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Fazenda do Paraíso e os Figueiredos

Os "Figueiredos" — ligação familiar ao Pe. Manuel Caetano de Figueiredo

Como vimos em texto anterior, o Pe. Manuel Caetano de Figueiredo era filho de Tomé João e Maria Figueiredo. Ao que tivemos oportunidade de chegar em relação aos Figueiredos mais próximos de nós, do ponto de vista geográfico, foi a partir de duas irmãs do Bispado de Viseu, Portugal e seus maridos. Conhecemos a mãe do referido padre e sua irmã Micaela de Figueiredo c.c Manuel Gomes. Do casal Manuel Gomes e Micaela procedem José Alves de Figueiredo, casado que foi com Maria Vilela do Espírito Santo e João Alves de Figueiredo, já no Brasil, casou-se em Serranos,  com Tereza Vilela do Espírito Santo, irmã de Maria. Dois irmãos casados com duas irmãs.

Maria de Figueiredo, casada que foi com Tomé João são pais de mais dois filhos:

  • José Caetano de Figueiredo, morador em Carrancas c.c Ana Jacinta Garcia de Figueiredo (apelidada Tia Senhora) - filha de Diogo Garcia da Cruz e de Inocência de Figueiredo. Inocência é filha do Capitão José Alves de Figueiredo e Maria Vilela do Espírito Santo. Ana Jacinta, no inventário de seu pai, aparece com a idade de 27 anos. Diogo Garcia da Cruz faleceu a dois de setembro de 1839. Foi inventariante sua mulher e prima, Inocência Constança de Figueiredo; e
  • Antônio Luís de Figueiredo, residente no Rio de Janeiro.

Não há como falar da “Família Garcia de Figueiredo” sem citar Ricardo Gungleton Daunt. Ele trata especificamente da geração do 14º filho de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade que aportaram no Brasil colonial no decurso do ano de 1715, à margem do Rio Grande, o Capitão Mateus Luiz Garcia. Diz ele: “das notas do seu casamento com Francisca Maria de Jesus, filha legítima de José Martins Borralho e de Teodora Barbosa Lima realizado na Igreja Paroquial do arraial de Aiuruoca em 11 de julho de 1764, apenas consta, omitida a data, que foi na Freguesia da Conceição de Carrancas, pertencente a São João d’EL Rei”.

Ary Florenzano diz que o Capitão Mateus foi o primeiro a procurar e localizar-se naquelas paragens, então cobertas de florestas virgens e bafejadas por clima excelente, de solo ubérrimo, e ótimas aguadas.

O Capitão Mateus Luiz Garcia era conterrâneo de Valentin José da Fonseca. Ambos capitães-mores. Valentin foi c.c Ana Isabel de Jesus. Ana Isabel fora adotada por Gaspar José de Abreu e Maria Clara do Nascimento, da fazenda no Território do Maranhão (sesmaria - SC 156 p. 151, em 17-DEZ-1768-APM).

Descendentes de Mateu Luiz Garcia e Francisca de Jesus, como primogênito é registrado em 1772, o futuro Capitão Diogo Garcia da Cruz, casado com sua prima Inocência Constança de Figueiredo, filha do Capitão José Alves de Figueiredo, prestante e estimado cidadão domiciliado em Dores do Pântano, hoje Boa Esperança, e Maria Vilela do Espírito Santo.

Ao terminar o estudo sobre minha avoenga D. Maria Carolina Garcia de Figueiredo, Baroneza de Monte Santo, e que fora publicado em 1938, ns. 3 e 4 da Revista do Instituto Heráldico-Genealógico, então denominada "Revista do Instituto de Estudos Genealógicos", acudiu-nos a idéia de proceder algumas pesquisas com o fim de atualizar o magnífico trabalho de Silva Leme, "Gen. Paulistana", vol. 8º, Tit. Dias, pg. 62, com referência aos descendentes de Mateus Luiz Garcia (5-3), um dos fundadores de São João Nepomuceno, hoje Nepomuceno, em Minas Gerais, e, também, de coligir o maior número possível de dados biográficos daqueles meus antepassados maternos.

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