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Os correios sempre presente no Município

Adendos para a obra Carmo da Cachoeira Origem e Desenvolvimento

Às folhas 54 a obra Carmo da Cachoeira Origem e Desenvolvimento, 2ª Edição aumentada, nosso querido e sempre lembrado Prof. Wanderley Ferreira Resende registra este legado: 

Quando ainda não tínhamos a estação da Rede Mineira de Viação (antes de 1925) e nem mesmo se falava em automóveis, os meios de comunicação eram difíceis e as viagens eram feitas a cavalo; as mercadorias para os comerciantes eram trazidas em carros de bois e os viajantes, que eram conhecidos pelo nome de, ‘cometas’ (...).

Wandico, como era conhecido o autor do legado já falava em Correio e diz:

Outra coisa que servia de distração ao povo, eram os jornais. Tínhamos correio às segundas, quartas e sextas-feiras e as malas vinham de Três Corações, conduzidas a cavalo pelo José Mariano. Às 14 horas em ponto, nos dias marcados, ele dava entrada na praça.

Parava o velho cavalinho em frente ao correio, descarregava as malas, deixava o cavalo solto, a pastar pela praça, ia entregar algumas encomendas que lhe tivessem feito (...). O correio no início do século XX funcionava “ali onde agora está a casa paroquial construída pelo Cônego Zequinha. O agente do correio na ocasião citado foi Álvaro Dias de Oliveira. Com a inauguração da Estação da Rede Mineira de Viação, as malas do correio passaram a ser conduzidas pela estrada de ferro. Diz o professor que, o povo se inteirava das notícias, para saber o que ocorria pelo mundo afora, principalmente durante a guerra de 1914 e 1940, através dos jornais trazidos no Arraial pelo José Mariano.

José Sebastião do Prado em 19.03.1918, morador no distrito do Rio Verde, Estafeta Postal da linha Rio Verde a Carmo da Cachoeira - Minas Gerais, constitui procuradores em Belo Horizonte (...) para receber na Delegacia Fiscal do Thezouro Nacional no Estado de Minas Gerais, “os vencimentos relativos ao mez de dezembro de 1916, como estafeta postal da referida linha. Assina por ele Francisco Antonio Rezende”.

Conforme temos estudado a condução da correspondência era feita por “Pedestres” e “Estafetas”. Em 1860 e 1870 surgem referências sobre carteiros em Ouro Preto, São João Del Rei e Sabará. O uso de foguetes ainda se fazia perceber em Campanha no Sul da Província. Havia, também, na época os caminheiros que eram contratados pelas agências e Câmaras Municipais.

Anexamos a este trabalho uma publicação no Diário Official, em 25.X.1933, expedido pelo Palácio da Presidência da República conforme proc. 50.297/32 que nomeia Emma Dias de Oliveira para exercer, interinamente, o cargo de agente postal de Carmo da Cachoeira, assinado em 13 de outubro de 1933 pela 112º da Independência e 45º da República.


O Tatonho, cujo apelido carinhoso utilizado pelos cachoeirenses, era o conhecido e eficiente Agente de Estatística local, Antonio Batista de Sant'Ana. Ainda hoje, é lembrado pelas famílias tradicionais da cidade. Ele nos deixou um legado, através de cópia de trabalho realizado e guardado com zelo por Antônio Bonifácio Maciel, que corresponde a transcrições dos trabalhos e publicações do Almanak Sul Mineiro. Pouca coisa ficou, entre elas esta. Está assim especificado: Cópia datilografada por Antonio Batista de Sant´Ana. Carmo da Cachoeira, 28 de fevereiro de 195(?). Sobre os correios ele cita em São Thomé das Letras como Correio Postal, João José Peixoto, Agente.





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