Pular para o conteúdo principal

Patriarcas da Família Reis e Silva: Andreza e Jacob

Francisca Pereira da Silva mãe da matriarca Andreza Dias de Carvalho

Tornou-se familiar reconhecer alguns nomes presentes na Genealogia da Família “Reis e Silva”. O autor da referida obra, José Ovídio Reis é filho de Ovídio Reis c.c sua prima Jovelina Reis (Belica), nascida em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, filha de Antonio Marciano dos Reis e Genoveva Candida Garcia Reis. Ovídio, o autor c.c Nelly Gomes Reis, professora, nascida na cidade de Varginha - MG, filha de José Gomes Nogueira e Romilda Salles Gomes, apresenta-nos como tronco dessa família o Capitão-Mor Domingos dos Reis Silva, português, do Arcebispado de Braga c.c Andreza Dias de Carvalho, natural da freguesia de Nossa Senhora da Borda do Campo. O Cap. Domingos dos Reis Silva deixou inventário datado de 17.5.1785.

Curiosos, perguntamo-nos sobre as origens de sua mulher dona Andreza e buscamos dados através do inventário de sua mãe, Francisca Pereira da Silva, aberto em 12.12.1775. Foi seu inventariante, Jacob Dias de Carvalho e, às fls. 02 declarou o dito cabeça de casal que a defunta sua mulher fora natural da Vila de Taubaté, Comarca da cidade de São Paulo, filha legítima de Manoel Pereira da Silva e de Joana Ayres e falecera nesta sua casa (freguesia de Nossa Senhora da Borda do Campo) no dia 9 de setembro deste presente ano sem testamento e não havia filhos ou netos dantes deste matrimônio.

Fls. 02V - filhos

  1.  Domingos de idade de trinta e oito anos pouco mais ou menos
  2. Reverendo Padre José Dias de Carvalho presbítero e hoje Capelão de Obitipoca. Paragem Ribeirão de Santa Rita da Ibitipoca, Freguesia da Borda do Campo. Foi inventariante seu irmão Luiz Dias de Carvalho
  3. Maria, de idade de trinta e três anos, casada com Mathias Homem da Costa assistente no Morro do Chapéu, da Freguesia de Carijó
  4. Andreza, de trinta e um anos pouco mais ou menos, casada com Domingos dos Reis e Silva assistentes nos (?) termo da Vila de São João Del Rei desta comarca
  5. Manoel, de idade de vinte e oito anos pouco mais ou menos
  6. João, de idade de vinte e cinco anos pouco mais ou menos
  7. Luiz, de idade de vinte e três anos pouco mais ou menos
  8. Teodozia, de idade de dezesseis anos c.c Francisco Antunes de Siqueira

Fls. 07 - escravos: 16

Fls. 43 - Procuração dada no Arraial de Nossa Senhora de Catas Altas. Termo da Real Cidade de Mariana. Francisco Dias de Siqueira constituiu procuradores em Sabará, em Mariana, em Vila Rica, no Rio das Mortes, em Capas Altas com a finalidade de promover, requerer, alegar… em Vila Rica constituiu os Doutores Antonio da Costa Azevedo, Claudio Manoel da Costa, ajudante Caetano da Costa. O ano é de 1783.

Em outros documentos consultados encontramos, irmãos de Andreza Dias de Carvalho já casados, assim:

  • Domingos Dias de Carvalho (ver ensaio Pedro Teixeira Nogueira)
  • Maria Dias de Carvalho c.c Mathias Homem da Costa
  • Manoel Dias de Carvalho c.c Catarina Maria da Assunção
  • João Dias de Carvalho c.c Felizarda M. do Espírito Santo
  • Teodósia Dias Pereira c.c Francisco Antunes de Cerqueira
  • Luís Dias de Carvalho c.c Maria Joaquina de Souza (cf. Souza Caldas). Acréscimo a Genealogia Paulista e Fluminense:

1. Paulo de Souza Caldas
1.1 Maria Teresa de Jesus  (Prados)
1.2 Maria Joaquina de Souza (Barbacena)

José Joaquim Gomes Branquinho

José Joaquim Gomes Branquinho, dono da Fazenda Boa Vista, a qual tinha sua divisa com a Fazenda Bom Retiro dos Barreiros. Era filho de Ângela de Moraes Ribeiro e do português José Gomes Branquinho, neto pelo lado materno de Tereza de Moraes e de André do Valle Ribeiro. Casou-se com Maria Victoria dos Reis, nascida e batizada na Freguesia do Pillar da Villa de São João del Rei, Minas Gerais. Casou-se na Capela de Santo Antônio da Bertioga, filial da Freguesia da Borda do Campo, aos 16 de junho de 1776.

Francisca Pereira da Silva e Jacob Dias de Carvalho são os pais de Andreza e avós de Maria Victoria dos Reis e Silva c.c José Joaquim Gomes Branquinho.

Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

O Capitão Diogo Garcia da Cruz.

G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.

Ave Maria na Igreja Matriz N. Srª. Carmo

Recital de Piano e Canto em Carmo da Cachoeira Além do pianista Francis Vilela e das mezzo-sopranos Larissa Amaral e Maisa Nascimento, durante a apresentação do tema Berceuse da Suíte Dolly, de Gabriel Fauré houve a participação especial do pianista Hélcio Barone Júnior, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo. Um momento especial, raro, em que os espectadores puderam apreciar uma apresentação de pianos a quatro mãos. A Ave Maria, ou ave-maria, também chamada de Saudação Angélica, é uma oração, que saúda a Virgem Maria baseada nos episódios da Anunciação e da Visitação (Lucas 1:28-42). Segundo São Luís Maria Gringnon de Montfort, cada vez que se reza a Ave Maria, a Virgem Maria no céu louva a Deus por nós com seu canto, o Magnificat  A Ave Maria é repetida várias vezes na recitação do Santo Rosário, uma oração completa, porque nela reside a história da nossa salvação ao meditar os mistérios da vida de Jesus e Maria; incluindo as orações, do Credo; o Pai...

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

Inventários de Antônio Dias de Gouveia e esposa

A ntônio Dias de Gouveia , falecido em 27 de junho de 1789, teve seu inventário aberto na paragem da Ponte Falsa da Freguesia de Santa Ana de Lavras do Funil, do termo de São João Del Rey, Minas e Comarca do Rio das Mortes, tendo como inventariante sua esposa Ana Teresa de Jesus. Nos chama a atenção os limites e os bens que ficaram de herança. “(...) que de uma banda parte com fazenda de João Francisco Carvalho e com a fazenda chamada a dos Barreiros”. J á o inventário de Ana Teresa de Jesus, Ana Teresa de Jesus, filha de Maria da Assunção Franca e Manoel Alves Pedrosa, cita como seu genro Manoel Pereira de Carvalho; Gabriel Antônio de Carvalho e Joaquim Antônio de Carvalho e os filhos João Dias de Gouveia e irmãos. E aponta como bens: fazenda Chamusca – 14:090$000; fazenda Rio Grande – 3.000$000; fazenda Palmital – 200$000; terreiro fazenda Chamusca – 1.000$000; terreiro da fazenda Rio Grande – 400$000; terreiro da fazenda Caxambu – 270$000. A fazenda Chamusca ficou em comum,...

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

Mais Lidas nos Últimos Dias

O Capitão Diogo Garcia da Cruz.

G ravura da obra O Capitão Diogo Garcia da Cruz de Ricardo Gumbleton Daunt , onde se lê: O Capitão Diogo Garcia da Cruz neto de Diogo Garcia e Júlia da Caridade naturais da Ilha do Faial e sua geração. A Edição de que o Projeto Partilha dispõe foi editada em São Paulo - 1974 foi revista, ampliada e atualizada pelo Professor Caio de Figueiredo e Silva. Próxima imagem: Denise Garcia e os Garcia Frades. Imagem anterior: As três ilhõas de José Guimarães.

Ave Maria na Igreja Matriz N. Srª. Carmo

Recital de Piano e Canto em Carmo da Cachoeira Além do pianista Francis Vilela e das mezzo-sopranos Larissa Amaral e Maisa Nascimento, durante a apresentação do tema Berceuse da Suíte Dolly, de Gabriel Fauré houve a participação especial do pianista Hélcio Barone Júnior, formado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade São Paulo. Um momento especial, raro, em que os espectadores puderam apreciar uma apresentação de pianos a quatro mãos. A Ave Maria, ou ave-maria, também chamada de Saudação Angélica, é uma oração, que saúda a Virgem Maria baseada nos episódios da Anunciação e da Visitação (Lucas 1:28-42). Segundo São Luís Maria Gringnon de Montfort, cada vez que se reza a Ave Maria, a Virgem Maria no céu louva a Deus por nós com seu canto, o Magnificat  A Ave Maria é repetida várias vezes na recitação do Santo Rosário, uma oração completa, porque nela reside a história da nossa salvação ao meditar os mistérios da vida de Jesus e Maria; incluindo as orações, do Credo; o Pai...

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.