Pular para o conteúdo principal

João Gomes Nascimento em Tomazelli

O patriarca da Família Gomes do Nascimento

O primeiro João Gomes do Nascimento que aparece na obra As Famílias de Nossas Famílias, da pesquisadora e genealogista Apparecida Gomes do Nascimento Thomazelli, é o patriarca da Família Gomes do Nascimento no Brasil. Inventário MRSJDR cx. 590. Inventariante sua mulher, Rita Maria da Conceição. Sítio Pouso Alegre (Pouso Real).

Natural da Freguesia de Santa Maria da Vila Nova, do antigo termo da Vila de Barcelos, hoje Concelho e Comarca de Barcelos, na província do Minho, Arcebispado de Braga, Portugal, situada a 41º 31,8’ de latitude norte e a 0º 30,8’ de longitude, acerca 12 Km da fazenda do Cavado, à direita do qual se situa, e de 15 a 19 Km a oeste de Braga.

O filho do Patriarca da Família Gomes do Nascimento

O João Gomes do Nascimento (II) (fls. 112 Thomazelli) foi o 14º filho do patriarca João Gomes do Nascimento c.c Rita Maria da Conceição. Em 1747 o patriarca leva à pia batismal sua primogênita Maria na Capela de Ibertioga, filial da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo - Barbacena. O filho João, portanto, deve ter nascido por volta da década de 1770 - século 18.

Thomazelli, cita este filho do Patriarca, às fls. 212 de sua obra. Esse 14º filho, João Gomes Nascimento foi c.c Vicência Maria Perpétua, filha legítima de José da Costa e de Maria Inácia. Esse casamento aconteceu aos 21.6.1792, século XVIII, na Capela de Santa Rita da Vila de Barbacena.

João Gomes do Nascimento c.c Luciana Cândida de Jesus não é o 14º filho do Patriarca João Gomes do Nascimento.

O neto do Patriarca da Família Gomes do Nascimento

O terceiro João Gomes do Nascimento (III), neto do Patriarca, filho do casal Inácio - Joana (Ignácio Gomes da Rocha) e a 2ª filha do Patriarca, Joana Maria da Conceição, moradores em São Thomé das Letras, situada bem no cimo da Serra das Letras acerca de 1400 metros de altitude. João Gomes do Nascimento (III), o neto do Patriarca, faleceu por volta de 1845, em Três Corações, Minas Gerais, seu filho João Pedro do Nascimento, em 1846, fez proceder-se ao  inventário de seus bens pelo Juízo Municipal de Três Corações do Rio Verde. Foi nomeado como louvado de João Gomes o Tenente Francisco Inácio de Souza, pai de Rita Victalina de Souza c.c o viúvo, José Fernandes Avelino. João Pedro do Nascimento, com 25 anos de idade, em 1838 era dono da Fazenda do Rio do Peixe, em Três Corações.

João Gomes do Nascimento (IV) é apresentado em apêndices

O quarto João Gomes do Nascimento (IV) (fls. 197 Thomazelli), em - apêndice - Francisco Alexandre do Nascimento c.c Sinhá de Moura. Francisco Alexandre era irmão de Joaquim Gomes do Nascimento, mais conhecido pelo nome de Joaquim Alexandre c.c Maria Caetana, natural de São João del Rei.

Francisco Alexandre e Sinhá de Moura foram pais de João Gomes do Nascimento (IV).

João Gomes do Nascimento (V) cachoeirense

Vasculhando antigos documentos cartoriais em Carmo da Cachoeira encontramos o nome de um certo João Gomes do Nascimento (V) c.c Luciana Cândida de Jesus, proprietário da Fazenda da Cava.

Em 1851, numa relação de Relação de Jurados, Amélio Garcia de Miranda em, A História de Três Pontas, 1ª Edição, 1980, fls. 101, sob número 125 mostra João Gomes do Nascimento como morador na Fazenda da Cava, situada a 4,5 léguas da vila de Três Pontas. Da referida relação constam outros nomes na mesma fazenda. São eles: João da Matta Ribeiro; Manoel Joaquim Gonçalves de Brito; Manoel José Ribeiro; e Manoel Francisco de Oliveira e Sousa.

Esse João Gomes do Nascimento aparece em outros documentos eclesiásticos e civis no século XIX.

Num dos documentos, Dona Luciana Cândida de Jesus é citada como Luciana de Tal. Alguns dos antigos cachoeirenses, acompanhando a tradição e, por falta de dados documentais para contar suas histórias, diziam:

De Tal é uma referência aos Rates. — Histórias que o povo conta…

Embora os arquivos estejam repletos de documentos sobre nossos ancestrais ainda são muitas as pendências encontradas por todos nós que buscamos saber mais sobre nosso passado. Vejam fls. 71 do inventário do Patriarca João Gomes do Nascimento, lê-se em uma transação acontecida em Pilar de São João del Rei.:

Ana de Tal, filha de Domingos Ferreira com quem vive em boa harmonia (...) buscando ligar essa filha de Domingos Ferreira encontramos, em 1718, Domingos Ferreira Louro comprando de vários possuidores com Domingos Ferreira Rates, Domingos Ferreira (A?) Couto e João e (...) Fernandes. — Lacunas a serem preenchidas.

Os Gomes Nascimento se ligavam com muita frequência às famílias de bandeirantes paulistas. Um exemplo, só para ilustrar. O nono filho do Patriarca, João Gomes do Nascimento, Alferes José Gomes do Nascimento c.c em 1ªs núpcias, Narcisa Maria de Nazaré é citado no inventário de João Alves Pedrosa e Maria Fernandes de São José, no ano de 1805.

Outro dado sobre João Gomes do Nascimento:

Lourenço Gonçalo Braga residente no município de Varginha, em 12.5.1894 constitui procuradores por falecimento de sua sogra Luciana de Tal no inventário judicial, casada que foi com João Gomes Nascimento: Francisco José da Silva e Raphael Gomes de Lima, residentes no município de Bambuy - MG. 

Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Carmo da Cachoeira: A Fronteira entre SP e Minas

Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...

Monsenhor Nunes - 50 anos de sacerdócio

  Em 9 de fevereiro de 2008, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo , em Carmo da Cachoeira , registrou em palavras a gratidão a Monsenhor José Nunes Senador pelos seus cinquenta anos de vida sacerdotal . Poucos anos depois ele partiria, e, com o tempo, sua figura foi ficando mais discreta na memória pública. No entanto, quem conviveu com ele lembra bem do modo familiar com que tratava a todos e da facilidade com que transitava entre as famílias da cidade, conhecendo pessoas, histórias e caminhos. Esse jeito próximo fez dele não só um pastor atento à comunidade, mas também uma ponte importante para o fortalecimento de grupos e comunidades ligadas à paróquia. Ao lado dele, muitas iniciativas pastorais tomaram forma; e, graças às histórias que contava e às pessoas que indicava, boa parte do trabalho de resgate da memória local realizado pela professora Leonor Rizzi pôde avançar em poucos anos o que, em condições normais, exigiria décadas de pesquisas de campo, tanto na área urbana quant...

Leonor Rizzi: O Legado do Projeto Partilha

Um Resgate da Memória de Carmo da Cachoeira A história de um povo é construída não apenas por grandes eventos, mas pelo cotidiano, pela fé e pelo esforço de seus antepassados. Em Carmo da Cachoeira , essa máxima foi levada a sério através de uma iniciativa exemplar de preservação e descoberta: o Projeto Partilha . Liderado pela Profª Leonor Rizzi , o projeto destacou-se pelo rigor acadêmico e pela paixão histórica. O intuito era pesquisar a fundo a origem de Carmo da Cachoeira, indo além do óbvio. A investigação buscou a documentação mais longínqua em fontes primárias, estendendo-se desde arquivos em Portugal até registros no Brasil, mantendo contato constante com pesquisadores de centros históricos como Porto , Mariana , Ouro Preto e São Paulo . A metodologia do projeto foi abrangente. Além da consulta a documentos genealógicos digitais, houve um trabalho minucioso nos Livros de Diversas Paróquias e Dioceses . Neste ponto, a colaboração eclesiástica foi fundamental: o clero da Paróq...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Carmo da Cachoeira: A Fronteira entre SP e Minas

Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A História de Carmo da Cachoeira: O Resgate de Leonor Rizzi

A professora Leonor Rizzi dedicou-se a organizar dados que resgatassem a origem mais remota da ocupação europeia na região que viria a ser Carmo da Cachoeira . Por isso, tomou como marco inicial de suas Tabelas Cronológicas a trajetória do nome Rattes , ligado à primeira família europeia conhecida na área. As Tabelas Cronológicas 1 e 2, aqui unificadas, procuram situar Carmo da Cachoeira dentro de uma linha do tempo ampla, que vai das tradições medievais ligadas a São Pedro de Rates até o ciclo do pau-brasil e da cana-de-açúcar no Brasil . publicado originalmente em 21 de janeiro de 2008 Dos primórdios até o ciclo do pau-brasil Tabelas Cronológicas 1 e 2 unificadas A leitura de longo prazo proposta por Leonor Rizzi começa no campo da tradição cristã. No ano 44 , conta-se que Santiago, apóstolo , teria passado pela serra de Rates e sagrado Pedro de Rates como primeiro bispo de Braga . Essa figura, ligada ao imaginário medieval, é um dos fios que mais tarde aproximariam o topôn...