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Seminário de Mariana Memória dos 270 Anos

Lançamento do livro

E na indagação atenta de seu próprio passado que a Igreja acumula uma sabedoria divina e forma o seu senso de discernimento profético. — Fernando Bastos de Ávila, S. J. 1918 - 2010

Aproveitamos este momento para apresentar nossos protestos de gratidão, respeito, estima e consideração a tão nobre instituição denominada Seminário de Mariana que estará hoje, dia 16 de fevereiro, às 20h, realizando o lançamento do Livro “Seminário de Mariana: Memória dos 270 anos”. O evento será marcado pela realização de uma live transmitida através dos canais do YouTube da Faculdade Dom Luciano Mendes e do Seminário São José , e pode ser assistido pelos links: (FDLM) ou (SSJ). — Participe!

Tivemos conhecimento, através do seminarista Romário de Souza Lima (ITSJ), que estava em elaboração o Projeto Memória no seminário em que cursa teologia e que ele é um dos participantes. Disse-nos na ocasião que, pessoalmente, estava inserido no grupo, Álbum de Memórias. Ficamos muito focados. Fala-nos ele de um assunto que nos diz respeito. Temos muitas anotações realizadas por José Begnane com dados contidos nos arquivos da Diocese de Mariana que incorporava em sua jurisdição o território sul-mineiro (a leste do Sapucaí). Dom frei José da Santíssima Tindade (1824) visitou todas as paróquias na região e deixou-nos um legado em forma de registro. José Begnane pesquisador, fez várias transcrições a nosso pedido cujos dados nos auxiliaram a entender, um pouco mais, as dificuldades que estávamos encontrando para entender as origens de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.

Nossa ligação continuou mais uma vez com Mariana através de uma visita pastoral à Campanha, Minas Gerais, quando o bispo Dom Antônio Ferreira Viçoso ficou conhecendo  o jovem filho de escrava que desejava ser sacerdote. Dom Viçoso o incentivou e lhe disse para estudar bastante, a fim de atingir seu ideal. Em cinco de julho de 1849, Padre Victor iniciou seus estudos no Seminário de Mariana. Foi ordenado em 14 de julho de 1851. Após sua ordenação exerceu as funções de coadjutor em Mariana, até que, em 18 de julho de 1852, foi nomeado vigário encomendado da freguesia de Três Pontas, para substituir Padre Bonifácio Barbosa Martins, já bastante idoso e doente.

A caridade foi o apanágio da vida de Padre Victor. A cidade de Três Pontas ergueu lhe um monumento em sua memória. Lá podemos ler a inscrição reveladora de seu símbolo de vida - a caridade:

Sua vida foi um evangelho.

Sua memória a consagração eterna

De um exemplo vivo.

Nossos votos são os de que o Projeto Memória que culminou no livro a ser lançado nessa data - Seminário de Mariana Memória dos 270 Anos, preste um serviço a todos quantos, no presente e no porvir, se interessarem por trilhar os caminhos de nossa história. Fraternalmente carmodacachoeira.net

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