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Pe. Manoel, Ary Florenzano e Cachoeira.

O Padre Manoel Francisco Maciel, no período que esteve com Pároco da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, buscou encontrar informações sobre o primeiro morador da Cachoeira dos Rates, Manoel Antonio Rates. Buscou apoio em Ary Florenzano. Depois de exaustiva busca, a carta, datada de 15 de abril de 1957 registra algumas informações sobre a questão levantada pelo referido Pároco. Do conteúdo da carta, o que corresponde ao tema de hoje, são dois registros.

Lavras, 15 de abril de 1957.

Caro amigo Padre Manoel.

Muita saúde, paz e felecidades, é o que vos desejo. Só agora tenho terminado as primeiras pesquisas sobre a fundação de Carmo da Cachoeira, de acordo com apontamentos existentes nos livros paroquiaes de Lavras e Carrancas que trouxemos de Campanha.

Em passando os olhos nos restantes, se poderá concluir com mais firmeza os nossos pontos de vista sobre essa boa terra.Sobre a data precisa do povoamento de Carmo da Cachoeira pairam ainda bastante dúvidas, por carência de documentos, pois esse negócio de fulano disse, fulano contou, não é firmeza e nem base para a construção de alicerce para o monumento que nos propusemos construir, o que servirá de espelho para o futuro dessa boa terra. Segundo pois, os assentamentos dos livros paroquiaes de Carrancas e Lavras, de matrimônio e batizados, que me vieram as mãos, posso concluir, ou substimar, por enquanto, o seguinte:

-pelos assentos se vê e observa que existem duas localidades com nome quase distintos, ou talvez fosse o mesmo. Trata-se do Deserto Dourado, o qual algumas vezes as certidões dizem Deserto Dourado Desnudo, outras vezes Deserto Dourado Ermo, me parecendo, no entanto, que eram lugares diferentes. Deserto Dourado Desnudo talvez os campos de São Bento do Campo Belo, e Deserto Dourado Ermo, as matas virgens que circundavam Carmo da Cachoeira, que ainda não tinha um nome determinado; aliás, nessa época a família Rates, já residia nessa localidade, conforme certidão abaixo: (aí, cita ele registros já conhecidos de todos, através do Professor Wanderley Ferreira de Rezende) .

Vejamos outro assento:

- Em 04/MAR/1794, na Ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Paraizo, foi batizada Ana Cristina dos Reis (Anna Christina dos Reis), filha legítima do capitão Manuel dos Reis e Silva e de Mariana Vilela do Espírito Santo.

A mais significativa:

Em 08/AGO/1794, na Ermida de Nossa Senhora das Dores do Paraizo, foi batizado Inácio, filho de Miguel Antonio Rattes e Antonia Mendes de Andrade. Viu? Uma vez que a família Rattes, não batizou seus filhos em São Bento, é porque fatalmente em sua fazenda já existia Ermida, que ora chamava Bom Sucesso, ora Nossa Senhora das Dores, tudo do Paraízo. Quero crer, assim, que o primeiro nome de Carmo da Cachoeira seria Bom Sucesso do Paraízo ou Nossa Senhora das Dores do Paraizo, depois, Carmo da Boa Vista. Mas os restantes dos livros pedidos, é que dirão a verdade. Sem mais, aguardando as suas boas notícias. Aqui o amigo e creado e admirador.

Ary Florenzano.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A Fazenda das Pitangueiras de Lavras do Funil.
Artigo Anterior:
O Rio Verde e Carmo da Cachoeira.

Outro trecho da carta de Ary Florenzano ao Pe. Manoel Francisco Maciel: "Aos 10 de fevereiro de 1796, na Ermida de Nossa Senhora das Dores do Paraízo, batiza-se Mateus, filho de Manuel dos Reis Naves e Maria da Conceição."

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A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

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