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Santo Agostinho

- 28 de agosto –

Nascido a 13 de novembro de 354, em Tagaste, morreu aos 75 anos em Hipona, cidades do norte da África (Argélia). Converteu-se ao cristianismo católico aos 33 anos de idade, sendo batizado por Santo Ambrósio. Vendeu todo seu patrimônio e doou aos pobres. Aos 42 anos foi eleito bispo de Hipona onde permaneceu até sua morte. Deixou muitos tratados filosóficos, teológicos, sermões, cartas e comentários da Bíblia, num total de 113 obras escritas. Dentre elas, destacamos os Diálogos, tais como Solilóquios, Contra os Acadêmicos e o Livro das Disciplinas; os Apologéticos Como da verdadeira religião e a Cidade de Deus; os Dogmáticos como a Trindade e A Imortalidade da Alma. Além de livros morais, pastorais, monásticos e exegéticos. Era chamado de DOUTOR DA GRAÇA, por sua profunda compreensão sobre o tema. É muito profunda sua reflexão sobre o livre-arbítrio, onde demonstra filosoficamente que o mal é a ausência do bem e, portanto, Deus é a completa personificação do bem. Na sua autobiografia Confissões, no livro décimo, capítulo 27, vemos a mais bela declaração de amor a Deus:

"Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! E, no entanto, estavas dentro de mim e eu fora, a te procurar! Estavas comigo, e eu longe de tl. Tu me chamaste, gritaste por mim e venceste minha surdez. Brilhaste, e teu explendor pôs em fuga minha cegueira. Exalaste o teu perfume, respirei-o, e agora suspiro por tl. Eu te saboreei, e agora sinto fome e sede. Tocaste-me, e o desejo de tua paz me inflama".

Tão linda declaração de amor só poderia vir do conhecimento daquele que é AMOR. É o resumo da ópera de nossas vidas. Somos educados para a vida, para o amor, mas vivemos constantemente de olhos fechados, corações adormecidos, ouvidos tapados e todos os sentidos bloqueados para o essencial, para o mais importante que é Deus. Muitas vezes sabemos da existência DELE, concordamos e até aceitamos o senhorio DELE, mas não O conhecemos e sem conhecer não conseguimos amar. Sempre que nos abrimos quase chegamos perto DELE; mas, quando vivemos um ato forte de confronto interior, aí sim percebemos, como Santo Agostinho, a beleza e a intensidade do nosso DEUS. Imitar e lembrar-se desta belíssima declaração de amor é a consequência direta do início de uma nova relação homem/DEUS.

Felizes os que encontram DEUS, mas mais felizes os que encontram DEUS mais cedo!

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