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Fim de Ano.



O ano está declinando. O vulcão Kilauea da ilha Grande do Havaí, no Oceano Índico, um estado americano descontínuo, entra em erupção e joga suas lavas de forma diferente. Desta vez elas escorrem para o mar fazendo com que as águas atingidas entrem em ebulição. A seleção brasileira, rumo ao hexa em dois mil e catorze, tem novo comandante.

Inicia-se o período chuvoso do ano, ocorrem tempestades, árvores centenárias despregam do solo e caem. O sertão nordestino continua sem água, consequência do domo da Borborema, que impede a entrada das massas de ar úmida do Oceano Atlântico.

Entre todas as novidades deste derradeiro ano está o enlace matrimonial do prof. Pedro, o filósofo. A Kika conseguiu fazer com que ele se decidisse. A felicidade de um casal consiste em viver a unidade e a indissolubilidade.

As lojas estão a todo vapor e “rebolam” para atrair clientes e vender os seus produtos. A concorrência faz parte do sistema capitalista fazendo frente àqueles que têm e aos que são desprovidos de toda sorte. O que vale é a capacidade em pagar seus fornecedores e engordar a conta bancária.

As pessoas pensam nas festividades de final de ano, afinal têm recursos a mais neste tempo, com os quais presenteiam crianças, filhos e amigos. Viagens e comilança são em abundância.

Os trabalhos foram intensos durante o ano. Não houve tempo suficiente para reuni-se com os amigos, nem para uns drinques quanto mais para jogar conversa fora.

Houve desencontros e estressamentos, mas enfim chegou o tempo esperado. Um tempo diferente para esquecer. Esquecer as desavenças, o desamor e as briguinhas corriqueiras.

As famílias enfeitam os lares, armam presépios e árvores de natal. Revestem de luzes coloridas as paisagens domiciliares. As fachadas e o interior das casas tornam-se encantadoras.

Enquanto o mundo ocidental celebra o natal, o mundo oriental sofre as consequencias das guerras, das rixas religiosas e da falta de paz.

É a festa da Encarnação do Verbo. Jesus arma a sua tenda no meio da humanidade. São poucos os que entendem, tanto que nessas festividades o Menino Jesus não encontra espaço. No lugar aparece a figura do velhinho de barba branca.

Todos acreditam naquele saco que carrega e pensam no ano que se aproxima, dando a impressão que tudo será diferente, que o conteúdo nele existente é dinheiro em demasia, uma vida de riqueza e de felicidade.

É a realidade do mundo moderno. Deus é um ser nada. O ser humano esqueceu que é fruto do pensamento divino. O homem tem uma falsa grandeza enquanto fala a sua consciência. Para que tudo isso sofra mudança é preciso revestir-se do homem novo.

Mas continuam os desencontros e os recuos. O capital continua imperando. O mundano ainda fala mais alto. Os corações continuam empedernidos. No final haverá um grande concerto: cantar-se-ão todos a uma só voz, o coral será uníssono. Entenderemos que o Senhor é dono da história, que os anjos continuarão cantando: “glória a Deus no mais alto dos céus”. Que para as festas de fim de ano, o Menino Deus seja convidado, sendo Ele o principal, o mais importante personagem. Feliz Natal e Ano Novo cheio das graças divinas.

Diácono Adilson José Cunha

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