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A Juventude e Santa Rita de Cássia.



No colo da mulher, o futuro da humanidade. Um pequeno céu é resultado de uma boa mulher, que faz do seu lar, um lar feliz. O senso de responsabilidade deve ser incutido na criança desde o ventre materno, deduzindo que , mais de 90% da educação se dão na barriga da mãe. Como reclamar do jovem se a mãe não o educou para o mundo? Não basta pensar só no padrinho e no enxoval para a criança que vai nascer. Tudo isso, não a gritos e palavrões, mas estimulando, aprovando, valorizando, elogiando e depositando nela a responsabilidade do amanhã, a disponibilidade e a confiança. “É de pequeno que se torce o pepino”.

A vida de Santa Rita de Cássia foi voltada para a educação de seus filhos como também para a conversão do marido.

Embora sua vida tenha sido direcionada para as coisas do alto, os seus dezoito anos de vida matrimonial foi a mais perfeita possível, pois percebeu que a santidade também se vive de forma diferente.

A Declaração dos Direitos da Criança diz que: “a criança deve ser educada para o sentimento de que suas melhores qualidades devem ser postas ao serviço do semelhante”.

Quando a criança é educada para a disponibilidade, depreendida de si mesma desde pequena, mais tarde
será uma heroína e uma grande benfeitora da humanidade.

Santa Rita de Cássia educou seus filhos para serem disponíveis ao próximo no sentido de buscar sempre a santidade.

A tarefa da educação pertence aos pais e o Concílio Vaticano II recomenda a presença deles no lar: “É de grande proveito para a formação dos filhos a presença ativa do pai e da mãe, dos quais necessitam principalmente os menores.

Santa Rita foi uma presença constante no seu lar e em especial na vida dos filhos.

O espírito de rebeldia dos filhos é, talvez, fruto da não intervenção mais austera do pai na família. Pai e mãe, juntos, formam a dupla de uma firme e sólida educação da prole.

Não basta só gerar filho para o mundo, precisa acompanhá-lo “peri passu” ,dia a dia , tanto na escola quanto na Igreja , tanto no lar como na rua , e dar a ele amor e carinho , um ambiente próprio de instituição divina.

Pio XII insistia dizendo que: “a educação, para ser eficiente, completa e perfeita, deve acontecer na família”, por isso o lar deve ser a mansão atraente, um santuário íntimo e irradiante de paz, de amor e de descanso.

Deus concedeu à mulher, mais que ao homem, o dom da elegância, da graça , da delicadeza, o dom de tornar lindas e agradáveis as coisas mais simples. Assim foi ela criada por Deus, para derramar graça, doçura, gentileza e alegria no lar, no coração do marido e dos filhos. A alma de um lar agradável é a mãe dedicada, misturada ao bom gosto e a arte feminina.

Santa Rita de Cássia foi mãe dedicada. Colocou a inteligência a serviço do seu lar, na formação dos filhos, pois viu na sua família a face de Jesus Cristo sofredor, uma vez que a vida a dois passa pelo sofrimento e, mais ela, cujo marido não tinha os olhos voltados para a cruz de Nosso Senhor. Foi através da oração que aconteceu a sua conversão, foi através da oração que os filhos, convertidos, legaram-nos uma vida cheia do Espírito de Deus.

Diz ainda o Concilio Vat.II: “Se os próprios pais marcharem à frente com o exemplo e oração familiar, os filhos encontrarão mais facilmente o caminho da salvação e da santidade”.

O exemplo é fundamental na educação da criança. “As palavras comovem, os exemplos arrastam”.

O exemplo é a grande força, capaz de dar e imprimir novos rumos à vida. Disse o mestre divino: “eu vos dei o exemplo para que façais o mesmo”.

Para que as crianças sejam boas, digo, ótimas, é preciso ter diante dos olhos o exemplo do respeito, da piedade, da pratica da religião, da generosidade, da nobreza de caráter, do amor, da bondade, da justiça e do respeito ao próximo. Assim foi a vida de Santa Rita de Cássia: de generosidade, de amor, de bondade, de justiça voltada para o bem de sua família. Os pais deveriam seguir o lema: “vivendo é que educamos os nossos filhos”.

Sem o bom exemplo dos pais, não pode haver educação eficaz e duradoura”,afirmava o papa João XXIII.

São João Maria Vianey, o cura D’Ars, dizia : “Em geral, os filhos fazem o que os pais fazem”.

No evangelho Jesus Cristo convida Pedro a apascentar as ovelhas. Fez isso por três vezes, após perguntar se ele o amava.

Imaginemos Deus perguntando a cada mãe: ------tu me amas? E após a resposta de cada uma , Jesus está dizendo: cuidem dos filhos, aqueles que lhes dei, fruto do seu casamento, para que os amando façais jovens de Deus e possam assim construir um mundo melhor, um mundo santo, voltado para mim, apesar dos sofrimentos.

Vivemos em um mundo em que muitas pessoas se esqueceram do sagrado, do sobrenatural.

A Jornada Mundial da Juventude tem reavivado a fé e o entusiasmo dos cristãos, em especial da juventude.

Vivemos em um mundo que muitas pessoas são céticas em relação à verdade.

Jesus é a verdade, que, na plenitude dos tempos se fez carne. (Jo. 1,1.14)

É do íntimo de nós mesmos que nascem as ações. É o coração que deve se converter a Deus e o Espírito Santo nos transforma se abrirmos a Ele.

O Espírito Santo nos guie a toda a verdade, dando-nos inteligência das coisas de Deus, nunca com nossas próprias forças. "Sem mim nada podeis fazer.”( Jo.15,5).

Espírito Santo faça com que o meu coração seja aberto à Palavra de Deus, assim como foi o coração de Santa Rita. Que o meu coração seja aberto ao bem, aberto à beleza de Deus, todos os dias. E que Maria Santíssima me ajude nessa empreitada e assim transpareça no meu lar a figura do Cristo sofredor . Ele que continua sendo alimento , em todos os altares do mundo, nas espécies do pão e do vinho transubstanciados. Amém.

Diácono Adilson Jose Cunha
17/05/2013

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