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Trilhas de um Conclave e a Santa Sé Vacante.



Aproximando-se da reunião de aproximadamente 115 cardeais para eleição de um novo papa, ou melhor, o Conclave, na próxima terça-feira (12 de Fevereiro), o mundo espera ansiosamente pelo fim da "Santa Sé Vacante". Alguns pontos marcantes serão pronunciados neste texto, uma vez que descreve, de forma breve, o processo eleitoral. Este é um momento muito sigiloso entre os participantes, de forma a não sofrerem influências do meio exterior sobre suas decisões.

O início do Conclave, dá-se a partir de 15 a 20 dias após a morte ou renúncia do Papa. Até ser escolhido um novo sucessor de Pedro, há um processo a ser seguido e, enquanto isto, o Camerlengo (atualmente, o cardeal Tarcisio Pietro Bertone) toma frente de assuntos ordinários, inadiáveis e referentes à eleição, além de outras atividades, como lacrar os aposentos papais, até que o novo papa tenha acesso.

O voto é feito em letra maiúscula, clara e impessoal, de forma a não ser identificado e logo, o papel é dobrado e, o cardeal se recolhe à oração, até a eleição. Após a decisão de todos, os votos são depositados pelos cardeais e assim levados aos escrutinadores, de forma a misturá-los e então, retirados, passando assim aos três escrutinadores.

Durante o processo, há a eleição de três cardeais "escrutinadores" que se responsabilizam pela verificação e contabilidade dos votos; três cardeais "infirmarii", que recolhem os votos do que, por ventura, adoecem e se recolhem nos aposentos de todos os cardeais eleitores; três cardeais "revisores" que possuem a função de ratificar os votos. Após a contagem e verificação dos votos, as cédulas são queimadas com fogo.

Caso nenhum cardeal atinja dois terços do resultado, as células são recolhidas em uma caixa e é levada a um forno contíguo à Capela Sistina, onde é adicionada palha molhada e produtos químicos na caixa, para ser queimada. Assim nasce a famosa fumaça preta.

Se um cardeal alcançar o número necessário de votos, o Camerlengo, representando o Colégio de Cardeais, pede o consentimento do eleito e ele deve então aceitar a decisão de novo papa, indo fazer a troca de suas vestimentas por uma roupa própria ao novo cargo. Logo, voltando ao recinto dos cardeais, os demais se prostam diante do novo Pontífice e os votos da eleição são levados ao forno, com palha seca e produtos químicos, surgindo assim a fumaça branca.

Assim, o Cardeal Protodiácono, (atualmente o francês Jean-Louis Pierre Tauran), anuncia na Basílica Vaticana, o nome do novo papa e o tradicional "Habemus Papam". Logo, o Sumo Pontífice é apresentado à Roma e ao mundo, na sacada da Basílica de São Pedro, dando sua primeira bênção como Papa.

Aguardemos este precioso momento!

André Lucas de Carvalho
Graduando em História - Universidade de Franca

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