O sábado santo foi marcado pelo silêncio. Não houve celebrações. Parecia que tudo acabou sem possibilidades de mudanças. Depois que alguém morre todos os seus projetos ou aqueles que lhe dizem respeito têm fim. Jesus também morreu, levaram- no ao sepulcro. O seu corpo esteve nas mãos de um homem, justo e reto: José de Arimatéia, que O desceu da cruz e O envolveu em um lençol depositando-O no sepulcro, talhado na rocha, onde ainda ninguém havia sido sepultado. Só faltou o embalsamento, envolto em aromas de mirra e aloés. Conservá-Lo intacto era o intento. Uma esperança precária porque no fim nada resiste à consumação do tempo e à sua voracidade. O fecho foi conclusivo e difícil. Foi rolada uma grande pedra contra a porta do túmulo. O Filho de Deus quis compartilhar a sua semelhança conosco até o extremo. Tudo aconteceu há dois mil anos. Jesus Cristo veio ao mundo disposto a ser o maior exemplo de amor e de verdade. Tinha uma proposta de vida não entendida por muitos. Condenaram-no...
Padre Gilberto Paiva, apresentando a obra "O Clero Paulista no Sul de Minas: 1801-1900", de autoria do Pe. Hiansen Vieira Franco: O Estado de Minas Gerais apresenta certas particularidades históricas no seu processo formativo, que fogem ao padrão de outros estados da federação. Sem contar os movimentos contestatários e independentistas no período colonial e o desenvolvimento da arquitetura barroca no século XVIII, Minas tem algo de diferente. O povo mineiro é o povo que mais emigra no Brasil, só perdendo para o povo nordestino, somados os nove estados que formam esta região do país. Paralelamente ao movimento de saída do estado, os mineiros recebem diversas influências, sobretudo dos estados vizinhos. O Triângulo Mineiro tem suas peculiaridades, que incluem ideias separatistas. Enquanto a Bahia exerce influência sobre o norte do estado, a Zona da Mata e a região de Juiz de Fora são influenciadas pelo Rio de Janeiro . Por fim, o Sul de Minas , que recebe forte influência d...