Pular para o conteúdo principal

Minha Cidade tem História e Memória — Leonor Rizzi

Agradecimento pela Professora Leonor Rizzi à homenagem recebida

Com eterna e profunda gratidão nos dirigimos aos integrantes da Administração 2021/2024 para agradecer o convite feito pela Prefeitura Municipal de Carmo da Cachoeira, através da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo, para participar de homenagem aos 164 anos da criação do distrito de Carmo da Cachoeira, nesse ano de 2021.

O projeto Minha Cidade tem História e Memória é enaltecedor. E, aí, não há como deixar de nos reportar a Fernando Pessoa.

Há grandes lapsos de memória,
Grandes paralelas perdidas,
e muita lenda e muita história,
e muitas vidas.

Com ele e, através dele, queremos deixar aqui registrado nosso sentimento de pertencimento a Carmo da Cachoeira. Que, sob o auspício da Senhora do Monte Carmelo, tivemos a oportunidade de continuar, na informalidade, a desenvolver com sinceridade e transparência nosso papel de educador. Entendido como aquele que interage com vida, elevando padrões.

Integrados aos naturais do local e à comunidade tentamos contribuir através do nosso exemplo. Envolve-nos, nesse momento uma sensação muito salutar - a do dever cumprido.

Foi na convivência diária com cachoeirenses humildes e anônimos que, com sua presença marcaram lembranças e as partilharam que encontrei espaço e, me incorporei. Pela graça Divina tornei-me mais uma a compor o belo tecido formado de pessoas. Pessoas muito especiais que, pela dedicação, humildade, fidelidade, virtudes com que pautaram suas vidas e formaram nesse chão o painel que hoje se manifesta.

É imensurável minha gratidão ao solo, à sociedade que me acolheu, enfim, a todos que abriram espaço para absorver mais um.

A leitura de que faço quando se comemora os 164 anos da criação de freguesia é a de que nesse chão o painel que hoje se desenha é o de um município em busca de sua identidade e resgate, transcendendo fronteiras de crenças e etnia para alcançar objetivos concretos para a comunidade.

MINHA CIDADE TEM HISTÓRIA E MEMÓRIA

Prefeitura de Carmo da Cachoeira
🎭 Direto da Sec. de Cultura

Leonor Rizzi

Falar sobre a história de Carmo da Cachoeira sem associar o nome da educadora e genealogista Leonor Rizzi seria uma desfeita enorme. Há mais de 20 anos residindo em nossa cidade, essa paulista chegou em nosso município com intuito de reflorestar diversas áreas devastadas pelo desmatamento na região.

Em uma entrevista cedida para nós na comunidade São Pedro de Rattes, que é uma de suas obras na cidade, Leonor nos conta como foi seu caminho até fazer daqui sua morada. Parceira do irreverente educador brasileiro Paulo Freire que em uma de suas ações em São Paulo – SP foi apresentada ao projeto “Agenda 21”, surgindo um ideal de fazer algo pelo planeta. Como se diz na região que: - “Nada é coincidência, mas providência”, Leonor veio para nossa cidade realizar esse sonho que tanto almejava.

Ela formou um grupo chamado GAPA, Grupo de Apoio e Proteção aos Animais, conseguindo o arquivamento do projeto do Matadouro e iniciou um trabalho de castração e de posse responsável de animais domésticos. Assim, ensinando aos cachoeirenses a importância do respeito aos animais.

Respeitando suas vivências pessoais e a convivência com o povo de uma cidade interiorana, somados aos diversos trabalhos de conscientização feitos pelo GAPA, essas ações alimentaram sua vontade de desenvolver um trabalho de pesquisa sobre as origens do povo cachoeirense, originando o blog carmodacachoeira.net, que hoje é a principal referência sobre a história e a genealogia da cidade. Ao seu trabalho uniram-se dezenas de cidadãos mineiros interessados no engrandecimento e resgate cultural da região, formando o Projeto Partilha.

Gostaríamos de agradecer à senhora Leonor Rizzi pelo grande empenho em resgatar nossa história. Para nós é uma honra termos mulheres fortes e destemidas como você para nos inspirar. Saiba que seu trabalho em prol dos nossos se perpetuará para as gerações futuras. Gratidão

Comentários

Mais lidas no site

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt...

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump...

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Mais lidas nos últimos 30 dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.

Distritos, fazendas, ermidas e patrimônios.

P ara este trabalho , só um olhar singelo sobre cada fazenda e uma busca para encontrar o ponto de religiosidade existente em cada uma. Pensou-se um pouco em sua história e a reconstruímos com imagens através de fotos e ilustrações. O primeiro documento estudado em relação a limites foi a Carta Patente de Criação da Companhia de Ordenanças de 1811 . D iferentes critérios foram utilizados para agrupar as nossas fazendas. Aqui citamos alguns destes trabalhos: Professor Wanderley F. Resende , Carta Patente de 1811 , relatório do juiz de paz Raphael dos Reis e Silva de 1842 ; Lei de Criação da Paróquia ( freguesia ) de 1857 ; Limites do Patrimônio da Paróquia de 1893 ; Álbum da Varginha , de 1917 e de 1918 ; Registro no tabelião de Varginha de 1922 ; além das citações encontradas em documentos e livros dispersos. I - As citadas pelo Prof. Wanderley são: - fazenda do Retiro ( fazenda Retiro ) ; - fazenda do Rancho ( fazenda Rancho ) ; e - sítio Cachoeira ( da Cachoeira ) . II - C...

O caso do escravo Lério sepultado no adro da Capela de São Bento do Campo Belo.

J osé Ferreira Godinho , negociante, morador no Rancho da Boa Vista , em 19 de julho de 1862, foi um dos peritos, junto com João Villela Fialho, morador na fazenda dos Pinheiros , foram os peritos nomeados no " Caso do escravo Lério ", sepultado no adro da Capella de São Bento do Campo Bello. O sacristão da referida capela era José Ignácio de Souza. O procurador dela, o tenente Francisco Ignácio de Souza. O documento, cuja inicial deu-se na fazenda Retiro em 20 de julho de 1862, registra alguns nomes e localizações, que podem auxiliar os estudiosos da região. Mostra que foram testemunhas no enterro do escravo Lério, Ignácio Lopes Guimarães, Antônio Gomes Martins e Antônio Lopes Guimarães. Assina o documento Aureliano José Mendes. Em outro momento e relacionado ao mesmo caso outras testemunhas são ouvidas: Jozé Boenno; Joaquim Thomaz; Mogango; Maria Albina mulher de Luís Francisco Motique; Pedro Bernardes da Costa; " Guerino Ferreira de Oliveira, 55 anos, natural e morad...

Mais Lidas nos Últimos Dias

Ainda garoto, o Pe. Manoel F. Maciel ao colo do pai.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas. Imagem anterior: Os Maciéis, uma família Brugre com muito orgulho.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Padre Manoel Francisco Maciel no pátio da escola.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Mapa com as fazendas limítrofes. Imagem anterior: A antiga escola particular de Carmo da Cachoeira.