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Celebração do “Dia de São Pedro de Rates” - 4ª Edição / 2013



A Igreja é sua comunidade, não um prédio, não um templo, mas as pessoas, os fiéis, as ações de fé, a comunidade. Era assim nos primeiros tempos do Cristianismo, era assim nos primeiros tempos de colonização europeia na região onde hoje floresce a Comunidade Paroquial São Pedro de Rates, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais.

O local escolhido para celebração dos eventos (missas, celebrações, e catequese) fica na antiga Fazenda da Cachoeira, também denominada em fontes documentais de “A Cachoeira dos Rates”. A fazenda pertencia a Manuel Antonio Rates e sua mulher Maria da Costa Moraes (ou Maria da Costa Morais). Como acontecia no inicio do Cristianismo, quando não existiam igrejas construídas, a Igreja já existia.

As celebrações acontecem ao ar livre. Era esse o conceito que permeava as ações religiosas dos antigos moradores dessas paragens – igreja presente em seus corações.


O gesto concreto que visualizamos é um registro documental encontrado nos arquivos, na paróquia da cidade de Lavras/MG, em que consta um batizado na casa do citado casal, na Cachoeira dos Rates. Hoje, nós cristãos, entendemos da mesma forma, Cristo é o Templo de Deus! Nosso Deus não tem necessidade de um templo manufaturado. Ele pode ser adorado em toda parte. Jesus Cristo é o lugar de oração cristã, por isso é que buscamos recolhimento em seu amável coração, estejamos onde estivermos.

A celebração da eucaristia e da palavra teve como presidente, o pároco, Padre Daniel Menezes Fernandes. O elenco de leituras foi organizado segundo as indicações do Lecionário nº. 3 – Missa dos Mártires. No tempo Pascal, a recomendação é a de que a 1ª leitura seja do Apóstolo, a segunda, na medida do possível, do Evangelho de São João. Assim, definiu-se: a 1ª: “Esses são os que vieram da grande tribulação” (fls 283/284) Ap 7,9-17; a 2ª leitura da Carta de São Paulo aos Romanos: “Nós nos glorificamos também de nossas tribulações: (fls 286/287). O Evangelho, Jo 15, 18-21 (fls 297/298) “Se o mundo vos odeia sabei que primeiro me odiou a mim”. Padre Daniel, durante a homilia, ressalta dois aspectos: - a vida do mártir, São Pedro de Rates. Afirma que embora seja um personagem lendário, existe uma Igreja em Portugal dedicada a ele; - e a presença dos “de Rates”, em Cachoeira, remonta a época das descobertas de ouro e pedras preciosas na região. Diz ele: “esses primeiros moradores eram cristãos e não pagãos, trouxeram para cá a devoção mariana”.

O Cristo Ressuscitado tendo junto a seus pés São Pedro de Rates compunha a cena do altar. Como guardião da fé e sendo o primeiro bispo de Braga, o virtuoso Pedro foi decapitado durante a Missa. Hoje, lembrando sua vida, a comunidade o colocou aos pés do Cristo e celebrou o Sacrifício Pascal. A memória primeira e mais forte da cerimônia é a de que o Corpo de Cristo é o templo de Deus e se assim se prolonga a Igreja pelos séculos.

Respaldados pela ideia de que Deus habita de forma plena e em Cristo e na comunidade dos discípulos que são o seu Corpo, pedimos a São Pedro de Rates que, segundo a tradição converteu-se e foi batizado por um dos 12 apóstolos de Jesus, que interceda a Deus por todos nós.

São Pedro de Rates, rogai por nós.

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