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Reflexão da Liturgia - Diácono Carlos Henrique.


Reflexão da Liturgia da Palavra de Quarta-feira da V Semana da Páscoa
Dia 13 de maio

Memória de Nossa Senhora de Fátima
Dia da Abolição da Escravatura
Comunidade São Pedro de Rates

O mundo, criado por nosso Deus Pai e Criador de tudo, é o mundo das diferenças. Na verdade, cada ser humano, cada criatura tem as suas peculiaridades, características próprias. no entanto, o mundo, governado pelos homens, transformou-se no mundo das desigualdades. São muitos os absoudos os escândalos que marca nossa realidade social. Os pobres são cada vez mais pobres, os ricos cada vez mais poderosos. E assim, uma grande característica de nossa sociedade é a exclusão, a marginalização e a opressão.
É interessante perceber que essa situação de exclusão não é só nossa, não é só da atualidade. A liturgia da Palavra de hoje nos trouxe na primeira leitura os primeiros versículos do capítulo 15 dos Atos dos Apóstolos. Trata-se do relato dos inícios do Concílio de Jerusalém. Houve um grupo de judeus convertidos ao cristianismo que queria impor aos pagãos que passassem por todos os ritos próprios do judaísmo, sobretudo a circuncisão, para depois se tornarem seguidores de Jesus Cristo. A decisão dos apóstolos, iluminados pelo Espírito Santo, foi de promoverem a unidade, por isso não impuseram aos pagãos um peso desnecessário, um obstáculo para sua conversão.
O trecho do Evangelho de João (15,1-8), proclamado hoje, é a grande proposta de Jesus para que vivamos na unidade, na solidariedade e na comunhão. A figura da videira verdadeira ressalta a necessidade de nos mantermos ligados ao nosso tronco que é Jesus e também de nos alimentarmos da seiva do seu amor. Sendo assim, somos motivados a construir no hoje de nossa história um mundo mais fraterno e solidário, menos desigual e não-excludente.
Recordar a história de nosso país, especialmente as tristes páginas da escravidão, é momento para reconhecer a mesquinhez de quem adota critérios, como a cor da pele, para separar, excluir, marginalizar, torturar e oprimir. É atitude de quem não sabe que as diferenças não são para gerar desigualdades. A abolição da escravatura deve nos conduzir à reflexão de que ninguém é mais do que ninguém. Somos iguais em dignidade e a liberdade é dom de Deus para todos.
E ainda, celebrando a memória da Virgem Maria, que apareceu aos três pastorinhos, na Cova da Iria, em Fátima (Portugual), é oportunidade de acolhermos o seu convite para seguir seu filho Jesus, a fortalecer nossa fé e confiança em Deus, a intensificar nossa vida de oração, a lutar pela liberdade verdadeira e a construir um mundo de paz e unidade.
Que nosso Senhor Jesus Cristo, pela intercessão de Nossa Senhora de Fátima, ajude-nos e nos sustente nessa missão!
Carlos Henrique Machado de Paiva
- Diácono Eleito -



Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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