí, Rio do Cervo, entre Ribeirões, Ribeirotes e pequenos córregos (corgo). O mais próximo de Manoel Antônio era o Rio Couro do Cervo (Ribeirão Couro do Cervo) e sobre ele buscavamos documentos, ainda não localizados, que comprovassem a produção de ouro no local. Se havia ouro em seu curso, até o momento, não localizamos dados que o comprove. Assim, no local deveria haver outro tipo de atividade econômica que garantisse a sobrevivência dos poucos que aqui moravam. Por sua própria natureza e localização, o local estava fora das rotas pensadas pelos colonizadores e dos olhos das unidades fiscalizadoras paulistas e mineiras. Lugar Sagrado, pela presença da natureza intocada e protetora, servia de abrigo e refúgio àqueles que buscavam encontrar refúgio e paz.

As terras, na época estavam em poder do vigário da vara, a quem competia pensar como conduzir o processo de povoamento local.

Dentre os trabalhos consultados lembramo-nos, estimulados pela imagem acima de um, desenvolvido por Carlos Eduardo Suprinyak e Cristiano Corte Restitutti, "Os muares e as minas: Relações entre a demanda mineira e o mercado de animais de carga nos séculos XVIII e XIX."

Comentários

projeto partilha disse…
Em documento apresentado pelo Projeto Compartilhar, transcrito por Flávio Marcos dos Passos a pedido de Regina Moraes Junqueira. Ano 1807. Arquivo Museu Regional de São João del Rei, cujo inventariante foi Antonio dos Reis Silva, o padre João Reis Silva, com a assinatura de Alexandre Gomes do Nascimento no POUSO real, em 27 de setembro de 1802, faz seu testamento: "Nomeio para meus testamenteiros ao Capitão Antonio dos reis Silva e o capitão Manoel do Nascimento Vilella e o alferes Domingos dos Reis Silva meus irmãos todos moradores nesta Comarca de São João Del Rei digo os quais irão sucedendo uns aos outros gradualmente e poderão dispor de meus bens assim em juízo e como fora dele".
"Declaro que suposto tenho herdeiro necessário ou legítimo que é minha mãe, dona Andreza Dias de Carvalho. Somente contudo por larga e grave enfermidade que padeço há mais de dezoito anos (...)."
"Declaro que meu patrimônio é em terras de cultura desta fazenda de POUSO real tendo hipotecado por uma escritura ao dito meu irmão Antonio Dos reis Silva de dívidas que lhe devo de assistência que tem feito o que por mim pago e por isso lhe pertence o direito dele e o que resta (...)."
Observação: Carta de Sesmaria na Paragem Fortaleza. Estrada de São João del Rei para Campanha do Rio Verde, Arquivo Público Mineiro - SC94, p.119verso, de 08-06-1752.

Dívidas: Antonio Lopes Chaves; Capitão Antonio dos Reis e Silva; Isabel Soares; José Martins Fagundes; Francisco Gonçalves da Cunha.

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